Ele se encontrou diante de um cenário infernal e se viu compelido a refletir: qual seria o verdadeiro preço da imortalidade? Em um gesto de desespero, ele quebrou seus próprios dedos, sentindo a dor latejante ecoar por seu corpo antes mesmo de pensar nas consequências.
Ele se sentia anestesiado, observando o vermelho intenso das chamas que consumiam a Terra. Seria aquele apenas mais um cenário falso, uma ilusão criada pela sua mente atormentada? Ou seria aquela a dolorosa realidade, o fim inevitável de um mundo que já não podia mais ser salvo?
Ele se sentia cansado de tudo. As pessoas ao seu redor gritavam e berravam, ecoando as vozes que o atormentavam em sua cabeça perturbada.
"Ele se alimenta do medo! Do terror que nos consome neste mundo! Eu vim da Terra e sei como isso funciona!"
Um homem gritava, agitado, enquanto as pessoas o observavam com desconfiança.
"Se todos nós sentimos algo, seria melhor nos matarmos para acabar com isso."
Uma mulher se pronunciava, antes de se jogar no abismo, seguida por uma multidão em desespero.
Seus olhos vagavam para os corpos lá embaixo, ouvindo os sons de dor ecoando das ruas.
"Ele se alimenta de todo tipo de sentimento de dor e sofrimento"
Pensou consigo mesmo, enquanto a escuridão da sua própria mente se misturava com o caos ao seu redor.
Os gritos e lamentos ecoavam em seus ouvidos, misturando-se com as vozes em sua cabeça.
Com um suspiro pesado, ele fechou os olhos e se deixou levar pela escuridão, resignado ao destino que parecia inevitável. O mundo ao seu redor desapareceu em meio à escuridão, e ele se viu envolto em um vazio sem fim, onde nem mesmo o sofrimento podia alcançá-lo.
Ele, em um último ato de desespero, tentou encontrar a salvação na morte, mas nem mesmo isso parecia adiantar. As vozes em sua cabeça continuavam a sussurrar, os gritos ao seu redor persistiam, e a sensação de desespero apenas crescia.
Ao se lançar no abismo, ele esperava encontrar paz, mas em vez disso, encontrou apenas mais dor e agonia. Seu corpo se contorceu em agonia enquanto ele caía, cada momento parecendo uma eternidade de sofrimento.
Finalmente, quando tudo parecia perdido, ele se viu suspenso no ar, parado no meio do vazio. O mundo ao seu redor desapareceu, deixando apenas a escuridão e o silêncio.
Ele percebeu então que a salvação não viria da morte, mas sim da aceitação. Aceitação de seu destino, de suas falhas, de sua humanidade. Com um último suspiro, ele se entregou ao vazio, permitindo que a paz finalmente o envolvesse.
No vazio silencioso, ele encontrou uma paz que há muito tempo havia perdido. As vozes em sua mente se aquietaram, os gritos ao seu redor desapareceram, e ele finalmente encontrou a serenidade que tanto buscava.
Com a mente clara pela primeira vez em muito tempo, ele refletiu sobre sua jornada. Ele percebeu que a verdadeira salvação não estava na morte, mas sim na aceitação de si mesmo e de sua humanidade. Ele havia passado tanto tempo lutando contra o inevitável que havia esquecido de viver verdadeiramente.
Com um sorriso tranquilo nos lábios, ele se permitiu descansar, sabendo que, apesar de todas as suas falhas e imperfeições, ele havia encontrado paz. E assim, no silêncio do vazio, ele finalmente encontrou o que tanto buscava: a redenção e a paz interior.
Às vezes, a eternidade é apenas um eco vazio no abismo da existência.
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Atualizado até capítulo 24
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