Capítulo 10

Keith~

Saio do quarto do Enrico com o rosto banhado em lágrimas, eu sei que não sou a melhor pessoa, sei que já aprontei muito, mais ainda é difícil ver que até hoje as pessoas te interpretam mal e é isso que o meu querido chefe me vê! Como uma completa oferecida. Que eu estava ali no quarto dele para seduzi-lo. Isso é demais.. ele nem se quer me ouviu, tirou essas conclusões, e me humilhou de uma forma que eu não esperava. É sério que quando as pessoas me olham, me vê dessa maneira? Eu agi de forma decente, quis sair o mais rápido possível, simplesmente por ele está daquela forma tão íntima.. E eu não olhei, não olhei para baixo! Me controlei, e controlei todos os meus instintos, por isso fechei os olhos na mesma hora.. tanto que a única coisa que eu me lembro.. É da linda tatuagem de uma aguía enorme que ele tem no peitoral esquerdo dele, nunca vi nada parecido.. mais quero esquecer! Esquecer de tudo.. E principalmente desse idiota. E eu não sei porque estou chorando por ele! É que ele falou de uma forma tão rude e maldosa, que era como se eu fosse um do seus bandidos.

- Menina, o que aconteceu??

E a Samanta chega na sala e á abraço.

- Me desculpa Samanta! Me desculpa mesmo. Eu não queria causar aquilo.

- O que? Como assim, causar o que?

- Eu fui até o quarto do Enrico para colocar a blusa dele no closet...

- Sim minha filha e você me ajudou muito. Mais o que aconteceu? As chaves que eu te dei não abriu a porta? Ain meu santíssimo.. ele já deve está chegando, se é que não chegou.. se não olhar no closet a blusa, vai dá ruim.

Ela fala desesperada.

- Não Samanta.. eu consegui entrar, o closet estava aberto, mais quando eu fui tentar sair, não consegui. Fiquei presa, e não sabia a senha. Gritei o seu nome até ficar rouca.. mais era impossível alguém me ouvir de lá.

E ela abre os olhos arregalados.

- Oh minha filha! Eu não acredito que eu esqueci de te falar a senha!! Meu Deus.. que cabeça minha. Você ficou de todo esse tempo lá? Mil desculpas por favor..

- Não se preucupe dona Samanta.. mais o senhor Enrico entedeu tudo errado, foi ele que abriu a porta e pediu para nos esperar no escritório dele.

E seus olhos ficam amendontrados.

- Senhorita Sullivan, no meu escritório só você!

E quando ouço essa voz atrás de mim, vejo que é ele, todo vestido e ele passa por mim e caminha até o seu escritório.

- Minha filha.. por favor, me perdoa. Eu posso falar com o senhor Enrico. A culpa não foi sua, foi minha. Ele não pode te demitir por isso..

Ela fala triste e me olhando com pena.

- Não.. a verdade é que o senhor Enrico não gosta de mim Samanta, essa é a verdade. Ele pensa o pior de mim!

- Mais porque você está falando isso? Não faz sentindo minha filha! E se ele não gostasse de você, não a contrataria novamente, ainda mais depois de tudo. É que ele é muito chato com a privacidade dele sabe? Por isso que deve agiu mal quando te viu naquele closet. Agora vai lá.. vou está orando por você.

Ela fala beijando minhas mãos e eu saio, indo até o seu escritório.

E eu bato na porta e sua voz grossa e alta ecoa pelo meus ouvidos.

- Entra!!

E eu já entro esperando outros insultos vindo dele.

- Senta!

E eu puxo a cadeira e me sento ainda sem olhar para ele.

E só ouço um suspiro longo dele. Sei que realmente a minha presença parece o incomodá-lo.

- Keith, vamos esquecer o que acabou de acontecer lá no meu quarto, acabei me alterando um pouco.

E eu levanto a minha cabeça incrédula com o que ele falou.

- Impossível esquecer as tão "belas palavras" que o senhor me falou.

- Para de ironia! Só não quero que você nunca mais pise os pés lá, me entendeu?

E eu balanço a cabeça, bancando uma de passífica, porém por dentro, com muita vontade de voar na cara desse idiota e enchê-lo de tapas por tudo que falou comigo. E para piora esse cheiro forte desse perfume penetrante dele está vindo até as minhas narinas.

- Espero que fora o que aconteceu agora pouco, você esteja indo bem por aqui.

-E estava.. até você chegar.

- O que??

E eu não sei a onde enfiar a minha cabeça, eu pensei que tinha falado em pensamento e soou em alta voz.

- Eu quis dizer.. que espero que sim. Adorei passar suas roupas querido chefinho.

Falo sorrindo forçada e ele faz uma careta.

- Do jeito que você é, não duvido que tenha queimado uma peça minha.

E eu quase me engasgo e começo a tossir.

- Tosse derrepente, é sinal que eu estou certo. Vou nem oferecer uma água, porque sei que isso é atuação.

- Não.. claro que não! Eu estou muito gripada.

- E quer me contaminar com esse vírus?

E eu paro de tossir e o olho.

- Acho que um víruzinho não seria capaz de derrubar o delegado tão temível por todo o Texas.

- Se usar outra vez de ironia comigo, irá se dá mal! E eu á chamei aqui, para dizer que depois que você terminar de almoçar, se apronta, pois irei leva-lá no orfanato onde você irá trabalhar como voluntária. E não quero atrasos! E muito menos que vai vestida com esses looks de Pop star que você veio pela manhã. Lá é um lugar sério, e portanto exigem pessoas sérias!

E meus olhos  automaticamente se reviram.

- Não revira esses olhos para mim!!

- Você agora quer controlar até o movimento do meu corpo? Eu acho melhor eu ir, já que o senhor não tem mais nada para falar comigo.

Falo me levantando.

- E por acaso eu te dei ordem para sair?

Ele fala se levantando e gritando todo autoritário e eu me encolho.

- Que foi? Agora o gato comeu sua língua?

Ele fala caminhando até a mim e eu vou andando para trás.

- É..

- Está com medo de mim senhorita Sullivan?

- Eu? Jamais sentiria medo de um homem..

- Não é isso que os seus olhos me mostram! Gosto assim.

Ele fala sorrindo debochando e olhando dentro dos meus olhos e me causa um certo desconforto.. E eu simplesmente abro a maçaneta da porta e saio correndo dele novamente.

E eu coloco as mãos no meu coração acelerado e puxo o ar com mais calma.

- Menina.. o que você tem? Aconteceu alguma coisa?

E eu olho para a Samanta vindo até a mim preocupada.

- Não.. não aconteceu nada Samanta. Eu tenho que ir ao meu quarto, tomar um banho e me arrumar. Pois terei que dá uma saída com o meu querido chefinho!

- Saída? Mais para onde?

- Depois eu falo.. eu não posso demorar. Se não aí que sou uma mulher morta mesmo.

(...)

Já passou mais de meia-hora, e olho para a minha cama onde está com cheio de roupas minhas. E eu até agora, não me decidi qual colocar. Eu não tenho roupas simples! Esse é o problema. São tudo muito glamurosa e extravagante, e a maioria é no tom rosa choque, que sempre foi o meu t de cor preferido. Mais eu olho para um vestido vermelho e eu sorrio. Ele tem mangas brancas transparente e com estrelinhas. E nós pés vou colocar um meia alta branca com uma sapatilha de couro branco de saltinho.

- Perfeito!! Assim vou dá uma ótima impressão para as freirinhas e principalmente para as crianças. Elas vão me amar!

E eu tomo um banho rápido e de água fria para piorar. E eu demoro séculos para colocar esse vestido. E quase rasgo o bichinho.

E eu termino de por a meia branca e o sapato. Solto meus cabelos loiros e faço uma leve make.

E me olho no espelho aprovando esse meu look. Não importa que a minha nova classe social seja outra, mais fala sério.. Parece até que eu sai de uma capa de revista da Forbes. Só faltou os trilhões de dólares na minha conta, mais há isso não importa.

E alguém bate na porta e eu peço para entrar e, é a Samanta.

- Menina, o senhor Enrico está impaciente te esperando lá embaixo e pediu para eu vim aqui te chamar.

E eu me viro para ela e seus olhos se arregalam um pouco ao me ver.

- O que foi Samanta? Parece que viu uma assombração.

- Não.. É que.. que roupa diferente.

E eu dou uma viradinha.

- Gostou? Eu também! Ficou lindo e chique né?

- E um pouco..

- Um pouco o que Samanta?

E ela rir de lado..

- Hm.. nada! Acho melhor a senhora descer logo antes que o senhor Enrico venha aqui.. do jeito que ele está.. não duvido nada. Não sei oque aconteceu naquele escritório.. mais ele está muito, muito mais pior do que nos outros dias. Viu sujeiras e defeitos na casa onde nem tinha.

- Ain Samanta.. esse homem tá precisando de um Rivotril, isso sim.

Falo ajeitando meu cabelo e não me deixando intimidar com aquele ogro lá embaixo.

- Samanta!!!

E meu coração dispara ao ouvir a voz dele aqui.

- Tá vendo? Vai logo menina, antes que ele suba aqui e decide prender nós duas.

E eu reviro meus olhos e pego a minha bolsa e saio do meu quarto ainda sem fôlego.

E desço as escadas de fininho e vejo ele de costas.. andando pra lá e para cá.

E quando eu desço o último degrau da escada, ele se vira e me olha firme e como tenho vontade de me enfiar em qualquer lugar para fugir desses olhos dele que penetra a minha alma. E ele me olha de cima-abaixo e eu coloco minha bolsa sem jeito na frente do meu vestido.

- A onde você pensa que vai vestida que nem uma criança que parece que saiu do jardim da infância!? Você está de deboche com a minha cara né menina?

Ele fala segurando meus braços e cuspindo suas palavras severas em mim.

- Me solta! E eu apenas estou vestida de acordo com ambiente, já que estarei indo para o orfanato. Olha só.. até estou comportada com esse look! O vestido está bem abaixo do meus joelhos.

Falo me soltando dele e dou uma virada automaticamente.

- Não me provoca!!

Ele fala segurando meus braços outra vez, e eu não entendo.

E seu rosto está bem colado no meu.

E sinto meu peito apertar..

- Argh! Agora não dá nem mais tempo de você trocar essa roupa de palhaço! Vou me atrasar. Anda, vamos logo!

Ele fala me soltando e dá as costas para mim.

- Não.. espera, é que eu não almocei ainda..

E ele nem se quer para, e nem parece ter me ouvido. E eu caminho atrás dele e quase caio com o sapato.

Se eu tivesse tomado café pelo menos, não faria questão de almoçar. Mais acontece que nem isso tomei hoje.. Mais ah.. não irá acontecer nada! E assim é bom que eu fico com o corpo bem mais fitnnes.

Falo andando meio cabaleando, pois ele anda muito rápido e não olha para trás por nada.

E eu passo pelo motorista e penso que vamos com ele, porém o Enrico não para.

E eu apenas dou um tchau para ele e corro até o Enrico.

- Olha.. o dia que eu aprender a andar assim todo posturado e rápido igual á você, eu paro de ser tão desengonçada assim.

Falo chegando até ele, cansada e respirando ofegante.

E ele se vira para mim todo sério. Nossa, será que nunca ele leva algo na esportiva?

- Quer calar essa boca por um segundo e entrar logo nesse carro? E ah, me chame de senhor! Aqui você não tem e nem terá nenhum mérito para me tratar de outra forma.

E ele entra no seu carro e eu faço uma cara feia e chingando ele mentalmente.

E eu entro no seu carro.

- Coloca o cinto!

- Sim, vossa alteza.

Falo sem me dá conta e toda atrapalhada começo a falar.

- Ain perdão.. o senhor não gosta de ironia.. mais não quis soar irónica dessa forma.. argh.. euuu.. tá, acho melhor eu ficar calada, antes que eu estrague ainda mais a minha situação que não está tão boa..

Falo, mais acabo falando sozinha, porque ele nem dá a mínima.

E ele simplesmente liga o carro e eu fico agoniada. Ele nem se quer coloca uma música durante o trajeto. E para uma tagarela ficar com a boca fechada igual eu, é quase um surto.

E eu tento não olhar ele dirigindo pelo retrovisor.. pois não quero pecar..pois logo me vem a imagem daquele peitoral dele enorme e.. tá vendo.. eu não presto.

E sinto meu rosto totalmente esquentar.

- Chegamos!

Ele fala estacionando em frente ao orfanato. E eu leio o nome.

- Orfanato Santa Maria.

- Só uma santinha mesmo para me ajudar nessa hora..

- O que?

E eu o olho sem acreditar que acabei falando outra vez em voz alta.

-Hm.. nada.. eu só estava lendo o nome do orfanato.

Falo rindo fraca e ele não esboça nenhuma reação.

- Aqui será seu mais novo ambiente senhorita! Creio que uma menina igual á você não está acostumada á frequentar lugares assim. Mais lembre-se, que isso daqui não é uma balada ou essas raves com gente tudo maluca que você gosta de frequentar! Aqui é um ambiente sério, com crianças órfãs, puras e inocentes! E que precisam de atenção, cuidados e amor. Então não tente passar uma imagem negativa sua! E se comporte com uma pessoa decente!

E eu acabo não ficando quieta com o que ele acabou de falar e insinuar dessa vez.

- Olha, assim fica difícil! Eu quero recomeçar a minha vida. E acreditando ou não que eu mudei, não vou deixar comentários igual o seu me derrubar! Eu sei quem e fui e principalmente os lugares que eu frequentei! Eu já fiz mesmo muita besteiras. Mais isso não faz mais parte mais da minha vida. E eu quero de verdade mostrar para todos que eu mudei! E lugares assim não me deixa em uma situação de humilhação delegado! Eu sei que eu cresci tendo tudo o que eu queria. E sei que a minha realidade foi muito diferente dessas crianças daqui. Mais nunca fui uma pessoa esnobe. Nunca me achei melhor que ninguém e nunca tive vergonha de andar com outras pessoas fora do minha classe social.

E ele parece surpreso com a minha resposta, porém não abaixa a guarda.

- Dá próxima vez que elevar o tom de voz comigo, achando que sou qualquer pessoa, irá se arrepender!

E eu reviro os olhos, mais mentalmente agora.

E ele sai do carro e eu saio logo em seguida.

E antes de entrarmos pela porta, ele me para outra vez.

- Sem gracinhas! Pois você já não está dando uma boa impressão vestida assim. Não fala nada! Deixa que eu fale.

E nossos olhares se cruza outra vez e eu sinto novamente esse desconforto no peito.

E ele entra, assim como eu.

E logo somos recepcionado por uma freira, toda vestida da cabeça aos pés.

- Delegado Enrico! Que bom que o senhor chegou. A madre já está te esperando lá na sala dela.

E ela rir toda simpática e quando me olha, fica um pouco sem reação.

- Oh, essa é a voluntária que o senhor falou?

- Irmã Flávia! Um prazer rever a senhora. E sim, essa é a voluntária que eu falei com vocês.

- Não sabia que era tão novinha e que se vestia de maneira tão.. jovial!

E ela rir sem graça e eu rio também sem nenhuma graça do que ela falou.

- É.. digamos que ela ainda é uma menina que precisa crescer. Mais aqui será o lugar ideal para ela amadurecer, assim espero.

E como tenho vontade de bater nesse ogro.

- Bom, vamos! Vou acampanhar vocês dois para a madre Assunção conhecer ela.

E sinto o Enrico puxar as minhas mãos severamente. Como se já soubesse que eu iria falar algo.

- Nem um pio!

E ele faz uma sinal com a boca e eu suspiro frustada.

E eu caminho, seguindo os dois.

- Pode entrar! Madre, aqui está o delegado Enrico, junto com a voluntária que ele falou.

E a freira abre a porta e vejo uma senhora de idade já se levantar da sua cadeira, sorrindo ao ver o Enrico, como se ele fosse o melhor homem do mundo. O que não é.. pois realmente para as pessoas ele monta até um personagem simpático, gentil e educado.

- Delegado Enrico, é sempre bom rever o senhor em nosso orfanato! O senhor sempre traz segurança e proteção por onde passa.

E o Enrico vai até ela e a cumprimenta, pegando em suas mãos.

- Madre, eu que digo o mesmo da senhora! E não se importa. Pode se sentar. Não quero tomar muito do seu tempo.

- Oh.. mais é sempre tão gentil! Eu que fico surpresa por um homem tão importante e com a vida toda corrida achar tempo de vim até aqui. E sabe que as crianças te adoram.

Ela fala se sentando e eu acabo achando que sou até um fantasma, de tanto que estou sobrando na conversa dos dois. Eu espero que as criancinhas pelo menos me recebem de um jeito melhor.

- Eu vim aqui, para apresentar a voluntária que eu falei com a senhora.

E até que fim os olhos dela se dirigem para mim e ela me olha com ternura que até estranho.

- Oh, mais que menina linda, parece um anjo com esses olhos azuis tão bonitos e claros. Não sabia que uma menina tão jovem igual ela, se interessaria em ser voluntária em um orfanato.

- Na verdade eu fui obrigada..

- Que?

E fico branca nessa hora.. maldita boca minha.

E antes do Enrico me comer viva, eu simplesmente vou até a madre e beijo as mãos dela.

- Oh madre, eu quis dizer que eu estou muito feliz pela senhora me receber no seu orfanato. Não vai se arrepender.. sabe, eu amo crianças, elas me adoram. Só espero que não tenha nenhuma criança piolhenta... pois não quero ficar sem cabelo. E olha eu não sou nenhuma santa.. mais a parti de agora quero vira a virgem Maria.. se tiver que me vestir com essas roupas aqui, eu irei.

Falo totalmente espontânea e ela sorri assustada comigo.

- Madre.. me desculpa! KEITH, SE LEVANTA AGORA MESMO DAÍ! ISSO SÃO MODOS?

E o Enrico grita histéricamente e eu me levanto, mais acabo me desequilibrando e quando fui ver meu vestido que agarrou na mesa, ele acaba derrubando um quadro no chão.

- Ain meu Deus.. perdão.

Falo desesperada e quando tento me abaixar, derrubo mais uma coisa.

- Não.. você acabou derrubando o quadro da minha irmã.

A madre fala desapontada.

- Madre.. me perdoa.. olha, posso rezar mil pai nosso.

Falo tentando me abaixar.

- Não.. não mexe em mais nada menina.

E o Enrico me segura por trás.

- Chega Keith! Olha só o que você fez? Madre, nem sei o que falar.

- Eu acho melhor vocês dois irem e voltar em um outro dia.

- Não!

Falo soltando alto e ela me olha firme.

- Por favor Madre.. me dá outra chance! Olha eu sei que sou um pouco atrapalhada..

- Um pouco?

E ela me olha.

- Tá.. um pouco muito? Mais deixa eu ver as crianças! Deixa eu ver pelo menos ela..

- Chega Keith! Você está me fazendo passar vergonha.

Sinto as mãos do Enrico me segurar. Ele está muito furioso e tenho certeza que serei uma mulher morta ou algemada por ele quando eu sair daqui.

- Menina, se você for assim tão desastrada.. É impossível trabalhar aqui.

- Não precisa falar mais nada Madre.. me desculpa outra vez, iremos ir agora mesmo.

Ele fala me segurando firme.

- Calada!

E ele fala em meus ouvidos e sai comigo pela porta e me solta quando chegamos no corredor.

- Enrico.. eu..

- Calada! Conversaremos quando chegarmos em casa.

E ele sai andando e me deixando para trás.

- Hey.. não me deixa aqui sozinha..

E eu falo seguindo ele e acabo tropeçando em um espécie de brinquedo e caio feio de cara no chão.

E várias crianças que passa na hora começa a rir de mim.

E eu me levanto e quase caio novamente.

- Ah seus engraçadinhos e engraçadinhas, isso não vai ficar assim.

E eles começam a correr gritando e rindo de mim.

- Aé? Eu também sei correr.

E acabo correndo atrás deles e me divertindo, e até que chego em um parquinho na grama e me escorrego, caindo outra vez. E finjo está desmaiada para eles.

E eles me cercam e riem de mim.

- Cara.. ela vive caindo.

- E se pulassemos nela?

- Ou melhor, se tacassemos essas terras nela?

- Hm, boa ideia!

E eu abro os meus olhos assustadas.

- Não!!

E tarde demais, sou atingida por bolas de terras.

E quando passo as mãos pelo meu cabelo, uma dor me toma.

- Ah não.. meu cabelo não..

E eu me levantando e pego um pouco de terra e saio passando no rostinho deles.

- Agora sim! Que comece a guerra.

Falo rindo e logo eles começam a tacar em mim e quando dei por mim, estávamos brincando, todos sujos, mais eles pareciam bem felizes e alegres.

E quando eu ia tacar outra punhado de terra, eu paro ao ver que seria no Enrico, que está com a madre e algumas freiras.

E todos me olham com a pior cara, inclusive ele. E eu fico totalmente morta de vergonha..

- Crianças! Já para dentro agora. Olha só.. vocês estão todos sujos e irão sujar o orfanato inteiro. Já para o banho!!

E uma irmã fala gritando com eles. E nossa, também não precisa exagerar. Mulher chata.

E eles antes de ir, acabam me abraçando e eu nem esperava esse gesto.

- Obrigada por pelo menos fazer a gente rir um pouco e ah, esse daqui é de presente para o seu cabelo haha.

E uma menina passa outro punhado de terra nos meus cabelos.

E eu não sei se choro ou rio.

E as crianças saiem e volta para dentro do orfanato.

E eu nem me atrevo a olhar para o Enrico. Além de eu está todo suja de terra, ele me olha com os olhos pegando fogo.

- Madre.. eu nem sei o que falar! Acabei que eu trouxe outra criança para esse orfanato. A Keith, vai pedir desculpas para senhora agora mesmo. Anda, se levanta daí!

E eu me levanto, tirando um pouco de terra em mim.

- Bom, apesar dela ser bem atrapalhada, não posso negar que as crianças adoraram ela! Eles estavam péssimos de sujeiras, mais estavam alegres e pareciam ter se divertido muito. Bom, eu acho que ela pode ser voluntária, mais com supervisão nossa! E espero que ela se porte melhor.

E quando ela fala isso, eu simplesmente nem penso em outra coisa, á não ser ir até ela, e pegar a sua mão e beija ela.

- Muito obrigada madre. A senhora não vai se arrepender!

Falo toda alegre e ela tira as mãos de mim, limpando elas.

- Keith.. não complica mais a sua situação! Bom, muito Obrigado madre pela sua clemência com essa menina.

- É.. espero que ela saiba vim da próxima vez de forma mais adequada para o orfanato! Isso é, de calça e blusa decente.

- Mais eu estou de vestido igual vocês.

E ela me olha com a sobrancelha arquiada.

- Mais nós somos uma excessão.

- Sim.. a Keith já entendeu isso e aí dela não obedecer as ordens passadas. Agora, vamos! Já perdi tempo demais com você aqui.

E ele se despede da madre e das irmãs e logo sai comigo.

E quando chegamos no seu carro, eu já logo me preparo pelos mil insultos que ele vai fazer.

- Olha Enrico.. por favor.. eu sei que você irá começar a brigar comigo, mais eu estou muito..

E acabo vendo tudo em borrão e preto. Ao ponto de me sentir fraca e sem domínio nenhum.. E acabo apagando aos poucos, e ouço apenas a voz do Enrico me chamando e seus braços me segurando, antes de eu apagar loucamente.

Mais populares

Comments

Cyllene Silvacruz

Cyllene Silvacruz

tadinha o dia todo sem com comer nada

2025-01-25

0

Anonymous

Anonymous

Estou adorando

2024-11-01

0

Ninha Arguello

Ninha Arguello

Amando cada capítulo 😍

2024-10-20

0

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!