Caímos no chão como uma fruta cai de sua árvore quando está maduro, tirei meu capacete pois estava me dificultando a respirar e a ver, meu rosto sangrava e quando olhei para meu pulso esquerdo onde tinha acionado a lâmina percebi que ela tinha se quebrado.
Ao me levantar do chão percebi que meu rival estava ainda no chão caído sem movimento, então caminhei até ele e quando cheguei perto dele vi minha lâmina cravada no seu visor, ela tinha atravessado o visor e o sangue estava escorrendo pela armadura, me agachei perto dele e tirei seu capacete com a lâmina.
Eu me assustei quando vi seu rosto eu o tinha acertado bem no olho, para minha maior surpresa… era meu irmão, Paulo.
Fiquei sem reação, fiquei sem pensar, fiquei sem saber o que fazer, por qual motivo ele fez isso? Onde conseguiu tanta tecnologia? Fiquei perturbado não acreditava ser ele, meu próprio irmão, lutando contra mim.
Retirei sua armadura e a joguei no mais longe no meio do mar, peguei ele que ainda sangrava e o levei, fiquei assustado, mas não chorei, não sentia raiva nem ódio, não sentia nada.
Ao chegar em casa pelo túnel que tem acesso ao canal de esgoto da casa, juntei tudo o que precisava, coloquei querosene no andar onde ficava os equipamentos que eu usava, subi ao andar de cima e coloquei Paulo meu irmão no sofá deitado, joguei tudo que era de inflamável nos andares abaixo e uma parte da biblioteca onde dava acesso a essas partes, abri o elevador e joguei querosene no chão, quebrei suas portas para não se fecharem e coloquei para que o elevador fosse ao último andar assim que passasse com fogo pelos andares ia queimando tudo.
Ao subir encontrei Frederick chorando por Paulo.
Você sabia que era ele o tempo todo?
Sim! Respondeu ele.
Por qual motivo ele fez isso?
Tem muitas coisas meu senhor que não sei, Paulo sempre foi de mistérios.
Ficamos um olhando para o outro sem falar nada por alguns segundos, já sentia o calor atrás de mim, já estava se espalhando muito pela biblioteca não demoraria muito para chegar na casa inteira a estrutura da mansão estava comprometida pois o fogo vinha de baixo dela, então Frederick me perguntou.
O senhor irá me matar?
Não! Vá e enterre meu irmão ao lado de sua família adotiva, não sou digno que ele fique perto do meu suposto túmulo.
Ele acenou a cabeça de uma forma que sim e eu me retirei dali sem olhar para trás, ao chegar na porta Frederick me perguntou novamente.
Senhor, não posso dizer que manterei segredo.
Não precisa! Aliás quero que conte, pois quando eu voltar, é... eu irei voltar, incendiarei essa cidade.
Saí dali sem saber pra onde ir e o que fazer, mas apenas com um forte pensamento “ Rio de Janeiro me aguarde”.
Ela entrou pela porta estava eu sentado numa poltrona, ela vinha com uma pasta cheia de arquivos que eu pedi.
- Aqui está o arquivo que você pediu! Disse ela.
Estendi minhas mãos e peguei a pasta.
- Por qual motivo você quer esses criminosos.
- Pelo caos e medo que pretendo espalhar em cidade em cidade! Respondi.
- Neste arquivo tem uma ladra que roubou a coroa da rainha da Inglaterra deixando uma falsa no lugar, um assassino profissional conhecido por Hayato até agora ninguém sabe sua identidade verdadeira, um psicopata que possui hipnose apenas com o olhar, um monstro de metal de outro mundo é um homem que faz explosivos com qualquer coisa.
- Ótimo! Será uma boa equipe.
- Você quer colocar homens que não obedecem ordens extremamente perigosos para trabalharem juntos?
- Sim, não vejo problema nisto.
- Como fará isso!
- Todos têm um preço, é eles querem a mesma coisa no fim das contas, é e isso que irei oferecer!
- Roubar esses arquivos do pentágono foi fácil, o difícil será retirar todos de prisão diferente, sem contar onde eles estão consideravelmente é mais fácil invadir a casa branca é sequestrar o presidente de seu escritório.
- Eu vou fazer isso, você já fez muito roubando esses arquivos.
- Sabe que estou aqui pelo dinheiro!
- É você terá muito mais, muito mais! Disse eu a ela.
- Vou ver as rotinas de segurança é repassarei o mais breve possível.
Ela virou ás costas é saiu de minha presença.
Enquanto isso longe daqui.
- Frederick!
- Steve!
- Já o esperava Frederick, mas não tão cedo, peço desculpas por qualquer inconveniente.
- Não precisa Steve.
- Por favor entre!
Frederick entrou na mansão de John Black.
- Só um momento irei chamar John Black, por favor sente-se é fique a vontade. Disse o mordomo Steve.
Após um pequeno período de tempo Steve veio é levou Frederick para o escritório acima, ao entrar estava John Black sentado em uma poltrona marrom perto da janela, o lugar estava iluminado apenas pela luz do sol que passava na janela com suas cortinas cinzas e pontas vermelhas, o lugar era todo na madeira, John Black olhava pela janela e nem sequer olhou para Frederick ao entrar, ele se sentou em outra poltrona próxima de John.
- Sinto muito por não poder ido ao velório de Paulo, ele era como meu irmão e no momento mais preciso não pude estar com ele. Disse John Black ainda olhando pela janela nem sequer virou para olhar em Frederick.
- Paulo era muito compreensivo ele entenderia seu lado, pois o senhor estava em viajem.
- Eu não entendo! Em todos esses ano seu achei que o conhecia quando na verdade não, e difícil acreditar que ele enlouqueceu e colocou fogo em tudo se suicidando no meio do fogo, disse que estava em depressão pela morte de seu irmão, eu o tinha visto parecia normal para mim. Disse John ainda olhando pela janela com a mão em seu queixo, com as pernas cruzadas.
- A verdade, e que essa não é a verdade! Tive que mentir para me proteger.
John tirou a mão do queixo e descruzou as pernas e olhou para Frederick.
- E qual é a verdade?
- A verdade e que Marcos irmão de Paulo não morreu!
- É o que isso tem haver?
- Paulo salvou Marcos e o deu poder de fogo muito grande para vingar da morte de sua família, mas Marcos começou a sair fora de controle é não sei o que passou na mente de Paulo mas tentou impedir isso, Marcos matou seu próprio irmão e queimou a mansão.
John Black ficou sem reação olhando para Frederick.
- A verdade é que Marcos é o conhecidoSkullman!
- Por qual motivo não falou a policia? Perguntou John.
- Por muitas razões! Respondeu
Frederick.
- Está falando para a pessoa errada, oquê quer que eu faça?
- Detenha-o, ele irá voltar é voltará pior, ele simplesmente fez desaparecer todo o dinheiro que tinha na conta de Paulo cerca de 8 bilhões, não deixou rastros você viu nos jornais o que ele pode fazer!
- Não posso fazer nada, mesmo que euqueira ele está acima de minha jurisdição, por qual motivo acha que irei fazer algo de útil? Quando ele voltar tenho certeza que a força militar irá o deter.
- Até alguém o deter ele terá destruído uma cidade!
- O que veio pensar que posso fazer algo, está certo que Paulo e meu melhor amigo é estou abalado com tanta desgraça que me vem ocorrido, não sou capaz de fazer nada.
- Me desculpe! mas acho pura coincidência o fato de após a morte de seu fiel companheiro, você ter voltado para o mesmo lugar dias depois, e começar a ter uma onda horrível de assassinatos e o mesmo tipo na Amazônia ter ido como se procurasse por alguém até o México, 82 pessoas mortas por um homem levantou medo pelo uniforme de lobo.
- Está dizendo que eu teria coragem desmatar dezenas de bandidos com uma armadura boiola de lobo?
- Não estou te acusando, apenas acho uma grande coincidência enorme, te conheço desde criança John, acho que teria coragem sim mesmo não parecendo, o ódio nos faz fazer coisas que seriamos incapaz de fazer.
John Black ficou olhando Frederick sem nenhuma reação, sem ao menos demonstrar nada de diferente, além de seu rosto sempre sério.
- Eu só queria que soubesse a verdade, tem todo direito pois Paulo confiava mas em você do que a própria roupa que vestia.
- Vou ver o que posso fazer, no mínimo tentarei localizar ele, e fazer de acordo com a lei. Disse John Black.
- Quando encontrar ele e fazer de acordo com a lei, diga que mandei lembranças.
Frederick se levantou da cadeira para ir embora.
- Tenho que ir, minha filha me espera amanhã no aeroporto de Lisboa não posso perder o embarque daqui a pouco, irei passar o findar de meus dias plantando uva e colhendo vinho.
- Não sabia que tinha uma filha
Frederick!
- Tem muitas coisas que você não sabe John.
Frederick saiu dali e John Black ficou sentado olhando para a janela com a mão no queixo apoiado seu cotovelo no braço da poltrona com as pernas cruzadas, ali ficou por várias horas parecendo que estava congelado, somente olhando pela janela que ventava trazendo uma brisa fresca que balançava as cortinas e o seu cabelo.
John Black se levantou e tomou um banho e refletia muito na sua conversa com Frederick, então após sair do banho desceu a uma parte oculta da casa era escura e velha cheia de tijolos que parecia um castelo antigo, era úmido e cheio de teias de aranhas, estava abaixo da sua mansão, ao passar por uma porta secreta entrou em um lugar com aparência mais sofisticada, e em sua frente havia um enorme cofre, ele abriu, e ao olhar na sua frente surgiu um leve sorriso pelo que viu, e disse:
- Me aguarde filho da puta! Hoje começa a caçada!
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