POV S/N
Hanry: Olá meninas. - Ele diz sorridente. - Mônica, irei te passar alguns relatórios, por favor venha. - Mônica acena com a cabeça e então o segue até onde os outros cientistas estão.
Observo cuidadosamente todos que estão presentes, e posso dizer que conheço praticamente todos, Mathias, Theodoro, Tammy, Hanry, Mônica, porém, menos uma garota vendada, julgo que ela é caucasiana, pelas roupas dela serem iguais às minhas, acredito que devo estar olhando para a 187, além da venda ela está usando luvas de proteção, uma fita na boca, e está presa a uma cadeira.
Em torno de 7 minutos depois, Hanry vem em minha direção olhando a prancheta dele.
Hanry: Imagino que você já tenha notado a garota presa, ela é a SCP 187, depois do 173 você vai falar com ela. - Ele diz e faz um sinal para seguir ele.
Ele me guia até uma porta próxima de onde estávamos, ele tira algo do bolso e coloca na minha orelha.
Hanry: Você irá falar conosco por essa escuta, temos que desativar as câmeras para o teste funcionar, como você deve saber, ele se mexe quando ninguém está olhando para ele, sempre que ele se mover diga algo, entendido? - São informações bem simples para falar a verdade.
S/N: Entendido.
Hanry: Então vamos começar, no momento que a porta abrir entre. - Ele diz e eu apenas aceno com a cabeça.
Hanry passa o cartão na porta e digita uma senha, a porta se abre e rapidamente entro, olho para trás e a porta já está se fechando.
A sala era uma contenção normal para falar a verdade, acho que de certa forma não é difícil conter ele.
E por falar nele, 173 se mantém virado para a parede, eu o encaro me esforçando o máximo para não piscar ou desviar o olhar.
Hanry: Tudo bem? - Escuto do aparelho.
S/N: Sim, ele está parado no canto. - Digo já com os olhos ardendo.
Hanry: Ok, então feche os olhos.
S/N:...... Certo.
Como pedido, eu então fecho meus olhos, mas no mesmo momento eu escuto algo arrastando pelo chão, por impulso eu abro os meus olhos e me deparo com 173 agora parado na minha frente.
S/N: Caralho. - Digo nervosa, se minha habilidade permitir, eu não vou ser morta, mas ainda sim esse SCP é estranho, e me encarando desse jeito fica assustador.
Hanry: Tudo bem? - Ele pergunta novamente.
S/N: Sim, mas agora ele está na minha frente. - Digo encarando a estátua.
Hanry: Pisque mais uma vez.
Como mandado eu pisco, e eu novamente pisco, o som semelhante à pedra sendo arrastada se repete, e agora a estátua está atrás de mim.
S/N: Ela agora está atrás de mim. - Digo meio nervosa.
Hanry: Ótimo, então pisque várias vezes e relate a movimentação dele.
E assim mais uma vez pisco, porém várias vezes seguidas, e cada uma das vezes eu escuto o barulho de pedra sendo arrastada.
Após piscar várias vezes eu paro, e posso concluir que a estátua estava rodando em minha volta, como se tivesse alguma barreira impedindo que ele chegasse até mim.
S/N: Ele está andando em círculo em volta de mim, como se não conseguisse chegar até mim. - Depois que digo isso é possível escutar barulhos de anotações.
Hanry: Certo, fim do teste, se aproxime da porta sem tirar a vista do SCP 173. - Ele instrui e eu apenas faço o que ele mandou.
Olho fixamente para o SCP e me aproximo da porta, segundos depois ela se abre e eu saio com ela fechando em seguida.
Pensei que fosse Hanry que tinha aberto a porta, mas na realidade foi Mathias e dois guardas, Mathias me deu um joinha e um sorriso em parabenização, eu apenas retribuo com os mesmos gestos.
Mathias me guiou até onde os outros tinham ido, de acordo com ele era porque a 187 não estava se sentindo bem por lá, e resolveram levar ela de volta para a sua contenção.
S/N: Não imaginaria que a contenção dela ficasse por aqui. - Digo enquanto Mathias passa um cartão na porta e digita a senha.
Mathias: Antes não ficava, eles decidiram mudar porque ela poderia prever as quebras de contenção dos SCPs, então daria tempo de ficar com uma defesa preparada. - Essa foi uma ótima jogada, principalmente porque aqui ficam vários SCPs perigosos.
Mathias abre a porta e espera que eu entre primeiro, o lugar era praticamente igual a onde eu estava com o Doutor da Peste.
A diferença era o lugar mais adentro, onde o SCP deveria ficar, lá tinha uma cama, mais uma porta que eu imagino ser o banheiro, e uma mesa e uma cadeira onde a 187 estava desesperada.
E outra coisa notável era os gritos vindos de lá dentro, isso acabou me deixando meio assustada, já que eu não faço ideia o motivo dos gritos, e isso ficou visível para Mathias.
Mathias: Não se preocupe, isso sempre acontece, ela deve estar se recusando a olhar para algo que foi mandado. - Ele diz tentando me tranquilizar, mas isso soou mais como uma ameaça.
S/N: Eles estão batendo nela? - Pergunto nervosa.
Mathias: Não, não. - Ele diz rapidamente. - É que quando ela se recusa a abrir os olhos, eles usam um espéculo de pálpebras.
S/N: Ah, isso me parece ser melhor. - Digo e Mathias me leva até onde os gritos estavam vindo.
187 estava presa a cadeira com o espéculo de pálpebras em seu rosto, e sua cabeça está presa para que ela não se mova, então ela está olhando fixamente para a parede.
Hanry: Muito bem, vamos começar. - Ele diz indo para o lado de 187. - S/N, vá para frente dela.
187: NÃO, POR FAVOR! - Ela grita implorando.
Hanry: Ignore S/N, apenas me escute.
S/N: Ver o futuro te machuca? - Pergunto a ela, mas quem responde é Hanry.
Hanry: Não, ela apenas tem medo do que vai ver.
187: Eu não quero ver mais ninguém morto. - Ela diz em uma voz chorosa.
S/N: Mas eu não vou morrer, ainda não pelo menos. - Digo ainda sem ir para frente dela.
187: E se outro bicho te pegar? Eu vou ver você morta!
S/N: É bem difícil um deles me pegar.
187: Por quê? - Ela pergunta enquanto se acalma.
S/N: Porque eu posso pacificar eles. - Noto então que os cientistas estão anotando algo nas pranchetas.
187: Pacificar? Para todo mundo?
S/N: Meio que só para mim, eu acho. - Digo meio envergonhada pelo egoísmo da minha habilidade.
187: Então você não vai estar morta?
S/N: O esperado é que não, talvez eu seja a protagonista de alguma história, e caso eu seja não vou morrer tão cedo. - Digo brincando.
187:...... Ok, então tudo bem, eu acho. - Ela diz e então eu vou para frente dela, ela parece surpresa quando me olha.
S/N: E aí?
187: Não imaginei que você tivesse tatuagens. - E quem disse que eu tenho tatuagens?
S/N: Mas eu não tenho.
187: Então talvez no futuro você tenha, mas elas parecem bem grandes, elas vão até às suas mãos e seu pescoço.
S/N: Como elas são?
187: São riscos grossos, extremamente brancos, e parecem emitir uma luz. - Ela então me olha com uma cara estranha.
S/N: O que foi? - Pergunto por conta da mudança facial dela.
187: Estranho, elas parecem estar aumentando, e soltando mais luz. - Ela diz tentando fechar os olhos, mas obviamente não consegue.
S/N: Está machucando os seus olhos?
187: PARA CARAMBA, ESTÃO BRILHANDO MUITO. - Ela fala gritando de dor.
"Consegue me ver? Que criação interessante." - Escuto alguém dizer.
Após escutar isso automaticamente eu saio da frente dela, e essa ação parece aliviar ela, pois ela para de gritar.
S/N: Tudo bem? - Pergunto preocupada, o tempo todos os cientistas não dão um pio sequer.
187: Quem é ela? - 187 pergunta respirando de forma pesada.
S/N: Ela quem?
187: Você não escutou? - Ela pergunta gaguejando. - Ela falou algo, tenho certeza.
Hanry: O que ela falou? - Hanry finalmente fala algo.
187: Ela perguntou se eu conseguia ver ela, e disse que eu sou uma criação interessante.
Hanry: Como ela era?
187: Não sei, eu só vi a luz branca queimando os meus olhos.
Hanry: Você escutou algo S/N? - Ele pergunta me encarando.
Eu também escutei a mesma coisa que 187, mas eu não quero me arriscar a falar que sim, talvez eles tentem fazer outros testes mais perigosos.
S/N: Não senhor.
Hanry: Vamos tentar de novo. - Ele diz e se afasta mais. - S/N, vá para frente da 187 de novo.
Sei que Hanry mandou, e que eu deveria obedecer, mas algo está me impedindo de ir para frente de 187, eu sei que estou tentando, mas algo está me fazendo não conseguir.
Hanry: S/N? - Talvez seja melhor eu só inventar uma desculpa para não ir.
S/N: Eu não posso fazer isso senhor, e se machucar a vista dela, ela falou que a luz estava brilhando tanto que estava machucando. - Digo tentando parecer convincente.
187: Se ela continuasse na minha frente eu ficaria cega, isso é um sonho, mas eu não quero ter que sofrer tanto.
Hanry:...... Tudo bem, vamos encerrar por hoje. - Ele diz tirando os óculos, óculos, cadê meus óculos? E como estou enxergando sem eles?
S/N: Cadê meus óculos? - Sussurro colocando a mão entre meus olhos.
Hanry: Seus óculos? Finalmente está enxergando sem eles?
S/N: Sim. - Digo de forma receosa.
Hanry: Que bom, estava preocupado de que ela não voltasse. - Ele diz calmamente.
S/N: Isso não é estranho?
Hanry: Não, aquela bomba de luz deixa cego por um bom tempo, e esse bom tempo aconteceu com você, as sequelas da bomba apenas sumiram, o colírio que você servia para acelerar o processo. - Isso foi uma ótima notícia para o hoje.
Mônica: Posso levá-la para a contenção senhor?
Hanry: Claro.
Mônica: Vamos 4071. - Eu quase tinha esquecido que esse era o meu codinome.
Como Mônica chamou, eu fui atrás, e andamos até a cela, novamente com ela mandando uma chuva de elogios, e foi assim até chegarmos ao elevador.
Mônica: Eu quase esqueço de perguntar, o que você achou do Cookie?
S/N: Que Cookie? - Pergunto meio confusa.
Mônica: O do café da manhã, eu que fiz ele, e quis que você experimentasse.
S/N: Desculpa, eu não vi ele, mas tenho certeza que 1048 deve ter pegado ele, pois ele olhou a bandeja primeiro. - Eu digo brava e Mônica solta uma pequena risada feliz.
Mônica: Então ele deve ter ficado bom, já está na hora do almoço, eu trago outro para você na contenção. - Ela diz animada.
S/N: Eu ficaria agradecida, já que a ponto dele ter roubado, deve ser porque estava gostoso. - Digo já imaginando o que fazer com o urso.
Mônica: E por falar nele, você gostaria que trouxesse ele até você depois do almoço?
S/N: Eu gostaria para falar a verdade. - Digo já planejando estrangular o ursinho.
Mônica: Fiquei sabendo que no início você não gostava dele. - Ela fala brincando.
S/N: E ainda não gosto, porém eu gosto de deixar ele criar expectativas. - Digo zoando.
Mônica: Já notou que só o Dr. Hanry pode te chamar pelo nome? - Ela diz, e assim continua mais um monte de diálogos.
POV SCP 1048
Deixado novamente, a única coisa boa disso é que eu estou longe da S/N, isso é uma coisa boa? Acho que sim.
Mas tanto faz, eu vou ir atrás do meu clone, espero que ele esteja no esconderijo, isso facilitaria ao extremo a minha procura por ele.
Como a minha fama de bonzinho continua, eu passo normalmente pelos corredores, e sou cumprimentado por vários cientistas e seguranças, que de acordo com eles sentiram a minha falta, mesmo que eu só tenha sumido por menos de um dia.
Já no esconderijo vejo o Orelhudo me encarando, lógico que ele escutou os cientistas falando sobre mim.
E pela primeira vez na vida vejo esse lugar organizado, há vários montes de objetos aleatórias separados, até que isso ficou bom, não que a bagunça fosse um problema para mim, já que eu conseguia achar as coisas facilmente, mas ver o lugar assim foi uma ótima sensação.
1048: O que estava fazendo? - Pergunto vendo o Orelhudo colocar uma tampinha em um monte com outras tampinhas.
Orelhudo: Apenas arrumei um pouco o cativeiro. - Ele diz vindo na minha direção e parando na minha frente.
Esse desgraçado chamou meu esconderijo de cativeiro?!
1048: Cativeiro? Se não gostou pode sair.
Orelhudo: Mas sempre que eu saio daqui você fica bravo.
1048: Droga, você tem um ótimo ponto.
Orelhudo: Você viu a S/N? - Ele pergunta demonstrando curiosidade.
1048: Vi, por isso passei a noite fora, aquele cientista… acho que o nome dele é Lary ou algo assim. - Por que é tão complicado lembrar de nomes? Ainda mas que eu já vi ele tantas vezes.
Orelhudo: Acho que você está falando de Hanry. - Exatamente, Hanry, o babão da S/N.
1048: Ele mesmo, Hanry estava me procurando, e quando me achou disse que a S/N estava me procurando, então me levou até o quarto dela. - Digo e o Orelhudo parece se animar ainda mais.
Orelhudo: Ela perguntou de mim? - Ele perguntou esperançoso.
1048: Não se preocupe Orelhudo, ela perguntou sim. - Mesmo querendo dizer que não, eu ainda sim me contive.
Orelhudo: Você pode parar de me chamar assim? - De Orelhudo? Não.
1048: Assim como?
Orelhudo: Desses apelidos, eu gosto do nome Ears.
1048: Só porque a S/N te deu? - Pergunto zoando.
Orelhudo: É, é um nome muito mais bonito. - Tá legal, Orelhudo é realmente um nome ruim.
1048: Tudo bem então…. Ears. - Digo lentamente o "nome" dele, e ele parece bem contente com isso.
Ears: Obrigado, 1048. - Ele diz brincando.
1048: Você não pode me chamar assim, mesmo esse sendo o meu nome.
Infelizmente 1048 é o meu nome, ele foi dado pelo cientista que me encontrou, foi obviamente dado por ordem de chegada, Builder é apenas um nome que eu escolhi para os meus clones me chamarem.
Ears: Eu sei Builder, só estou brincando com você. - Ele diz vindo me abraçar.
1048: Sai boiola. - Digo tentando me esquivar do abraço, mas isso apenas resultou em uma queda minha junto com…. Ears.
Ears: Te peguei. - Ele diz esfregando a cabeça na minha bochecha.
1048: ME SOLTA. - Grito e ele se levanta logo correndo para longe.
Ears: Calma aí, eu só aguento barulhos baixos ou medianos. - Ele diz em um canto do esconderijo.
1048: Eu sei disso, mas enfim, a S/N estava daquele jeito por que estão usando ela para interagir com outros SCPs.
Ears: Isso é inteligente de si fazer, com quem ela foi falar?
1048: Ontem ela foi falar com um tal de Doutor da Peste, e hoje com uma estátua e uma garota que vê o futuro de mudanças drásticas.
Ears: Que incrível, uma garota que vê o futuro, será que um dia poderemos conhecer ela?
1048: Talvez quando fugirmos daqui.
Ears: Fugir?
1048: Sim, esse era o meu plano principal, mas acabei deixando ele de lado, talvez eu volte a planejar ele, não quero ficar nessa fundação para sempre.
Ears: E a S/N? Ela vai vir conosco? - Essa pergunta por algum motivo me deixou meio triste, deve ser porque eu não pensei nessa parte.
1048: Não tenho certeza, acho que vamos cada um seguir nossas vidas depois que sairmos. - Se eu fiquei triste falando isso, imagina Ears que escutou, mesmo ele não tendo exatamente um rosto, ainda sim é possível ver a tristeza nele.
Ears: Então eu quero continuar aqui.
1048: Não queira, se eles te acharem, eles vão fazer experimentos bem dolorosos com você, considerando a sua fraqueza. - Não é como se eu me importasse com ele, já que um clone destruído não faz diferença, afinal, posso criar quantos eu quiser caso tiver matérias, mas se ele for encontrado, eu tenho uma chance muito alta de ser preso em uma contenção e ser usado para experimentos.
Ears: E se a gente falar com ela? Ela poderia vir.
1048: Eu não vou me humilhar a esse ponto, se você quiser, você que peça a ela, mas me avise quando for. - Eu até que gostaria de pedir a ela, mas eu já estou sendo gado demais para o meu gosto, e a garota também gosta de Ears, então acho que não tenha muita diferença.
Ears: Tudo bem por mim, eu gosto de falar com ela.
1048: Trato feito e não pode ser desfeito.
Ears: O que você vai fazer agora?
1048: Você me lembrou do meu plano de fugir daqui, esse é um ótimo momento para completar o plano.
Com o início dos testes com a
S/N, o maior superior deste sítio está focado nela, nesse caso Hanry, então eu posso usar o cartão do SCP 079 para desativar as câmeras, e talvez até mesmo abrir a cela de alguns SCPS desse sítio, a S/N pode me indicar alguns perigosos quando conversarmos.
CONTINUA…….🌃🌟
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Atualizado até capítulo 25
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