ao abrir a porta avistou três carros pretos que ao chegar brutalmente freando:
- Corram todos para o abrigo agora! Gritou Marcos desesperadamente a sua esposa e filhos, quando do carro saíram homens com máscaras no rosto, armados com armamentos pesados de calibre 50, Ana, Guilherme e Maurício correram para as escadas a fim de se esconder lá em cima, Marcos tentando ao fechar a porta para dificultar o acesso, e recebido com tiros de uma metralhadora que ao fazer da porta um queijo, por pura sorte levou um tiro no antebraço direito, ao cair ao chão Ana e seus filhos desesperados param na escada com a intenção de socorrer ele ali, Marcos estende a mão a eles e diz:
- O que tão fazendo aqui ainda, vão, vão, vão, vão! Gritou Marcos enfurecido por ver que eles ainda estavam ali, naquele momento sua vista embaçou, e sentiu uma dormência na nuca, Marcos desmaiou, pois acabou de levar um golpe forte na nuca.
Ao acordar com tapas na cara, deparou-se amordaçado e amarrado em uma cadeira na cozinha, o seu coração partiu ao ver que sua esposa e filhos estavam inconscientes amarrados pés e mãos a três metros na sua frente, mais na frente viam os homens quebrando CDs e computador, espalhando querosene por toda a casa.
- Sabe por qual motivo estamos aquimaluco? E lógico que sabe! Você não e um cara tão burro assim, não e mesmo? Isso... E por ter colocado o dedo onde não foi chamado! Disse um dos sujeitos que por sinal era líder Marcos tentou gritar mais nada adiantou, pois sua boca estava amarrada, “TAP” levou um soco da direita à esquerda no seu rosto perto do olho, Marcos se desesperou por ver sua família ali pagando o preço de algo que não era deles.
- Pode jogar neles aqui doidão, a chapavai esquentar maluco! Dizia o mesmo para os outros apontando o dedo para Ana e seus filhos que estavam inconscientes no chão da cozinha, quando esparramaram a querosene por toda cozinha e em cima de Maurício e Guilherme, ao jogar em Ana ela acordou e desesperada ao ver aquela situação começou a gritar e a chorar.
- Cala a boca vadia! Após dizer isto deuum chute na barriga de Ana fazendo com que ela ficasse procurando ar em meio ao terror, Marcos chorava e tentava sair daquela situação se mexendo constantemente, mais nada adiantava, juntaram dois e começaram a surrar Marcos ali amarrado na cadeira, até que um dos integrantes disse:
- Borá vazar parceiros já ficamos tempodemais aqui! O que mais falava ali agachou na frente de Marcos e ascendeu um isqueiro pero do rosto dele e disse:
- Vamos tacar fogo na sua família e portoda a casa ninguém vai contar historia, pois não vai sobrar nada, agente só não colocou querosene em você porque se pudéssemos ver você sofrer antes de morrer com o calor e asfixia, mais o pior não e isso não... (fez um barulho com a boca como um sinal de advertência puxando o ar para dentro ti, ti, ti, ti), você vai ver sua família morrer primeiro que você e não vai poder fazer nada.
Ao dizer isto levantou e saiu juntamente com os outros, mas enquanto ele dizia isto olhou no pescoço dele uma tatuagem tribal do lado esquerdo, todos estavam de mascaras e roupas pretas, com camisas de manga longa, porém aquele foi o único no qual pode observar um traço de identificação, Ana se engasgava com soluços e seus filhos ainda estavam inconscientes, ele não sabia como definir seu sentimento naquele momento, ele estava sem forças e não conseguia livrar a sua família daquela situação, um sentimento de impotência, onde destruía seu coração.
Tentava desatar o nó que o prendia na cadeira, quando em um piscar de olhos viu o fogo se espalhar na casa de uma forma tão rápida mais ao mesmo tempo como se avançasse em câmera lenta, dizem que quando está a beira da morte enxergamos toda a nossa vida, naquele momento sua mente voltou ao passado e corria ao presente tentando achar seus erros, que por sinal eram muitos, mais ao olhar nos olhos de Ana que brilhavam pelo medo da morte, ao se encontrar com o olhar de Marcos, lhe fez voltar ao presente que por um milésimo viajou pelo tempo, ela fechou os olhos, e o que Marcos via em câmera lenta, acelerou mais rápido que um piscar de olhos, o fogo que longe estava já a abraçava ela e seus filhos, Ana tentava segurar a dor de ser consumida pelo fogo, mais ao ouvir seus filhos gritarem com a dor não aguentou em conter-se, o calor do fogo já queimava sua pele que em volta consumia, Marcos sem força encontrou uma onde nem existia, com a dor de ver seus filhos e sua mulher morrer brutalmente na sua frente, conseguiu se soltar da amarra que prendia suas mãos na cadeira, quase sem oxigênio com o corpo querendo se entregar a morte, ao olhar para frente com a intenção de salvar sua esposa e filhos viu eles carbonizados pelo fogo não havia mais gritos, nem choro, nem dor.
Um ódio ergueu em seu coração que consumia mais rápido do que o fogo, mal podendo enxergar pelo fato de que o calor das chamas queimava seus olhos, mirou pela ultima vez na porta da cozinha que o levava para fora o caminho de fogo ardente impossível de se atravessar, com o ultimo ar que pode guardar, esqueceu da dor enormemente indescritível causada pelo fogo que já em sua roupa dançava, correu na direção marcada e com um único pensamento de vingança de olhos fechados correu, cada passo lhe arrancava forças seu corpo já não sentiu mais parecia levitar no céu do inferno, quando sentiu uma barreira solida quente parar a velocidade de seu corpo, sua pele grudar naquela estrutura de uma forma que não pudesse tirar, era a porta de vidro da cozinha, que estourou ao se colidir com ela, o que ele achava ter sentido pior se enganou, a dor já era tão sobre-humana que sentia seu corpo levitar no ar, ali mesmo ficou entre o inferno e o inferno, no meio do céu do inferno.
Seu corpo ao cair no chão rolava pela grama úmida do jardim, devido aquela parte ser declinada seu corpo rolou alguns metros suficientes para abafar o fogo que em seu corpo dançava sensualmente.
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