anti-heroi?

De repente ela se levantou e veio para perto de mim enquanto seu pai ainda dormia, ela me olhou dos pés até chegar nos olhos escuros e sinistros da armadura, ela tinha na sua mão direita um boneco musculoso verde apenas de short de um personagem comics, então ele me perguntou:

-                    Que personagem você está vestido?

-                    Não sou um personagem.

Respondi ele.

-                    Você inventou essa roupa?

-                    Não é uma roupa garoto é uma armadura.

-                    Prefiro o homem-aranha, porque você não comprou outro tipo de roupa mais bonita. Ele perguntava sem ao menos dar tempo de eu terminar minha fala.

-                    Eles não são reais eu sou.

-                    Mas eles têm poderes é você não tem poderes, pois se tivesse poderes não estaria indo embora de metrô agora.

-                    Sim e verdade, mas os bandidos roubaram minha moto!

-                    Que tipo de herói deixa roubar seu próprio transporte.

-                    Não sou um herói sou um vilão!

-                    Então você é muito fraco pra deixar ser roubado.

-                    Eu não estava lá.

-                    Que tipo de poderes você tem?

-                    Nenhum! Respondi.

-                    Ah não! Você é paia tinha que ter um poder como soltar raios pelos olhos, voar, super força.

-                    Garoto isso não existe.

-                    Quando eu crescer vou   poderes e vou vencer você!

-                    É de onde arrumará esses poderes.

-                    Não sei, mas eu vou ter é serei melhor que você!

Eu sorri vendo aquele garoto dizer aquilo, estendi minha mão é coloquei sobre sua cabeça acariciando e disse.

-                    Se você estudar muito é nunca desistir de seus sonhos será sempre melhor que eu.

Quase não terminei de falar quando no vagão da frente onde tinha mais pessoas ouvi uma voz de assalto, o garoto correu sem pensar para o lado de seu pai, eram dois sujeitos pegando bolsa e celulares pegando tudo que era de valor dos passageiros, estavam armados com uma pistola semi automática, eram poucos passageiros no meu contar uns sete contanto comigo e o garoto com seu pai, então eles vieram para trás para também nos roubar, a cada passo dado por eles em minha direção eu pensava em uma maneira diferente em matá-los.

-                    Passa logo a carteira velho!

Gritavam ele ao pai do garoto, que segurava fortemente em suas mãos de seu filho.

-                    Calma! Dizia o pai do garoto para os assaltantes enquanto tentava tirar sua carteira do bolso traseiro de sua calça.

-                    Calma é o caralho! Anda logo com essa porr* é passa o celular também seu filho da puts.

O pai do garoto tirou os dois do bolso e entregou na mão do bandido que olhou para aquele celular desatualizado uns dez anos do mercado atual, indignado deu um chute na perna dele o garoto começou a chorar, todos os que foram assaltados olhavam sem reação, o medo dominava ali.

O parceiro dele me olhava como se eu fosse um animal sem valor, eles vieram em minha direção eu era o ultimo do trem.

-                    Tá olhando o quê, tá mi marcando seu bixa, tá mim marcando… abaixa essa cabeça porra! Gritou comigo o parceiro que estava armado.

Eu abaixei a cabeça é em seguida dei um gancho de direita pegando em cheio em sua parte intima, enquanto pela esquerda eu o desarmava puxando a arma que estava em sua mão tirando dele, ele se ajoelhou no chão de tanta dor, quase nem conseguia gritar o que estava pegando as coisas dos outros soltou a sua mochila que colocava as coisas roubadas é pegou uma faca de cozinha grande de sua cintura e veio a minha direção, eu me levantei rapidamente é quando ele veio me golpear eu segurei seu punho bloqueando o golpe e rapidamente o acertei com uma direita no seu ombro o deslocando, o assaltante soltou a faca, eu girei meu corpo 360 graus levando o seu corpo comigo o lançando no chão, ainda segurando seu braço direito deslocado pisei em sua cabeça no fim de esmagá-la com meu pé, meu ódio era tanto naquele momento que não me importava com ninguém que estivesse assistindo eu fazer um mil pedaços aqueles panacas.

Foi ai que eu vi aquele garoto olhando para mim, seus olhos arregalados, um pouco assustado me olhando, me lembrei de meus filhos, me lembrei deles chorarem, e aqueles olhos daquele garoto cheio de tristeza me trouxe paz ao coração, me fez pensar que eu não podia fazer aquilo não ali, não na frente daquele garoto inocente que vivia numa infância cercado por uma imaginação de super heróis, naquele momento eu tinha que ser o seu super herói é não um monstro.

Eu soltei o braço daquele arrogante bandido e tirei meu pé de sua cabeça, é disse:

-                    O garoto salvou sua vida, some daqui antes que eu mude de ideia!

Ele levantou meio atordoado e zonzo tentando levar seu parceiro que levantou segurando suas bolas com as mãos, andava como se estivesse cagado o trem havia parado na estação como de costume, eles saíram dali como baratas tontas tentando fugir, o trem seguiu viagem, eu peguei as armas e joguei pela janela, e me sentei todos ali começaram a me aplaudir, todos começaram a me bajular, mas eu nem dava atenção apenas olhava o garoto que assustado estava olhando para mim, escondido no abraço de seu pai.

Ninguém podia ver por causa de minha armadura mas naquele momento eu chorei, pois me lembrava de meus filhos, é me lamentava o motivo de não poder ter sido um herói para eles antes, ah… se eu tivesse essa armadura ora antes nada daquele lamentável dia não teria ocorrido.

Enquanto todos ali que foram assaltados pegavam o celular e objetos de volta na mochila deixada pelo assaltante, eu me levantei pois já estava próximo a estação, não era meu lugar de saída mais a tristeza em olhar para os olhos daquele garoto era muito grande, ao chegar na porta o pai daquele garoto perguntou.

-                    Você trabalha com festa de aniversário ou é um cosplay? É por causa da roupa que você usa, eu nunca vi nada parecido, queria saber o nome desse personagem para poder comprar uma revista em quadrinhos para meu filho.

-                    Creio que ainda não exista uma história em quadrinhos desse personagem, mas se um dia existir terá por nome Skullman!

O trem parou e a porta se abriu, o garoto levantou é me disse:

-                    Quando eu crescer quero ser igual a você!

-                    Quando você crescer seja melhor que eu garoto! Eu disse sem ao menos olhar para ele me retirando do trem indo embora, enquanto andava e sentia o trem criar força para sair do lugar ouvia aplausos de gratidão de todos ali dentro.

No outro dia…

-                    Tenho que perguntar irmão, foi necessário tudo aquilo ontem.

-                    Foi sim! Respondi.

-                    E pra que aquele nome na parede, está passando em todos os jornais, eles te chamam de muitos nomes.

-                    Estou pouco me lixando!

-                    E qual a inspiração de se auto nomear.

-                    Quando acordei… a única coisa que me restou foi os ossos.

-                    Então o poderoso Skull sei lá o quê, sabia que nessa sua brincadeirinha você matou duas pessoas, uma garota de 7 anos e sua mãe, elas assistiam televisão quando as balas passaram pela parede, por sorte o filho delas chegou da faculdade tentou socorrer a sua irmãzinha mas ela morreu a caminho do hospital… o nome dele é Diego.

-                    Pessoas morrem Paulo, estando eu lá ou não.

-                    Você foi visto no metrô e depois na rua, tem que tomar mais cuidado não pode sair por ai se aparecendo, a armadura e pra andar pela sombra se é que me entende.

-                    Vá se f*der! Não tenho nenhum tipo de transporte ou você acha que sou o Super-Homem.

-                    Eu esqueci de te avisar que tem uma passagem secreta que liga está casa a toda cidade assim fica mais difícil de ser rastreado.

-                    É por qual motivo não me avisou?

-                    Eu me esqueci! Só tem um pequeno detalhe essa parte secreta ela liga direto pro esgoto.

-                    Oh esgoto?

-                    Sim o esgoto!

-                    Logo o esgoto!

-                    Tinha ideia melhor?

-                    Mas o esgoto?!

-                    É! O esgoto!

-                    Porra o esgoto!

-                    Marcos se você falar essa merda de esgoto mais uma vez vou dar uma na sua cara!

-                    Tá achando que sou o quê, um tipo de crocodilo do pântano?

-                    Crocodilo do pântano vive no pântano zé mané não no esgoto!

-                    Merda o esgoto!

-                    Vai toma no coo!

-                    Você tem bilhões de reais é faz uma passagem secreta pro esgoto, você tem intestino na cabeça por acaso.

Virei minhas costas para ele e me retirei do local.

Mas tarde ás três horas pedi a Frederick para alugar um carro popular para mim com vidro fumê, foi diretamente a corregedoria, se a um caso a investigar com certeza começo pelo fator desencadeado mas recente. Durante horas fiquei lá até visualizar o sujeito no qual eu fiz a minha ocorrência, quando ele saiu tratei de segui-lo até sua casa, no outro dia fiz a mesma coisa, como já havia marcado a sua rotina apenas confirmando o que já tinha feito. No terceiro dia fiquei a espionar sua mulher e suas duas filhas marcando sua rotina também uma peça muito importante ao que estava preste a fazer.

Paulo voltou a sua rotina de trabalho a empresa dando mas liberdade a mim, não gosto muito de perguntas, apesar de sermos irmãos gêmeos vivemos muito tempo longe criados de formas diferentes.

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