POV S/N
Sabe, pode parecer estranho, mas nesses 4 dias não ocorreu nada de ruim, bom, além daquele homem nada mais.
Eu estou aqui no quarto dia, e agora estou colocando as malas novamente no carro, junto com uma sacola de comida e roupa, Ears na primeira oportunidade entrou nele, e agora me espera no banco de passageiros, ao lado do motorista.
Durante os quatro dias eu decidi que vou levar Ears de volta a fundação, pode dar errado, mas na pior das hipóteses eu só vou tomar uns pipocos.
Mas de qualquer forma não posso deixá-lo fora de lá, pelo menos não por muito tempo, então eu tenho que voltar com ele.
Caso dê errado levar ele escondido, eu falo que eu o encontrei por aí durante a minha folga.
S/N: É isso aí, agora vamos esperar. - Digo em um tom normal, já que Ears está no carro, e eu estou sentada nas escadinhas na frente da porta, apenas esperando o dono chegar.
Pensei que fosse demorar mais para que o dono chegasse, mas em menos de 10 minutos um carro para na frente da casa, o mesmo senhor desce do carro e vem até mim.
Senhor: Como foi a hospedagem na casa? - O senhor pergunta contente.
S/N: Foi maravilhosa. - Digo pegando o dinheiro para pagar o senhor, ele pega o dinheiro e conta ele, enquanto isso eu me levanto e entrego a chave da casa.
Senhor: Muito obrigado, fique a vontade para vir aqui mais vezes.
S/N: Obrigada. - Digo e vou até o carro, entro e me sento no banco de motorista, fecho a porta, e por último coloquei meu cinto.
Ears: Vamos voltar para a fundação? - Ele pergunta curioso.
S/N: O esperado é que sim.
Dou ré no carro e depois acelero para começar a viagem até a Fundação SCP.
POV Scp 1048
Ela foi viajar por um mês? Já faz aproximadamente três dias que ela saiu, eu realmente quero perguntar-lhe sobre o clone, ela foi a última a ver ele, eu espero pelo menos.
Nesses dias eu tenho ficado mais na cantina, ou melhor, o dia todo, alguns funcionários até vieram me perguntar o que aconteceu, mas isso não é da conta deles, já que não aconteceu nada, ou ao menos nada além do meu clone sensível e perigoso sumir.
De qualquer forma, não é bom que eu fique diariamente aqui parado, eu deveria continuar andando por aí, talvez Hanry já tenha voltado, vou dar uma olhada no escritório dele.
Quero ser rápido, então corro até o corredor 23, onde o escritório dele fica, chego na porta e bato algumas vezes, a porta se abre revelando o mesmo homem que não me lembro quem é, mas ele com certeza é mais novo que vários cientistas daqui.
???: Em que posso ajudar? -. Em resposta eu apenas levanto meus braços, o garoto então me pega e me leva para dentro do escritório.
???: Tudo bem, você pode ficar comigo, eu estou apenas varrendo o escritório de Hanry, para quando ele voltar estar tudo estiver limpo. - Ele diz enquanto me coloca na cadeira que imagino ser de Hanry, e ele logo se vira para um armário que suspeito que seja de documentos.
Enquanto isso eu olho para a mesa, e vejo alguns papéis de identificação de Scp, por algum motivo todos os papéis sobre os SCPs tem um ‘slogan’ atrás.
Scp 096: Homem tímido
Scp 075: Lesma corrosiva?
Scp 294: A máquina de café?
"Máquina de café? Lesma corrosiva? Eu nunca vi esses SCPs." Penso, e logo os papéis que estou olhando são tomados da minha mão pelo homem.
???: Foi mal amiguinho, mas eu preciso organizar eles. - O garoto diz e novamente se vira para o armário.
"Droga, com certeza se eu tivesse acesso a outros SCPs mais fortes, eu poderia já ter saído desse lugar."
Encerro temporariamente os meus pensamentos e pulo da cadeira para o chão.
Ando até o garoto está, ele continua ajeitando os documentos, provavelmente todos os sítios devem ter todas essas papeladas.
"Deve ser difícil ser um superior, mesmo tendo tantos benefícios ainda devem requer muita energia"
Quando paro de pensar sobre isso, vejo que o garoto parou de mexer nos documentos, mas nas mãos dele há um papel, com certeza um documento de identificação, da para saber por conta do sinal atrás da folha.
Normalmente eu não daria atenção a isso, mas o garoto parece bastante assustado pelo que está lendo, o medo dele se transforma em nervosismo, pois ele rapidamente dobra o papel e o coloca no bolso da frente de sua calça, e logo olha-me.
???: Ei, promete não contar para ninguém sobre eu ter pegado esse papel? - Não posso falar com ninguém, então apenas aceno a cabeça em um sinal de sim.
???: Obrigado, isso é realmente algo importante. - Ele diz tirando uma bombinha de ar do bolso do jaleco, e no mesmo momento usando ela.
"Cara, o que tem naquele papel?" Pergunto-me olhando o garoto voltar a se concentrar no armário.
Ando até a porta e fico parado na frente dela até o garoto notar e vir abrir ela.
Saio sem nem olhar para trás, o garoto fala algo, mas eu não presto atenção.
Vou dar uma passada nos dormitórios, apenas para ver se S/N chegou.
POV S/N
Após horas de viagem eu finalmente chego na fundação, Ears já entrou em uma das malas, e eu acabei de entregar minha identificação de funcionário antes de entrar totalmente na fundação.
Pode entrar, foi o que o homem disse, e assim acelero o carro, vou até onde peguei o carro inicialmente, e logo estaciono lá.
Não preciso me preocupar com Eras gritando, afinal, não dei nenhum alimento a ele, então não vai acontecer nada.
Um segurança vem na minha direção, apenas para receber as chaves e perguntar se preciso de ajuda com as malas, lógico que aceito a ajuda, porém garanto de ter pegado a bolsa onde está Ears, é perigoso andar com outra pessoa, mas eu que não vou carregar esse tanto de coisa sozinha até o meu dormitório novamente.
Eu e o segurança andamos até a porta da fundação, e ele olha de um lado para o outro e volta a andar.
S/N: Ei! Eu não deveria passar pela checagem? - Pergunto ao segurança, mas ele apenas me ignora e continua andando.
"Tudo bem então, eu ao menos espero."
Eu e o segurança continuamos andando até os dormitórios.
Eu abro a porta e o segurança coloca as malas no chão, eu agradeço, e logo o segurança se despede e vai embora.
S/N: Finalmente de volta a fundação, agora se isso é ruim ou não, eu não sei. - Digo me virando para a porta, apenas para me deparar com um carinha marrom me encarando com os olhos cerrados, não posso evitar dar um sorriso malvado.
S/N: Ora ora, olha só quem ficou com saudades. - Digo enquanto ele entra mais no quarto.
Fecho a porta do quarto, apenas para escutar o que o urso tem a falar.
1048: Cadê a porra do meu clone? - Ele pergunta irritado.
S/N: Sei lá, pergunta no posto Ipiranga. - Digo me abaixando para abrir a bolsa onde Ears está.
1048: Escuta aqui vagabunda, eu não encontrei ele em nenhum lugar deste sítio, ou ele está com você, ou ele saiu do sítio…. E o que caralhos é posto Ipiranga?
S/N: Ipiranga é um posto de gasolina.
1048: Tá, e o clone?
S/N: Quem?
1048: O clo— Antes dele terminar de falar eu corto a fala dele.
S/N: Te perguntou. - Digo desta vez sussurrando e o urso chega mais perto de onde estou.
Ears mexe um pouco na bolsa, mas logo coloca a cabeça para fora da bolsa, apenas para dar de cara com o 1048.
Ears: 1048!! - Ele diz contente, e rapidamente pula em 1048, fazendo os dois caírem no chão.
Acredito que mesmo Ears não gostando dos apelidos, ele ainda deve sentir falta de 1048.
1048: Do que você me chamou? - Ele pergunta bravo.
Ears: 1048, S/N disse que esse é o seu nome. - Ele fala se encolhendo um pouco pelo volume da fala de 1048.
1048: Quem se importa com o que ela diz? Sai de cima de mim esquisito. - Ele fala empurrando Ears de cima dele.
1048: Porque não está gritando, ou sentindo dor?? - 1048 Grita, e Ears corre até mim, que agora estou sentada no chão.
Ears: Eu ainda sinto dor, mas estou sem força para gritar. - Ele fala subindo no meu colo, e isso parece deixar o ursinho marrom mais bravo ainda.
1048: Desce daí agora! - Ele fala completamente bravo.
Ears: Para de gritar seu escandaloso. - O urso de orelhas fala enquanto escora a cabeça na minha barriga, e 1048 vem na direção dele, e apenas fica do lado da minha coxa esquerda.
1048: Desce seu otário.
S/N: Deixa ele quieto seu chato. - Digo sussurrando.
1048: Calada sua intrometida.
S/N: Vem fazer abestalhado. - Digo e 1048 sobe no meu colo e dá pulinhos para tentar alcançar o meu rosto.
S/N: Vai me beijar? - Falo apenas para caçar conversa.
1048: Claro que não! Eu vou te acabar no tapa.😡
Ears: Uiii, ele que sim. - Ears diz brincando, apenas para receber um olhar furioso de 1048, e isso acaba me fazendo rir.
Ears: Eu também queria ser beijado, mas suponho que isso me deixaria surdo. - Ele fala meio triste, cara, ele é feito de orelhas, mas não nego que a fala dele foi meio fofa.
Ears: Por falar nisso, eu gostaria de ser colocado naquela caixa novamente. - Ele pede se referindo a caixa anti-som.
Eu me levanto com Ears e 1048 nos meus braços.
Vou até à escrivaninha e tiro a caixa de música que ainda está na caixa, e assim coloco Ears lá dentro e fecho a tampa.
1048 parecia que iria explodir a qualquer momento.
S/N: O neném tá "bavinho"? - Digo falando com uma voz que falaria para um bebê ou um animal de estimação.
1048: Quer saber? Vai se fuder. - Ele fala e pula do meu colo, assim caindo em pé no chão.
1048: VEM ABRIR!😡 - Ele fala andando até a porta.
S/N: Como se fala?
1048: Com a boca sua idiota!😡
S/N: É, mas acho que tem palavrinhas que precisam ser ditas.
1048: Precisa não.
S/N: Claro que—- Não consigo terminar a minha frase, pois escuto algumas batidas na minha porta, 1048 arregala os olhos, e eu pego alguns lençóis e jogo em cima da caixa de Ears.
S/N: Vamos lá então. - Digo andando até a minha porta, felizmente quando abro a minha porta, apenas vejo Lorenzo nela, pensei que fosse um superior ou algo assim.
S/N: Olá Lorenzo, em que posso ajudar? - Digo fingindo simpatia.
Continua.....🌃🌟
Total de Palavras: 1811
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Atualizado até capítulo 25
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