— Hm.. nossa, que delícia que está essa canja de galinha.
Falo comendo com vontade e não desperdiçando nenhum pouco.
— Come mais um pouco devagar, se não você pode se queimar e aí que a irmã Flávia vai vim com o furacão para cima de você.
Uma freira que está aqui me acompanhando na cozinha rir de mim. E ela por sinal é bem mais legal e simpática, além de aparentar ser novinha.
— Por mim, ela pode é queimar aquela língua cheia de veneno dela..
E ela solta uma risada.
— Ain meu Deus.. não era para eu rir. Que Deus tenha misericórdia de mim e de você juntas.
E ela fala fazendo uma reverência com as mãos.
— Mais ela é assim mesmo.. e sabe o que as crianças falam que ela é? A bruxa do 71, alguns falam que elas são irmãs.
E eu não aguento e começo a rir.
— Eu sabia que ela me parecia com alguém! Então quer dizer que as crianças também não gosta dela?
— Pior do que isso.. sentem é medo!! E também quando a Madre não está, ela quer se achar a dona desse orfanato e é horrível! Pois ela começa a ditar regras e se não obedecer ela, ela faz a nossa caveira para a madre.
— Mais e a madre Glória?
— A madre Glória, é um amor de pessoa e é ela que fica no lugar da madre Superiora, quando essa não está. Porém a Irmã Flávia, não respeita isso e faz as coisas pelas costas da Madre Glória. E como a madre Glória está bem velhinha, não tem mais energia e nem paciência para esse jeito tosco da irmã Flávia.
— Mais isso é errado! Ela não pode querer abusar de um poder e autoridade que nem dela é. E as crianças não devem se sentir medo, e sim amadas e acolhidas. É claro que eu sofro bullying nas mãos dela.. mais eu sou a excessão.
Ela sorri.
— Eu vi o quanto as crianças gostaram de você ontem, e me perguntaram se iriam te ver novamente, eles vão ficar tão felizes em ter ver e eu também fiquei.. porque cá entre nós..
Ela fala se aproximando dos meus ouvidos.
— Esse orfanato precisava de uma pessoa engraçada e claro doidinha para deixar todo de cabelos em pé.. e desde de que você chegou, conseguiu isso.
Ela fala rindo ainda mais.
— Mais eu sei que sou um desastre mesmo ambulante por onde eu passo...e estou tentando mudar isso, ainda mais sabendo que se eu não melhorar aqui, meu destino final será muito triste.
— Mais eu posso dizer por experiência própria.. que quando convivemos com realidades totalmente diferentes, aprendemos não só a superar todas as diferenças, como preconceito e entre outras coisas.. mais também aprendemos a ser mais humanos. E todos os dias eu aprendo mais sobre o verdadeiro significar de amor com cada criança aqui sabe?
E ela fala com um brilho no olhar que me causa até uma admiração.
— E todas as crianças que realmente chega aqui são órfãs?
Falo perguntando para ela.
— Eu sempre gosto de falar, que nenhuma criança é orfã porque quer, na verdade ninguém escolhe vim a esse mundo, para depois simplesmente serem largados pelos próprios pais nesse mundo tão cruel. Para você ter noção, tem crianças aqui que tem pai, uma daqui tem um pai que não vê há anos, porque ele simplesmente trabalha e trabalhar e não tem como cuidar da menina. Outros tem pais, mais não sabem. Pois os próprios pais as colocaram aqui porque também não tem tempo para cuidar, e sabe o que eles pedem? Todal sigilo para a madre e nem ninguém falar que eles tem pais! Isso é um cúmulo não é?
E eu a olho com barbaridade e sem acreditar.
— Não dá para acreditar!! Isso deveria ser um crime.
— Aqui não é. Porque pela lei, se eles não consegue cuidar da criança, dá amor, atenção, carinho e cuidar. Pela lei, isso é abandono! Então eles simplesmente são dado para um lugar onde possa ser cuidado.
— Nossa.. então eu era para está em um lugar desse. Pois não tive nem atenção do meu pai e muito menos da minha mãe. Ficava mesmo era aos cuidados da babá. Pois meu pai se afogava em trabalhos e em bebidas, para tentar superar a terrível dor de ter sido deixado pela minha mãe e ainda com uma criança pequena para cuidar. Eu sei que ele tentava cuidar de mim da maneira que podia, então ele me enchia de presentes, sendo que o melhor presente que eu queria, era ter um pouco da atenção dele.
— Mais pelo menos você teve um pai que não te rejeitou ou renegou.
— Sim.. mais a única coisa que eu sei que o meu pai errou comigo, foi ter me dado liberdade demais e "sim" para tudo. Eu nunca tive limites, e por nunca ter, sempre cresci fazendo as maiores loucuras. Pois se não tinha ninguém para me corrigir ou condenar, Porque não fazer? Meu pai simplesmente não ligava, e se ligava não transparecia. Mais não o culpo, pois infelizmente meu pai achava que ao não me negar nada, estaria tornando menos dolorosa a presença da minha mãe na minha vida. Ele tentava preencher essa falta dela na minha vida deixando eu fazer tudo o que queria. Sendo que na verdade nunca me doeu a partida da minha mãe, pois ela nunca me amou e só me teve porque era o sonho do meu pai.. mais o que me doía era ver o meu pai tão distante de mim.. era ver a ausência dela na minha vida, mesmo fazendo parte dela.
— Oh, então quer dizer que você sempre cresceu tendo de tudo?
— Mais ou menos.. acho que eu me expressei mal.. meu pai não era lá tanto esses homens ricos, e cheios da grana.
Falo incomodada por mentir.. eu sei que não deveria, mais não quero.. não quero receber nenhum tratamento diferente ou então relacionamos movidos por interesse. E bom, quem é rico mesmo é o meu pai, eu não sou! Então não vou ficar me glóriando pelas riquezas dele. Eu que tenho que construir a minha, apesar de.. ser impossível nesse exato momento da minha vida. E eu queria trabalhar, justamente para poder conseguir pagar a minha faculdade e tentar me forma. Mais ela está mais parada, do que mosca morta.
Mais eu não vou pensar muito, porque se eu pensar eu choro. Tenho que agora me adaptar a minha mais nova realidade..
— Ah.. é que você, me parece ser dessas meninas da alta sociedade.
E eu rio de nervoso.
— Haha, deve ser só impressão sua. É que eu sou só uma pobre enjoada mesmo..
E ela rir alto.
— Mais ah.. és uma mulher muito bonita, e fora que nunca vi uns olhos tão azulzinhos assim.
— Ah, é pura lente irmã.
E ela faz uma cara horrorizada.
— Sério? Eu pensei que era seu de verdade.
E dessa vez quem rir sou eu.
— Tô brincando irmã, eles são meus sim. Mais é apenas um olho qualquer.
— Menina.. você é mesmo muito palhaça. Quase que eu acreditei.
E eu rio e término de comer a minha canja de galinha, que está uma delícia.
E após comer, eu ligo para o Enrico, mais ele não me atende e nada de me atender. Então, eu ligo para a casa dele, vulgo minha mais nova casa e a Samanta que me atende.
E claro que eu vou para o canto, pois não posso xinga-lo ele na frente de um monte de Freitas, ou eu serei simplesmente condenada no fogo eterno, e tá amarrado.
— Samanta, por acaso o meu querido e adorável chefinho, para não dizer outra coisa, se encontra aí?
— Oh minha filha, o senhor Enrico não apareceu por aqui, porque?
— Porque ele simplesmente parece que não quer atender as minhas ligações, ou está com o problema muito grande de surdez.
— Oh menina, é que o senhor Enrico quando está no trabalho, ele não atende aquele telefone por nada, mais a essa altura, já era para ele ter voltado para almoçar aqui, já que não gosta de almoçar ou comer em qualquer lugar por várias questões.
— Claro, esqueci que ele é um homem muito importante e tem medo de morrer envenenado por aí né.
E ela rir.
— Você não perde esse seu senso de humor né minha filha? Mais aconteceu alguma coisa? Está gostando de ficar aí no orfanato?
Gostar é uma palavra muito forte para o primeiro dia aqui.. onde claro.. já aprontei muitas coisas, mais ela não precisa saber disso e nem o meu querido delegado,ou serei algemada hoje novamente.
— É que eu já fui liberado hoje pela madre Samanta.. e eu quero ir embora, mais segundo o meu querido chefinho, não posso sair daqui sem que ele venha me buscar, mais ele não atende essa droga de celular, e eu não estou afim de ficar aqui esperando igual uma múmia. Então, ah.. será que você podia então pedir para o Matias vim me pegar?
E vejo ela soltar um suspiro.
— Não minha filha! Mais de jeito nenhum.
— Por que Samanta? Que eu saiba o Matias é o motorista dessa casa e eu não posso ficar aqui, esperando a vossa excelência me atender no telefone.
— Mais eu conheço o senhor Enrico! E se tem algo que ele mais odeia nessa vida, é que alguém passe por cima das ordens dele minha filha e ele é severo para corrigir. E se ele souber que o Matias foi aí te buscar, sem ele ter mandado, não vai prestar e corre o risco não só de eu perder o emprego, mais como o meu filho também e se isso acontecer, eu não vou ter perdoar menina.
— Nossa.. também não é para tanto Samanta! Eu jamais iria prejudicar você e o seu filho e eu não acho que o Enrico seria capaz de tanto.
— Parece que com você, ele é capaz de muito minha filha, então não quero me meter em nada e nem que o meu filho também se meta nos assuntos seu com o delegado Enrinco. Agora eu vou desligar, pois tenho que voltar a arrumar aqui.
E ela desliga o telefone e eu faço uma careta.
— É impressão minha, ou essa mulher deu a louca? Uma hora dessa, eu hein.
Parece até que eu cometi um crime, em ter pedido uma simples coisa.
E eu continuo ligando para a fera, mais ele não me atende de jeito nenhum.
— Droga! Eu não acredito que ele foi assaltado, mais fácil ele ter prendido o bandido.
E eu fico nervosa e desligo o celular, quando vejo quem eu menos queria.
— Ainda está aqui? Pensei que o delegado Enrinco viesse te buscar, ou ele simplesmente esqueceu você aqui? Com certeza esqueceu, pois um homem como ele, tem mais o que fazer.
— Sim, inclusive prender quem não toma conta da sua vida.
— Não precisa agir assim.. eu sei que é chato só poder sair daqui com ele. E isso só me confirma que coisa boa, você não é.
E eu respiro fundo, antes que eu cometa uma loucura.
E eu viro a cara para ela e começo a andar.
E eu acabo voltando para o quarto onde a florzinha está e ela está dormindo tão lindamente.
— Florzinha, quer trocar de lugar comigo?
E ela abre os pequenos olhinhos, que brilha a luz do sol que invade o quarto pela janela e claro que eu fico ainda mais encantada com essa cena e a pego no colo e ajeito ela sobre mim.
— Florzinha, que vontade de ficar aqui cuidando de você.. e te olhando assim, só me faz ver o quanto eu não sei de nada sobre você, sobre a sua síndrome, mais ao mesmo tempo está me dando uma vontade de saber tudo para poder te ajudar. Estou com medo de ir embora e não ter ninguém para cuidar de você.
— Você está aqui com a florzinha? Pelo visto ela te conquistou mesmo né? Assim como todas aqui.
A mesma a freira que estava comigo no almoço, chega no quarto.
— Ela é tão bonitinha, tão delicada.
Falo sorrindo aindo olhando para ela.
— A florzinha é um milagre de Deus e ela veio para iluminar ainda mais esse lugar.
— E quem cuida dela? Digo, além da Madre Glória, que por sinal, ela está de repouso.
— Eu sempre cuido da Florzinha, assim como as outras irmãs. Ela precisa de cuidados redobrado e de muita atenção.
— E ela tem alguma déficit?
— Eu sei que é recomendado pelos médicos séries de exames e acompanhamentos como fisioterapeuta, o fonoaudiólogo e o terapeuta ocupacional, mais infelizmente não temos verbas. A florzinha é igual a qualquer outro bebê, mais o seu desenvolvimento se torna mais devagar, ainda mais sem esses acompanhamentos devidos.
— E o médico que acabou de atender a madre?
— Ah, ele é só o nosso clínico geral, mais não faz tudo.
E eu olho para a florzinha, e passo uma de minha mãos no seu rostinho.
— Eu vou fazer de tudo para você crescer e se desenvolver de forma saudável florzinha, não sei como, mais vou.
E eu, com a ajuda da freira Luana, dou banho na Florzinha na banheira e até de divirto, e ela me molhar todinha e claro, engulo sabão pra caramba.. mais fazia tempo que eu não sorria assim tão alegre.
E e eu ponho a sua roupinha e penteio os seus cabelinhos, e coloco um lacinho.
— Mais como você está uma princesinha Florzinha!
Falo mexendo na sua barriguinha.
E depois dou o seu leite para ela e a coloco para arrotar e nossa como fico feliz.. para quem não sabia nem trocar uma Fralda, agora sei dá banho, prepara uma mamadeira decente, e ainda colocar para arrotar.
E logo o soninho dela vem e eu a coloco no seu berço.
— Sabe Florzinha.. á essa altura eu estaria prestes a parir uma vida, se eu não tivesse a perdido. Eu seria mãe! E como isso é difícil para mim, pois é uma dor na alma que parece que nunca vai ter fim.. eu daria tudo para a ter a minha filha aqui no meu colo.. ela não sabe, e nem nunca vai saber.. mais ela foi a minha salvação, ela me salvou de mim mesma. Ela me fez mudar, a dor de ter perdido ela, me fez acordar para vida como nunca acordei. E sabe Florzinha, enquanto tantas pessoas querendo ter filhos, existe tantos pais que rejeita seus próprios filhos, só porque nasceram de um jeito diferente. E sabe, eu pouco me importava como a minha pequena filha iria vim ao mundo.. eu só queria ter ela nos meus braços, amar ela como minha mãe nunca soube me amar.. e você Florzinha, sabe que já é muito amada, muito amada por Deus e por todas as pessoas que te rodeia e nunca, nunca perca essa sua luz.
Falo sozinha, achando que ela poderia me escutar.. e desabo em minhas pequenas lágrimas que cai nos meus olhos.
E eu vou até a janela e olho para o céu que já está anunciando o entardecer.
— Será que essa dor nunca vai sair de mim meu Deus? Porque eu perdi a minha filha? Porque o Senhor cerrou a minha madre?
Falo triste e limpo as minhas lágrimas.
— Minha filha, está tudo bem?
E eu limpo o meu rosto, quando vejo a madre entrar no quarto.
— Está sim madre, só estava admirando esse céu lindo.
— Sim, sempre vemos a mão de Deus em cada nuvens formada no alto céu. — E bom, já que você ainda está aqui minha filha, peço sua ajuda com algumas crianças que estão lá na praça, como eles gostaram tanto de você, talvez você consiga colocar eles para dentro e levar eles para tomar seu banho para lanchar.
E é claro que eu faço uma careta tremenda.
— Claro Madre, eles são uns anjinhos. Mais quem vai ficar com a Florzinha? E se ela acordar?
— Não se preocupe, que eu vou ficar aqui um pouco com essa princesa, até alguma irmã vim.
Ela fala caminhando até a florzinha e eu me despeço das duas e saio do quarto.
(...)
E as crianças simplesmente, fizeram outro bullying do bem comigo. Atiraram dessa vez espuma no meu rosto e claro, engoli sabão e fiquei tossindo igual uma doida e eles, rindo da minha cara.
— Se vocês não estiverem prontos em cinco minutos! Eu juro que quando estiverem dormindo um bicho papão bem feio irá vim puxar os pés de vocês.
— Ah tia, conta outra!! Mais fácil você ser a blody Maary! Blood Mary! Blood Mary!!
E uma das meninas bem para cima de mim, repetindo esse nome várias vezes e rindo.
E Blody Maary, é uma lenda urbana famosíssima aqui nos Euas e claro, ela vem para tacar terror, na minha série preferida tem esse episódio, onde morro de medo toda vez que eu assisto.
— Você é mesmo muito engraçadinha né menina!
— Tiaa, eu não tenho cabelos, a senhora pode me dá um pouco do seu?
E eu olho para uma criança com uma tesoura vindo na minha direção e eu simplesmente grito.
— Não.. sua pestinha! Vai para lá com essa tesoura.
E ela rir.
— Ela parece um coelho assustado hahahaha.
— O que está acontecendo aqui hein? Dá para ouvir as gritarias de longe!! E que tesoura é essa Mindy?
E a irmã Flávia entra no quarto das meninas e todas paralisa.
— Por acaso alguém aqui ficou surda? Até você senhorita?
E a menina não consegue responder e eu falo por ela.
— Fui eu que pedi a Mindy se ela poderia emprestar uma tesoura para mim, pois precisava corta essas pontas duplas do meu cabelo, que se não fosse elas para me falarem, eu nem iria ver. E tudo que eu menos quero é que meu cabelo fique igual o da bruxa do 71.
E algumas meninas seguram o riso.
E só vejo o rosto da irmã Flávia ficar ainda vermelho e se não fosse o sino tocar para anunicar a hora do lanche e as meninas a sair correndo, sei que a essa altura a irmã ia me devorar.
(...)
Confesso que estou sem paciência para esperar o Enrico. Já anoiteceu e nada dele atender esse telefone! Acho que deve ter umas 100 chamadas perdidas minha( sim, eu sou persistente) e agora eu estou é preocupada ou será que de propósito, ele me deixou aqui para eu passar a noite? Mais eu não trouxe nada, só estou com a roupa do meu corpo que para compensar está toda suja, melhor dizendo eu estou! Pois passei o dia inteiro aqui, e para compensar ainda teve essas crianças que me sujaram ainda mais. E tudo o que eu queria.. era um banho quentinho, na minha banheira, relaxando com os meus sais minerais.. mais eu sei que querer não é poder.. e o que me espera é aquela água gelada, que chega a doer em meu lindo e sensível corpo.
E eu me encontro aqui no quarto da Florzinha, contando uma história para ela.
— Ain florzinha.. acho que realmente eu fui esquecida aqui pelo meu querido chefe, então não se importa se eu dormi aqui com você.. mais nossa, eu só precisava de um banho e tirar essas roupas suadas e sujas.. até porque hoje o que eu mais fiz foi trocar essas suas fraldas fedidas, mais é sério.. só queria um banho, na verdade queria minha cama.. pois minhas perninhas estão toda doloridinhas..
E eu olho para a florzinha e vejo que até ela dormiu.
— Ah Florzinha.. até você me deixou?
Falo soltando um suspiro de cansaço.
— Keith..
E meu coração acelera, quando ouço essa voz grossa que eu conheço muito bem.. e eu me viro e vejo que é Enrico, que por sinal está com uma aparência nada boa.
— Me desculpa.. eu acabei me esquecendo, vi correndo o máximo que eu podia.
Ele fala um pouco com a voz cansada, assim como toda a sua aparência e ao olhar o seu rosto vejo marcas de ferimentos, como se ele tivesse levado um soco.
E a irmã Luana me olha e acena com a cabeça.
— Pode ir Keith, você cuidou hoje muito bem da Florzinha, agora deixa que eu cuido dela daqui adiante.
E eu pego a minha bolsa e dou um beijo na Florzinha, antes de sair do quarto com o Enrico.
— Eu espero que você não tenha aprontado nada na minha ausência Keith..
E claro que nessa hora eu paro e congelo, eu não vou contar para ele sobre a madre Glória..
E eu o olho.
— Você some e me aparece assim como se nada tivesse acontecido Enrinco? Eu fiquei o dia todo te esperando!
E ele simplesmente me ignora e sai andando, saindo do orfanato e eu vou atrás dele.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 61
Comments
Valcinete Barbosa
aí autora pelo menos um filho faça a Keith ter por favor
2024-10-20
0
Luciana Santos
aí autora faz a Keith ter uns dois filhos ou 3
2024-09-28
0
Maria Luziete Barbosa Santos
quanta demora
2024-06-04
3