— Ane, tenho algo a lhe pedir — Sentei no sofá de descanso olhando para ela.
— O que senhorita? — O tom baixo e trêmulo da voz dela deixava óbvio a sua ansiedade e medo.
— Estou tendo dificuldades em me dar bem com meus empregados, você poderia me dar uma sujestão de como melhorar isso?
— Eu posso está me arriscando com essa pergunta, mas vendo como ela ainda está com medo de ser acusada posso conseguir uma solução rápida.
— E-eu... Eu não sei dizer com certeza senhorita, mas as outras empregadas elogiam bastante os chefes que ajudam elas. — A resposta reseiosa de Ane foi o suficiente para fazer meus olhos brilharem.
— Se eu quiser a confiança deles, tenho que mostrar respeito e fazer eles ficarem em dívida comigo, um favor arrasta o outro.
— Bem, então procure alguns serventes que estejam passando por dificuldades, e traga por escrito para mim, sem avisar a eles sobre isso.
— Sim, Senhorita. — Ane se curvou e saiu do quarto apressadamente como se estivesse fugindo de um animal selvagem.
Suspirei pesadamente enquanto me recostava no sofá.
Enquanto Ane não voltava eu não deixava de pensar sobre o que eu venho fazendo.
— eu não costumava manipular as pessoas assim, isso não é algo ruim? Eu estou no corpo de uma vilã mesmo não sendo uma, mas manipular alguém para meu próprio bem estar, não me faz ser tão egoísta quanto?
— Mas ao mesmo tempo, por mais que não pareça tanto, ainda é minha vida que está em jogo, se eu não fazer isso, ninguém vai fazer por mim, se eu não tiver a mentalidade, para manipular as empregadas, quem dirá quando eu ver Valentina...
— O baile... A preparação do baile de inverno é quando tudo começa, estamos no dia 16 de dezembro, faz um mês que eu cheguei aqui, passei esse mês apenas coletando informações básicas e entendo mais sobre o funcionamento do reino Valey que não mostrava no livro, finalmente vou começar a mover a história, ao meu favor.
— Não sei se vou ter tempo para resolver tudo aqui. — Bati os dedos no apoio do sofá impaciente.
A batida de Ane na porta foi ouvida logo em seguida.
— Entre — Ela entrou cuidadosamente com um pequeno caderno em sua mãos.
— E-eu procurei algumas das empregadas que estavam passando por problemas financeiros, e... escolhi para a senhorita justamente as que, mais são vistas nas rodas de conversar... — Ela falou em voz trêmula enquanto me entregava o caderno e suas anotações.
— Hm... — os problemas das empregadas não pareciam requer muito trabalho, não para alguém na posição de marquesa, um colar ou um par de brincos já salvariam suas vidas.
— Queria ter jóias assim antes, assim não precisaria ir dormir tão tarde por conta do trabalho.
— Chame elas aqui, uma por vez irei ajudá-las — Ane afirmou se preparando para sair.
Olhei a lista atentamente e me deparei com um nome no final.
— Leah...
— Ah, Ane um momento, Leah é a chefe das empregadas?
— Sim, senhorita. — Ela pareceu confusa com minha pergunta repentina.
— Deixe para chamar ela amanhã, as outras podem vir — Ela fez uma leve reverência antes de sair.
— De algum jeito, eu tenho que pensar em uma forma de fazer isso útil.
Assim como pedi, Ane trouxe todas empregadas separadamente, todas elas me agradeceram profundamente pela ajuda, e no dia seguinte de acordo com Ane, rumores da minha boa ação já vinham circulando entre elas.
Eu pensei em algo talvez um pouco besta, mas que pode me favorecer, não estou em posição de perder oportunidades como essa.
Ane me ajudou a se preparar depois de acordar, ela ainda parecia receosa, mas não tanto quanto ontem, não posso pedir muito já que a ameacei.
Estou esperando ela chegar com a Leah, não posso evitar de ficar nervosa, até porquê, recusar minha proposta para ela não é nada impossível.
Ouvi a batida na porta como sinal de Dana, que logo em seguida entrou com Leah, ambas fazendo uma pequena reverência.
— Então senhorita, o que deseja de mim? — A face seria de Leah não mudou, e a voz grosseira e ríspida se mantém.
Eu me preparei mentalmente para encontrar com ela, não posso negar que estou ansiosa, mas não estou igual a primeira vez que a vi, posso falar com naturalidade, sem deixar mostrar que meu coração está a mil.
— Quero te oferecer uma proposta. — Gestuei a mão para ela como se estivesse oferecendo algo.
— Proposta?
— Soube que você está passando por algumas dificuldades por dívidas, — O rosto dela ficou hostil como se fosse um animal prestes a atacar, mas continuei. — Pagarei suas dividas, se você trocar de cargo com a Ane, o que acha?
— Se-Senhorita? — Ane se assustou com a proposta e Leah parecia ter ficado desconfiada com isso.
— É uma ótima proposta para as duas, com um cargo maior para Ane ela terá mais propostas para casamento, e Leah terá mais pontos na sociedade como minha empregada pessoal, estou errada?
As duas se entreolharam, e Leah olhou fixamente para mim.
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Atualizado até capítulo 17
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