*:・Capítulo 10 - Primeiro dia

¹*Virei a esquina entrando no beco, ele não era longo, você conseguia ver onde ficavam as carruagens do outro lado facilmente, ele estava conectado com outro beco bem mais longo e escuro do qual eu não entraria.

Passei por esse beco conectado nesse e já estava perto da saída, quando alguém esbarrou em mim quase me derrubando.

— Desculpas por isso eu não tinha lhe visto! — A voz cansada e arfando da criança que tinha saído do beco escuro falou.

Me virei para olhar, suas roupas apesar de sujas e rasgadas são caras, seu porte é de uma criança entre 8 e 11 anos parecia está fugindo de algo, me assustei quando reparei no seu cabelo loiro e liso e seus olhos âmbar.

— Precisa de ajuda? Está fugindo de algo? — Ele olhou para o beco várias vezes rapidamente e acenou com a cabeça, parecia vir alguns gritos de lá do fundo.

— Preciso me esconder, por favor me ajuda — Era óbvio quem era essa criança, mas como poderia esconde lá tão rapidamente para não ser pega?

— Entre no meu vestido — levantei uma parte para ele entrar.

— P-Perdão!? — O garoto se assustou, bem era uma idéia estranha, fora do senso comum, não posso culpa-lo.

— O vestido e longo e a crinolina não vai fazer perceberem que você está aqui se se abaixar e seguir um ritmo leve andando, rápido — Ouvi passos correndo do beco e o garoto entrou rapidamente se abaixando, abaixei o vestido e andei em direção a saída.

Já estava perto o suficiente do local das  carruagens para não terem como fazer nada sobre.

— Você! — três homens apareceu do outro beco.

— Sim?

— Viu um garoto correndo?

— Ah, sim, ele quase esbarrou em mim, foi naquela direção correndo — Apontei para o outro lado do beco e eles foram embora.

— Espere um pouco — falei ao garoto.

Me aproximei da minha carruagem e o cocheiro abriu a porta para mim, fiz sinal para ele sair e o cocheiro voltou para o banco.

— Saia e suba, se não vão te ver — Ele saiu rapidamente e subiu na carruagem, entrei em seguida e fechei a porta.

— Você está bem?

— Estou sim, obrigada por me ajudar — ele falou envergonhado.

— Qual o seu nome?

— Jake.

— Eu me chamo Lilian D'Colines, você pode ir comigo para minha casa me explicar o que aconteceu? — Ele acenou com a cabeça repetidamente, ele era uma criança muita fofa.

— Se-Senhorita? — Ane se assustou ao entrar.

— Não se preocupe, em casa você entende, essa é a Ane Jake.

— Olá!

— Oi — Ane respondeu estranhando a situação.

— Senhorita... — Ane alongou a frase parecendo apática.

— Espere apenas mais um pouco — Falei enquanto nós duas olhava Jake, agora limpo, comer desesperado em meu quarto.

— Desculpe por essa bagunça — Ane se aproximou dele limpando-o com o guardanapo.

— Tudo bem, então Jake, você pode me contar o que aconteceu? — olhei para ele, e ele afirmou em seguida.

— Meu pai falou que eu poderia passar a tarde fora, então eu saí com meu irmão, mas eu queria irrit- ver as espadas, e acabei me perdendo dele — fez uma cara triste.

Definitivamente ele ia dizer que queria irritar o irmão!

— Então alguns homens me pegaram sem eu perceber e me levaram para um lugar com várias crianças, acho que são traficantes de pessoas, mas eu conseguir fugir com um pedaço de arame — ele sorrio inocente.

Me pergunto como uma criança fez tal proeza de fugir de um mercado de pessoas com um pedaço de arame, mas tenho medo de ouvir a resposta, então vou ignorar.

— Faz quanto tempo que você está fora de casa?

— 3 dias, eu acho... Talvez mais.

— Bem, você sabe onde seus pais moram?

— sim! 

— Ane, pegue os materiais da minha mesa de escrita — Ela trouxe a pena, tinta, folhas e carimbo para uma carta.

— Pode escrever uma carta para eles? — Ele afirmou e começou a escrever, depois de um tempo me entregou a carta.

— Preciso que você escreva o endereço ou o nome de sua família aqui na frente para o carteiro entregar — Sorrir leve para ele.

— Eu escrevo, mas só se você prometer brincar comigo — ele sorriu parecendo que estava prestes a destruir uma casa.

— Certo, certo, irei brincar com você.  

— YEEEY — Ele comemorou e escreveu o nome na carta, e mais um símbolo estranho na frente, parecia ser uma espécie de código, ou marca pessoal.

Ele me entregou e o que eu li por incrivel que pareça, não me surpreendeu tanto: "Palácio Imperial"

O terceiro príncipe tinha sido sequestrado, mas eles não poderiam fazer um aviso pois ninguém conhecia ele ainda.

— Agora podemos brincar? — Sorriu.

——————

¹*\= Imagine esse beco como um "T" a parte mais curta é onde ela passava da casa de chá ao "estacionamento" mas tinha um beco maior que se conectava no meio dele.

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