¹*Virei a esquina entrando no beco, ele não era longo, você conseguia ver onde ficavam as carruagens do outro lado facilmente, ele estava conectado com outro beco bem mais longo e escuro do qual eu não entraria.
Passei por esse beco conectado nesse e já estava perto da saída, quando alguém esbarrou em mim quase me derrubando.
— Desculpas por isso eu não tinha lhe visto! — A voz cansada e arfando da criança que tinha saído do beco escuro falou.
Me virei para olhar, suas roupas apesar de sujas e rasgadas são caras, seu porte é de uma criança entre 8 e 11 anos parecia está fugindo de algo, me assustei quando reparei no seu cabelo loiro e liso e seus olhos âmbar.
— Precisa de ajuda? Está fugindo de algo? — Ele olhou para o beco várias vezes rapidamente e acenou com a cabeça, parecia vir alguns gritos de lá do fundo.
— Preciso me esconder, por favor me ajuda — Era óbvio quem era essa criança, mas como poderia esconde lá tão rapidamente para não ser pega?
— Entre no meu vestido — levantei uma parte para ele entrar.
— P-Perdão!? — O garoto se assustou, bem era uma idéia estranha, fora do senso comum, não posso culpa-lo.
— O vestido e longo e a crinolina não vai fazer perceberem que você está aqui se se abaixar e seguir um ritmo leve andando, rápido — Ouvi passos correndo do beco e o garoto entrou rapidamente se abaixando, abaixei o vestido e andei em direção a saída.
Já estava perto o suficiente do local das carruagens para não terem como fazer nada sobre.
— Você! — três homens apareceu do outro beco.
— Sim?
— Viu um garoto correndo?
— Ah, sim, ele quase esbarrou em mim, foi naquela direção correndo — Apontei para o outro lado do beco e eles foram embora.
— Espere um pouco — falei ao garoto.
Me aproximei da minha carruagem e o cocheiro abriu a porta para mim, fiz sinal para ele sair e o cocheiro voltou para o banco.
— Saia e suba, se não vão te ver — Ele saiu rapidamente e subiu na carruagem, entrei em seguida e fechei a porta.
— Você está bem?
— Estou sim, obrigada por me ajudar — ele falou envergonhado.
— Qual o seu nome?
— Jake.
— Eu me chamo Lilian D'Colines, você pode ir comigo para minha casa me explicar o que aconteceu? — Ele acenou com a cabeça repetidamente, ele era uma criança muita fofa.
— Se-Senhorita? — Ane se assustou ao entrar.
— Não se preocupe, em casa você entende, essa é a Ane Jake.
— Olá!
— Oi — Ane respondeu estranhando a situação.
— Senhorita... — Ane alongou a frase parecendo apática.
— Espere apenas mais um pouco — Falei enquanto nós duas olhava Jake, agora limpo, comer desesperado em meu quarto.
— Desculpe por essa bagunça — Ane se aproximou dele limpando-o com o guardanapo.
— Tudo bem, então Jake, você pode me contar o que aconteceu? — olhei para ele, e ele afirmou em seguida.
— Meu pai falou que eu poderia passar a tarde fora, então eu saí com meu irmão, mas eu queria irrit- ver as espadas, e acabei me perdendo dele — fez uma cara triste.
Definitivamente ele ia dizer que queria irritar o irmão!
— Então alguns homens me pegaram sem eu perceber e me levaram para um lugar com várias crianças, acho que são traficantes de pessoas, mas eu conseguir fugir com um pedaço de arame — ele sorrio inocente.
Me pergunto como uma criança fez tal proeza de fugir de um mercado de pessoas com um pedaço de arame, mas tenho medo de ouvir a resposta, então vou ignorar.
— Faz quanto tempo que você está fora de casa?
— 3 dias, eu acho... Talvez mais.
— Bem, você sabe onde seus pais moram?
— sim!
— Ane, pegue os materiais da minha mesa de escrita — Ela trouxe a pena, tinta, folhas e carimbo para uma carta.
— Pode escrever uma carta para eles? — Ele afirmou e começou a escrever, depois de um tempo me entregou a carta.
— Preciso que você escreva o endereço ou o nome de sua família aqui na frente para o carteiro entregar — Sorrir leve para ele.
— Eu escrevo, mas só se você prometer brincar comigo — ele sorriu parecendo que estava prestes a destruir uma casa.
— Certo, certo, irei brincar com você.
— YEEEY — Ele comemorou e escreveu o nome na carta, e mais um símbolo estranho na frente, parecia ser uma espécie de código, ou marca pessoal.
Ele me entregou e o que eu li por incrivel que pareça, não me surpreendeu tanto: "Palácio Imperial"
O terceiro príncipe tinha sido sequestrado, mas eles não poderiam fazer um aviso pois ninguém conhecia ele ainda.
— Agora podemos brincar? — Sorriu.
——————
¹*\= Imagine esse beco como um "T" a parte mais curta é onde ela passava da casa de chá ao "estacionamento" mas tinha um beco maior que se conectava no meio dele.
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Atualizado até capítulo 17
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