Fui ao cemitério para ver a sepultura de minha mulher e filhos após alguns minutos lá chorando e me lamentando sai em direção ao morro mais próximo e violento morro do chapadão, deixei a moto estacionada onde eu pensava ser o local mais próprio e seguro e subi o morro discretamente pelos telhados e pontos escuros do local até chegar e ver três traficantes armados ali conversando mas estavam como se estivessem fazendo uma ronda ou algo do tipo, o da direita possuía uma AR-15, o do meio uma AK-47 e o da esquerda duas pistolas ponto 40.
Estavam aparentemente distraídos, compartilhavam um pequeno cigarro feito a mão, dava pra sentir o cheiro de longe da fumaça, o cannabis cintilante que velejava no ar em focos vermelhos como o sol.
Pulei do telhado a uns três metros na frente deles, eles se assustaram arregalaram os olhos para mim, por um breve momento eu os vi tremer, estava eu com a capa fechando todo o meu corpo, e o capuz estava sobre minha cabeça. Apontaram para mim suas armas.
- Tá tirando meu? Perguntou o do meio. Quem cê acha que é?
- Eu… sou o Demônio e vim do inferno para levar vocês. Eles se assustaram com a minha voz, mas o da esquerda começou a rir levando os outros também ao mesmo.
- Esse maluco tá zuando, deve ter tragado todas hoje.
- Dá o fora daqui! Antes que eu dê um tiro em sua bunda. Disse o da direita.
Fiquei parado olhando para eles esperando uma reação da parte deles, mas eles me olhavam com ódio não enxergava medo neles, eu pensei que a aparência da armadura era para colocar medo ainda mas devido pela caveira que tinha no capacete assim digo.
O do meio deu um passo a frente e disse:
- Seu noiado! Acho que não ouviu Eu disse pra vazar senão te mato.
- Acho que você não me ouviu… vim do inferno, e vou levar vocês para encontrarem a morte.
Eles olharam um para o outro acenaram com a cabeça e logo começaram a disparar contra mim, as balas batiam a capa como se fossem bolinhas de papeis jogado por uma criança acertando uma cortina, abaixei a cabeça para o capuz que faz parte da capa poder proteger o meu rosto, no entanto não sabia qual o poder da proteção que usava.
Eles descarregaram tudo o que tinha em mim eu ali parado como se nada tivesse ocorrido, os cães se calaram, a vizinhança silenciou, os que dormiam acordaram pois tiros escutaram, nem os grilos ousaram cantar, era noite sombria, olharam para mim assustados, pensando o se eu realmente vim do inferno pois a este momento deveria estar ao chão.
Ouvi de longe homens do mesmo crime correrem em direção a nós, saber o motivo de tantos disparos a meia noite. Pensei eu tenho que agir rápido.
- Minha vez! Disse eu tirando o capuz sobre minha cabeça.
Naquele momento eu liguei de verdade a armadura, era toda no comando de voz não precisava falar alto para ser acionada, os olhos brilharam o vermelho assustador a luz me fazia enxergar melhor na escuridão, pude ver os olhos assustados daqueles que disparam contra mim tentavam recarregar a arma como crianças assustadas tentando concertar algo que acabará de destruir.
Dei um passo a frente e em direção a eles corri, acionei as laminas de dois gumes no meu braço e arranquei a perna direita com um golpe do cara do meio, o da direita tentou correr mas caiu ao chão sem forças para correr, cravei minha lamina na sua nuca que atravessou a boca, enquanto o que havia tirado a perna gritava como uma menina aterrorizada, o que estava a esquerda atirava em mim mas nada adiantou, tantos disparos loucamente sem saber onde acertar corri na sua direção e o arranquei suas tripas para fora com um golpe de minha direita, seu intestino caiu ao chão ele tentava colocar de volta no lugar desesperadamente como se resolvesse algo. Pensava eu que pobre coitado, ergui minha mão direita e enfiei a pequena espada em seu olho esquerdo ele morreu gemendo de dor, o primeiro acertado ainda gritava de dor eu voltei e arranquei a sua outra perna, enquanto ele gemia e chorava com o sangue dos três se espalhando e se unindo ladeira a baixo, escrevi na parede próxima deles “Skullman” com o próprio sangue deles.
O que eu arranquei as duas pernas ainda gemia e chorava, nele já não havia forças para gritar como antes, eu cheguei nele me agachei e coloquei minhas duas mãos em sua boca e quebrei a sua mandíbula abrindo-a fortemente, ali morreu, ali sangrou, como os olhos estatelados olhando para meu nome deixei eles e sumi na escuridão.
Quando desci o morro... cadê minha moto? Fui roubado pensei eu, merda… me roubaram como voltarei.
Não acredito que fui roubado, minha casa está a 25 quilômetros daqui, por sorte o metrô tinha pouca gente, lógico que a armadura chamava a atenção, alguns disfarçadamente tiravam foto, eu estava sentado no ultimo vagão, estava de cabeça quando percebi que havia ali uma criança de 8 anos e seu pai de peles bem morena sentados próximo de mim, o pai dela dormia após um dia intenso de trabalho e a criança olhava para mim a um bom tempo.
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