Naquela noite, Christian ouviu um barulho estranho, parecia que algo havia se abrido e pela manhã as suas incertezas foram confirmadas, Christopher havia fugido.
Catherine o procurou desesperada, ela chamou a polícia, no entanto, a polícia não podia a ajudar, só depois de 24 horas que eles poderiam averiguar o caso. Mesmo Christopher tendo transtorno, a polícia não poderia fazer nada.
Talvez se ela tivesse feito alguma coisa naquele momento, Christopher não estaria perdido no mundo a fora.
Tragando o cigarro lentamente o menino soltava a fumaça nas suas narinas em um leve momento de transe. Ele deveria voltar ao serviço, os seus vícios ainda eram evidentes, estava bêbado naquela manhã de quinta-feira, mas era menos do quê quando morava com os seus pais.
"Se quiser namorar um homem, deverá agir e se vestir feito uma mulher! " Amélia, como esse nome o irritava. Ela rasgrasgou as suaspas pela última vez, o humilhou pela última vez o obrigando a vestir aquele vestido horrendo.
O menino não aguentava mais aquela pressão psicológica que ela o impunha, vestindo aquele vestido e se olhando no espelho, o garoto surtou, ele pegou a tesoura que havia cortado todas as suas vestes e começou a atacar o seu verdadeiro problema.
Amélia se apavorou quando viu a tesoura em sua mão, e quando a mulher tentou tirar-lhe a tesoura, o menino se perfurou com força no abdômen e retirou a tesoura, fazendo o mesmo movimento mais três vezes. Ele ria enquanto se perfurava, ria enquanto dizia que o vestido agora estava perfeito, ria quando via seus sangue escorrendo na roupa, ria enquanto as lágrimas saíam de seu rosto.
15 dias internado no CAPS, não resolveram muita coisa, mesmo com o psicólogo lhe ajudando com remédios controlados, os seus surtos eram intensos, qualquer coisa ele conseguia fazer de arma. Havia conseguido se cortar com uma colher de ferro que o mesmo quebrou. Esgotado todas as alternativas, o menino foi para o hospital psiquiátrico durante alguns meses até a sua febre mental diminuir.
Por um momento ele pensou que conseguiria acabar com tudo e finalmente ser livre, mas, na verdade tentaram lhe colocar na linha com os suas tarjas pretas, e para que tudo isso fizesse efeito, sem que o menino fosse internado de novo, ele foi colocado em observação com consultas periódicas da psicóloga que lhe deixou sair depois de vários meses presos naquele inferno.
Os seus pais lhe visitava no CAPS, toda vez que iam, o menino tinha que tomar valium. Amélia o enlouquecia com suas conversas de ele não era agradável a Deus, que o menino só seria curado se agisse feito uma pessoa normal e que aquilo tudo que estava acontecendo era o diabo que havia entrado em sua vida. Daniel diferente de Amélia, falava para o menino que ele estava fazendo drama, era um preguiçoso e agora tinha desculpa para não fazer nada, Daniel o afirmava que ele era idêntico a preguiçosa da Amélia. que também inventava desculpas para não trabalhar, e que assim que ele saísse do CAPS, Daniel lhe colocaria em um serviço para ele aprender a ser gente e parar de fazer drama.
Quando o menino ganhou alta, parecia que o mundo estava diferente, o sol queimava os seus olhos o vazio parecia estar dentedentroeu corpo, mas estava de alguma forma preso, não era tão intensivo como antigamente. O menino se sentia enjoado e estimulado a fazer qualquer coisa, chegando em casa ele estava disposto a fazer o que deveria ter feito antes, mas por medo ele não havia dito nada.
_ Tirar os seios?! Está ouvindo Daniel?! Ele ficou 6 meses no CAPS para chegar em casa e nos dizer que quer arrancar os seios! (Mamãe surtou).
_ Não nos envergonhe mais... Você sabe muito bem que é uma menina! Já basta essa forma ridícula de se vestir, agora quer arrancar parte de seu corpo? Perdeu o juízo de vez? (Daniel deu um tapa tão forte na mesa, ele estava perplexo).
_ Eu vou fazer a cirurgia! Eu não me sinto bem com esse corpo, eu não me sinto uma menina! Eu não gosto de ser assim, e eu consegui o dinheiro para fazer a cirurgia e ela já está marcada! (Antes ter ficado calado, mamãe esperneou irritada).
_ Você é uma menina! Você não vai vair e nem cortar nada, está me ouvindo! Se você marcou essa bobeira, você vai desmarcar agora! (Amélia passou a mão no rosto transtornada, ela não queria conversar, sua voz estava alterada, mamãe nem sempre era flexível).
_ Se você for fazer essa cirurgia,eu juro por Deus, você vai sair dessa casa e não precisa mais voltar! Eu não vou te considerar mais nada nossa! (Apesar de mamãe estar furiosa, a frieza de papai que me deu mais medo).
O tempo passava e a frieza daquele lar ficou cada vez mais intensa, seus pais discutiam e os ameaçavam em lhe colocar na rua. O menino se amargurava e ficava perdido no meio de si mesmo. Quando o dia chegou, o garoto olhou aquele quarto verde musgo e pegou algumas coisas.
Sem dizer nada aos seus pais, ele arrumou sua sacola e saiu de casa, sem se despedir nem nada, tudo que lhe fazia mal, era viver com eles, sua mente era uma bagunça por causa deles, o menino não sabia se os amava ou os odiava, ele tinha medo e incertezas. Mesmo assim ele se foi, naquele ambiente estranho cheio de luzes e cheiro de desinfetante, seus olhos se fechava com aquela máscara estranha.
O menino sentia medo de ficar sozinho, mas gostava muito de ficar são. Na sua casa sua sanidade era perdida constantemente, viver longe por questão de saúde, talvez lhe ajudaria a se encontrar e ser feliz por algum momento, ele cortou para fora tudo que lhe dava tormento.
O menino estava praticamente há um ano sem os ver, foi muito difícil, ele queria voltar para seus pais, no entanto, ele foi insistente e conseguiu viver passando alguns maus momentos, ele as vezes tinha pequenos surtos, mas era algo momentâneo e leve comparado aos que tinha quando ficava perto de Daniel e Amélia, se olhar no espelho era menos doloroso do quê antes. Jessie ria o zombando, mas as vezes ele a estilhaçava com facas afiadas e ela se calava por alguns dias.
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Atualizado até capítulo 28
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