A moto

A moto e toda desajuizável, tem que deitar nela completamente para andar, possui quatro pneus que da uma estabilidade amigável, e quando acelerei seu ronco de motor assustador berrante, a sua vibração me assustava pela força que tinha, parecia pedir mais, sua monstruosidade de força e brutalidade e quando acelerei para sair do lugar nem se quer sentir ela pesar na arrancada, era leve é estável uma potencia quatro por quatro jogando sua traseira para frente nas curvas foi difícil de controlar, mesmo desacelerando e voltando não sentia peso algum no qual ela fazia, essa nunca foi e nunca será uma moto normal a sua dinâmica e fora do normal.

Após um bom tempo fui a procura do delegado era quase onze da noite, eu já tinha analisado ele através dos documentos que roubei na corregedoria, duas, três horas aguardando até ele saiu da delegacia acompanhado para uma pausa no trabalho, enquanto eles iam a alguma lanchonete eu ultrapassei ele parando logo a frente, ao reduzirem a velocidade sai correndo a pé em direção a eles e pulei em cima do carro golpeando com as garras pelo para-brisa matando o seu parceiro com a mão esquerda bem no rosto, o delegado sacou a arma e disparou vários tiros alguns em meu rosto, o carro parou é começou a fumaça, eu arranquei o para-brisa com a mão direita e o desmaiei com um soco.

O arrastei pelo chão e o coloquei em cima da moto, as pessoas que passavam ali de carro apesar de serem poucos, passavam com medo sem saber o que era, o levei para longe dali.

Por um momento achei que ele estava morto acertei bem forte em sua testa, subi a um morro de uma fazenda o amarrei em uma cadeira que já tinha preparado para aquela ocasião, ao acordar com uma grande insistência de minha parte ficou meio zonzo tentando se conciliar com seu cociente, o morro era frio e ventava muito havia poucas árvores em volta, muito cascalho ao chão, nem som de animais dava para ouvir daquele lugar.

-                Acho que você não se lembra de mim, Quer que eu refresque sua memória? Disse eu agachado no chão com as mãos apoiadas na perna, abaixo de seus olhos.

-                Quem é você cretino?

-                Você mandou alguns homens aminha casa mataram, meus filhos e minha esposa na fazenda a um mês atrás!

-                Como sobreviveu eu mesmo vi os corpos carbonizados, e você estava lá.

-                Não era eu, bem que eu queria que fosse, mas… não era, meu irmão cuidou de colocar um indigente no meu lugar.

-                O que você quer!? Ele parecia durão nem mesmo aquela situação o afetava, nem mesmo minha voz sombria e grave o assustava, ele não tinha medo de morrer.

-                Vingança, eu pergunto como consegue ir dormir durante a noite, sabendo que mandou homens matarem eu e minha família?

-                Não fui eu que matei, durmo normal todos os dias, fiz coisas para defender meu departamento como sempre faço, você acha que e o primeiro a ser morto? Eu vi sua ficha do passado você é um fora da lei perigoso, como consegue ter sono sabendo que matou tantos homens?

-                Da mesma forma que você dorme, o que eu fiz no passado foi por uma justa causa, e isso não leva ao agora.

-                Você ficou muito tempo escondido, trocando identidades sem ser visto, achando que tinha apagado o passado fazendo o bem, você foi da policia, e entrou no lado do crime e depois saiu tentando fazer o bem achando que um erro paga assim facilmente.

-                Você não tem medo de morrer não é? Perguntei a ele me levantando.

-                Não, não tenho! Já estou velho tudo o que sei e que a boa morte chega na hora certa, vá em frente bata em mim e depois dê um tiro em minha cabeça ou no peito e me mata, mandei matar sua família e você e faria de novo se pudesse.

-                Tá achando que vai morrer assim,eu vou fazer você cagar de dor antes de morrer, seu miserável, mas antes quero nomes, quero todos os envolvidos na morte da minha família.

-                Eu não vou abrir a boca, não vou morrer como um  X-9.

-                Não vai!

Dei um soco em sua boca com a direita que repeliu sangue grandemente, dar um soco com a armadura com muita força não e nada agradável para quem recebe a pancada. Segurei em sua boca com a mão esquerda virando ele para mim e disse:

-                Bom, você escolhe se isso acaba rápido ou lentamente, eu quero os nomes dos participantes, e se falar agora prometo que a sua morte será rápida e menos dolorosa, mas você escolhe!

Ele cuspiu na armadura e sorrindo disse.

-                Vá se danar!

Eu apertei sua boca fortemente de forma que ele abriu ela e com a outra mão eu segurei no seu dente canino e comecei a mexer e puxar para arrancar, ele começou a gritar e tremer tentando se mexer para sair daquela situação, mas seu desespero nada adiantou pois eu estava muito forte para ele conseguir me vencer, enquanto puxava o seu dente canino de vagar e ele se contorcia de dor eu gritava com ele.

-                Nomes! Eu quero nomes! Fala logo filho da puta desgraçado avarento!

Enquanto ele gritava de dor e sua boca sangrava e suas lágrimas saiam pelo rosto como pedras eu continuava.

-                O quê! Eu não ouvi! Quer que eu tire a mão para eu falar é?

Puxei o seu dente e o arranquei com toda a força, ele começou a chorar como uma criança soluçando, sua boca sangrava muito mas ele não disse nada, então acionei a espada do braço direito e o apontei para ele.

-                Bom delegado temos 4 horas para o dia amanhecer, e um dia inteiro pela frente, você escolhe se acaba isso rápido ou dure muito tempo, a escolha está com você! Tempo e paciência e o que eu mais tenho.

Ele gritava de dor, e se debatia, eu acionei a lâmina da armadura e corte um leve corte no seu braço direito e comecei a puxar sua pele, ele gritava de dor.

-                Nomes caralho eu quero nomes!

Gritei eu.

-                Aaahhhh! Eu falo! Mas por favor pare com isso!

-                O primeiro eu quero saber o cara que comandava no dia ele tem uma tatuagem no pescoço!

-                Você deve tá falando do Pablo, é o Pablo!

-                Me conte mais! Em seguida puxei mais da sua pele arrancando-a do seu braço pouco a pouco, dando para visualizar seus músculos.

Cheguei em casa pela manhã e na moto por uma passagem secreta me mostrada que levava a corredores do escoto da cidade lugar mais fácil de entrar e sair sem ser notado, enquanto tirava a armadura toda cheia de sangue apareceu Frederick.

-                Senhor deixe-me te ajudar a retirara armadura? Disse ele vindo em minha direção.

-                Não precisa! Apenas limpe esse sangue dela depois.

-                Creio que o sangue não seja seu, então você terá que se higienizar aqui mesmo, não queremos provas no banheiro lá em cima.

Ele se retirou e trouxe alguns produtos e uma banheira de madeira daquelas antigas da época de escravos, após um rigoroso banho ele pegou tudo e levou a sala a frente onde tinha uma enorme estrutura com ácido e uma lareira enorme funcionando, jogou tudo no fogo e foi higienizar a armadura.

-                Você não se incomoda com isto? Perguntei a ele.

-                Sabe como o pai adotivo de Paulo e avô e bisavô deles construíram essa riqueza?

-                Não!

-                Meu pai era mordomo do Bisavô do pai de Paulo, ele me contou que ele construiu uma construtora, mas devido aos poucos lucros ele entrou a um esquema de máfia, devido na época não ser como hoje a policia foi fácil fazer esquemas, o que acontece e que muita gente morreu e o bisavô comprou algumas empresas a mais perto de falência, uniu com traficantes e conforme os negócios cresciam mais gente morria, o avô inovou, e o Pai estabilizou tudo, é Paulo apenas eliminou tudo o que podia colocar 60 anos construído irem morro abaixo, resumindo eu vi muita gente morrer.

-                E o que te faz fiel a isto.

-                O dinheiro, e minha gratidão pois meu pai antes de ser mordomo era um mendigo que tinha acabado de perder tudo na vida.

-                E como o bisavô encontrou ele?

-                Na verdade meu pai salvou a vida dele, meu pai o encontrou.

Após isto me retirei, quando subi encontrei Paulo na sala sentado no sofá bebendo e vendo TV.

-                Irmão, sei que não e dá minha conta mas não acha que exagerou na morte do delegado. Disse ele bebendo seu vinho.

-                Já viu nos jornais? Perguntei.

-                Está em todos os jornais, você arrancou a pele dele e o pendurou em frente da prefeitura com a cabeça perto da sua assinatura, “Skullman”. Disse ele sorrindo para mim.

-                Ótimo!

-                Não acha que tá chamando atenção de mais? Tipo de certo modo agora todos estão atrás de um maluco com uma hiper moto que usa uma capa e tem uma caveira como ponto de referência.

-                Eu quis ser filmado, quero espalhar o medo, aliás tenho 14 nomes e um deles está o prefeito ele tem que saber que é o próximo da lista, peguei tudo o que precisava.

-                Tenho medo, é perigoso, tem que tomar mais cuidado pois se você cair eu caio, sabe que estou com você mas só te peço mais cuidado agora.

-                No dia do enterro do delegado estarão uns 6 ou 7 lá da lista e irei matá-los.

-                Tem crianças lá e aliás terão muitos policiais.

-                Não me importo.

Ele tipo fez um sorriso meio sem graça e virou a taça na boca acabando com todo o vinho.

-                Tenho que confessar… aliás deveria ter te pedido antes, mas eu queria ter ido e visto a cara do mandante antes de morrer.

-                Ele chorou como uma menininha!

Disse eu, ele sorriu e disse:

-                Tenho certeza que sim… mas da próxima vez me avisa, não quero te perder de novo irmão.

-                Não vai!

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