— Eu pensei que eu poderia jantar na casa da Samanta..
Falo, depois de longos segundos sem dizer uma palavrinha se quer, estava ainda contemplando ou quase babando na beleza do meu querido Chefinho.
— Mais pensou errado! E mais uma vez querendo se precipitar e fazer coisas sem a minha ordem!
— Mais você não manda em mim Enrinco! Deixa pelo menos uma vez ao dia, eu escolher o que eu devo fazer com a minha vida. Não sou um robô! Ou melhor dizendo não sou esses seus cão de guarda que faz tudo o que você manda.
Falo no impulso e toda irritada, e logo depois eu me arrependo e fico com medo, pois ele vem parecendo me engolir viva. E seus braços fortes segura os meus braços e eu tento desviar do seus olhos.. porém, ele me obriga a olhar para ela com essa voz alta e impotente.
— Olha para mim quando eu estiver falando com você! Pois cadê hein? Cadê essa sua voz toda cheia de coragem me afrontando? Eu disse que comigo, você terá que me respeitar! Não sou o seu pai, não sou esses seus amiguinhos malucos e drogados que você tem! Eu sou um delegado, e acima de você, uma autoridade! Então não pensa que vai falar ou fazer comigo o que você quer! Está me ouvindo?
E meus olhos claro.. se enchem de lágrimas, mais eu me controlo.
— Eu não vou repetir novamente!!
E ele fala cuspindo as palavras dele em mim.
E eu com medo, balanço a minha cabeça.
— Muito bem! É assim que eu gosto. Meninas obedientes e não mimadas!
Ele fala sorrindo e vira as costas e sai andando até a sala de jantar.
E eu respiro contando até três pagamente.. pois eu quero pular na costa dele e enche-lo de tapa.. ele quer fazer eu perder a postura.. o controle para assim poder me punir de forma pior. Ele é um doente.. e agora deu para ver que parece que ele sente prazer em querer me ver refém dele. E agora mais do que nunca.. eu preciso da um jeito de tentar sair daqui.
E a Samanta vem correndo até a mim.
— Oh menina.. nunca mais enfrente o doutor assim.. ele é um delegado!! E não gosta que ninguém o afronte. Como você pode fazer isso e achar que ele não vai fazer nada?
E eu enxugo meu rosto e não abaixo a guarda.
— Só porque ele é um delegado, ele não pode usar do poder dele para pisar nas pessoas, ou melhor dizendo fazer elas refém dele.
— Mais você desrespeitou ele dentro da própria casa dele minha filha!
E eu a olho em indignação.
— E por acaso falar a verdade é desrespeitar agora?
— Por favor minha filha.. me promete que não vai mais fazer isso, pelo o seu bem. O seu Enrinco é um homem bom, justo e honesto. Mais ele não tolera quem levanta a voz para ele.. ou o desrepeita na frente de alguém.. eu tenho medo do que pode acontecer com você daqui para frente, se continuar assim. Me promete que você vai se comportar nesse jantar? Finge que não aconteceu nada! E tenta não dá um aí para o que ele falar.
— Jantar? Eu perdi a fome Samanta!! Ele é um monstro e capaz até de me obrigar a por a comida na boca.
— Oh minha filha.. o senhor Enrinco é tudo, menos um monstro.. é que talvez você não conhece o outro lado dele. Mais quando conhecer, vai se arrepender por falar assim, ou pensar o pior dele.
— Eu só penso e falo, o lado que ele mostra para mim Samanta.
— Samanta!!
E ouço a voz dele e claro, me arrepio com medo.
— Eu vou por a comida para vocês!! Vai minha filha, vai para a mesa e por favor, se comporta.
Ela fala preucupada e sai.
E eu peço para que Deus me dê forças para enfrentar esse homem.
E eu caminho até a sala de jantar, com minha respiração totalmente alterada.
E assim que eu chego, vejo ele de pé.
— Ah, pensei que a mimada não queria mais comer.
Ele fala rindo e eu respiro fundo.
— Desculpa a demora senhor Enrinco, isso não irá mais se repetir.
Falo de forma profissional, e eu pego um cadeira e quase caio.. se não o Enrinco indo rápido e me segurando. E eu caio pelos seus braços fortes e só agora eu percebo que o nosso rosto está bem colado e seus olhos percorrem sobre o meu rosto e eu penso que ele vai começar a soltar as grosserias sobre mim e me insultar.. mais ele passa as suas mãos sobre o meu rosto e eu estranho esse gesto dele inesperado e confesso que um calor percorre sobre todo o meu corpo.
— O seu cabelo.. estava tampando seu rosto!
E ele simplesmente me solta e vira as costas para mim.
— Enrinco.. desculpa e obrigada por não ter me deixado cair de cara no chão.
Falo sem jeito e olhando para as costas largas dele e não entendo porque ele se virou para mim...
E a Samanta logo chega com a janta e eu me sento, junto com o Enrinco. E foi um jantar de múmia! Ele não falava nada e nem se quer me olhava.. ao contrário parecia está me evitando com o olhar e eu tentava comer de forma civilizada e sem fazer mais nenhum estrago.. pois vai que a fera volta a ativa e começa a me insultar novamente.
E ele acaba a comida primeiro do que eu e se levanta.
— Assim que acabar de jantar, pode ir dormi. E ah, não se esqueça que nessa casa tem regras e horários, portanto não tente fazer uma gracinha. E não mexa em nada! Pois do jeito que você é um desastre ambulante, pode acabar fazendo um outro estrago.
E eu reviro meus olhos internamente.. pois toda hora ele fala isso. As vezes me pergunto se esse homem teve juventude? Ele nunca se divertiu não? Envelheceu tão rápido assim?
E eu espero ele sair e claro, repito a comida porque ela estava deliciosa. E eu me levanto e não.. não vou deixar isso daqui tudo para a Samanta arrumar amanhã por um puro capricho do meu chefe.
— Não Keith.. você não é um desastre ambulante e vai saber limpar tudinho com cuidado sem deixar derramar nada no chão.
E é isso que eu faço e claro, me sinto orgulhosa em ver que eu limpei tudo bem bonitinho e sem fazer nenhum estrago como o meu Chefinho disse que eu faria.
— Haha! Ponto para mim.
Falo sorrindo dando um pulinho vitoriosa e quase.. quase deixo um treco cair da mesa e quase morro nessa hora, quando seguro ele com todas as minhas forças.
— Meu Deus.. isso que dá contar vitórias antes do tempo.
Falo colocando o bendito objeto na mesa e saio da sala de jantar apagando a sua luz.
E eu passeio pela sala de está que ainda está com luzes acesas. E eu vou até a janela e arrasto um pouco a cortina e claro.. os seguranças estão todos no portão principal e ainda claro, me esqueci dos alarmes invisíveis que o Enrinco tem por aqui. É Keith, nem se eu quisesse conseguiria escapar. E aposto que deve ter várias câmeras espalhadas por aqui, pois sempre tenho a pequena sensação de está sendo vigiada em cada passo que dou, e mesmo assim, não consigo controlar essa minha língua, por isso que o Enrinco me odeia.
E assim que eu ia subir as escadas e finalmente ir para o meu quartinho e dormi. Eu me lembro das benditas chaves!
— Meu Deus.. eu não dei as chaves do carro do Enrinco para ele!
Falo alterada e tento eu mesma me acalmar.
— Calma Keith.. não é o fim do mundo.
— Não.. é sim!! Eu conheço ele e se ele mudar de personalidade como sempre muda, vai é me processar por não ter entregado as chaves do carro dele. Podem me chamar de exagerada, mais depois que eu conheci o Enrico, tudo se tratando dele, eu exagero, ainda mais depois do que acabou de acontecer. E eu não quero mais errar.. não quero mais ser chamada atenção e muito menos ter a atenção dele para mim.. suas palavras são muito duras e me deixa muito triste, mesmo eu não entendo o porquê as palavras dele tem tanto valor para mim? Porque no fundo eu acabo me importando tanto? Eu nunca me importei com homens assim babacas.. e quer saber? Eu sei que eu não deveria fazer isso, mais vou no quarto dele entregar essas chaves! Mesmo morrendo de medo porque ele disse que não me queria ver lá nem pintada de onça! Mais o medo de levar uma punição por não ter entregado as chaves para ele, se torna pior para mim. E se a vossa alteza não me responder, eu simplesmente coloco a chave no chão da porta e saio correndo igual uma criança medrosa. Acho que estou virando isso perto dele!
(...)
E tomando coragem, chego até a sua porta. E penso outra vez antes de bater nessa porta.. e falo em pensamentos.
— A única coisa que ele pode fazer Keith, é agir feito um ignorante como sempre. Então ah, você já está acostumada com isso, não seria nada novo.
E eu bato na sua porta. E ele não me atende.. e eu bato outra vez porque sou muito paciente.
— Será que ele está me ignorando? Ou simplesmente saiu e eu nem percebi. Tá, sei que vou morrer novamente pela curiosidade, mais..
Falo, abrindo a maçaneta da sua porta e ela está aberta!!
E eu entro e fecho a porta e vejo o Enrico no sofá.. ele está dormindo e está com os botões de sua camisa um pouco solta, e ele parece está suando e seu rosto está um pouco vermelho.
E quando eu me aproximo dele chamando o seu nome, vejo ele dormindo e delirando, falando nomes estranhos..
— Enrinco.. Enrico.. sou eu, a Keith..
Falo me aproximando bem do seu rosto de fininho e coloco as minhas mãos na sua testa e fico totalmente preucupada, porque ele está pelando em febre!!
E derrepente, seus olhos se abrem me assustando e ele habilmente, prende os meus pulsos com as sua mãos, me deixando presa a ele.
— Você! Que susto você me deu menina..
Ele fala com a voz fraca e rouca.
E eu começo a falar rápido e cheia de medo dele me expulsar daqui.
— Enrinco.. antes de você me insultar, me tratar pior do que seus bandidos.. eu sei que eu errei em entrar assim no quarto.. na verdade eu não queria e sei que você me proibiu nunca mais entrar aqui.. mais não queria que você pensasse que eu roubei suas suas chaves do carro.. olha, eu trouxe elas aqui para você e mesmo que você me peça para ir embora, eu não vou!! Você está pelando de febre Enrinco.. precisa de um médico.
E ele simplesmente me olha, me dando toda a sua atenção sem me ignorar e eu paro de falar, pois acabo tropeçando.
— Não precisa fingir que se preucupa Keith.. sei que no fundo tudo que você quer eu se exploda.
— Enrinco, você pode achar o que quiser de mim! Mais não vou deixar você ficar assim. Sei que essa cidade precisa de você! E você não pode desistir desse lindo trabalho de resgatar essas crianças que estão sendo sequestradas, para ser traficadas.
— Como você sabe disso?
— Eu vi uma reportagem sua na internet Enrinco, se me permite. Eu poderia levar você para a sua cama? Só para tratar dessas feridas?
Falo um pouco nervosa e ele se levanta ainda me olhando desconfiado, e anda ainda devagar e se senta na sua cama e ele me fala para eu pegar a caixa de medicamentos dele, e eu pego e claro.. bastante tensa eu pego o algodão com o álcool setenta e passo pelo seu braço que está um pouco arranhado.
— Nossa Enrinco.. essas feridas estão abertas! Como você não tratou disso?
— Essa não é a primeira vez que acontece comigo Keith.. mais essa dor de cabeça infernal, só deve ser porque realmente passei o dia inteiro fora e depois fiquei no hospital até me dá conta que tinha te esquecido no orfanato.
E eu paro o que estou fazendo e olho para ele.
— Você estava no hospital? Porque não quis ser atendido?
— Porque eu estava com um criança! E a vida dela estava sobre minhas mãos e eu não me distraio, com ninguém e nem comigo mesmo.
É claro que eu o admiro por essa atitude.
— Mais você também precisa se cuidar Enrinco..
— Você está cuidando muito bem de mim loirinha.. acho que você presta para pelo menos fazer curativos em mim quando eu me machucar. Pelo menos não chega a ser desastrada nesse ponto.
Ele fala me provando e eu claro como uma boa desastrada, acabo deixando entornar muito do Álcool na sua ferida e ele solta um gemido de dor.
— Argh.. quer me matar mulher?
— Desculpa meu delegado, é que eu tão desastrada. E ah, o senhor não vai morrer por causa de uma feridinha dessa.
— Não me provoca!
Ele fala segurando em minhas mãos, o que acaba fazendo os curativos cair das minhas mãos.
E eu respiro lentamente..
— Desculpaa.. eu não queria.. eu, deixa eu colar esse curativo aqui.
Falo estranha.. na verdade estou estranha com esse misto de sentimentos que está surgindo no meu coração e eu já senti isso antes e não deu certo.
E depois que eu termino, ele toma o seu remédio, e vou até o seu banheiro e molho um pouco um pano e quando volto, vejo ele deitado e com os olhos fechados.
— Enrinco.. oh meu Deus.. você está com muita febre ainda.
Falo me sentando na sua cama e me aproximando do seu rosto e não.. não olhe muito para ele Keith, para não perder o foco.
E eu passo o pano na sua testa..
— Sabe Enrinco.. eu deveria te odiar mesmo.. porém, no fundo eu não consigo e te ver assim tão vulnerável, não te torna menos homem para mim, na verdade até te admiro mais.. pois você está assim por uma boa causa, sei que você salvou uma vida. E nossa, você dormindo assim, nem parece que daqui a pouco vai acordar igual um Pitbull raivoso pronto para me atacar.. ain meu Deus, que esteja dormindo mesmo. Bom, eu acho que eu deveria ir embora.. mais a sua febre ainda não baixou e tenho medo que ela piore.. vamos ver se daqui uns 10 minutos ela some.. e claro.. que meus olhos começam a pesar de sono.. de sono e.. simplesmente apago em um canto da cama com o Enrinco.
(...)
Acordo, e nossa parece que estou mais cansada ainda e vejo que eu estou no meu quarto... Mais não me lembro de ter vindo parar aqui.. eu me lembro que ontem eu estava era no quarto do Enrinco.. e que inclusive eu cheguei a cuidar dele.. e ele não me tratou tão mal como sempre me trata. Não, acho que isso deve ser um sonho! Ou um delírio meu.. e eu pego meu celular em cima da mesa e eu tomo um susto ao ver a hora, ao ponto de da um pulo na cama.
— Meu Deus... Vai dá 10h da manhã!! Como eu dormi isso tudo? Ain, é hoje que minha cabeça rola por essa mansão. Eu deveria está no orfanato.. a Florzinha.. a madre e o Enrico..
Tá, respiro fundo.. porque se não vou pirar.
E eu tomo um banho só para acordar e saio do banheiro, ainda com sabonete pelo corpo e não, não posso demorar.
Pego qualquer peça que eu vejo pela frente, na verdade estou nem pensando direito.. pois meus pensamentos só vai na bronca que eu irei levar do meu querido Chefinho.
Amarro meu cabelo em um coque mal feito e eu passo pelo menos um pouco de maquiagem no rosto, sim.. pois se for para eu morrer hoje, que pelo menos eu esteja bonitinha e essa minhas olheiras de mosca morta, está horrível.
E eu saio do quarto e desço as escadas um pouco correndo e vejo a Samanta limpando um móvel da sala e eu a chamo gritando seu nome nervosa.
— Samanta.. Samanta!!
— Nossa, minha filha, que susto!! O que aconteceu?
— Porque não me acordou?? Eu acabei dormindo demais e tenho certeza que o Enrinco vai vim com tudo para cima de mim.. nossa, porque toda vez que eu quero acertar, dá errado outra vez? Será que nunca vou conseguir provar para ele que eu não sou quem ele pensa que é?
— Minha filha.. eu realmente não sei do que você está falando. E eu só não te acordei, porque o próprio senhor Enrinco, disse para deixá-la dormi a vontade e não te acordar.
E eu pisco meus olhos sem entender.. e claro não acreditando no que eu acabei de ouvir.
— O que? Acho que não ouvi direito Samanta. E onde está o Enrico? Ele jamais.. faria isso, ainda mais comigo.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Ninha Arguello
O chefinho está mudando
2024-10-21
1
Maria Luziete Barbosa Santos
realmente a história é Boa mais essa demora pra atualizar desanima os leitores que já colocaram tantas expectativas e agora autora some não dá nenhuma explicação do pq
2024-06-11
0
Veronica Braz
A história é muito boa, só autora que demora a postar
2024-06-10
0