_ A sua mãe não vai gostar de saber que você não está comendo! Não está indo na escola, não está mexendo no foguete, nem nas ferramentas! (Tia Anna sentia tanto medo quando via Christopher triste, já havia dias que ele estava moado).
Ela colocava a mão na testa do francês, mas ele não aparentava estar febril, ele não espirrava e nem tossia. As vitaminas que tomava para suprir o que faltava faziam efeito, então não era anemia.
_ Descobriu o que ele tem? (Robert a indagava, o menino também não contava as coisas para seu tio, Chris sentia mágoa do tio Robert, ele havia escondido as conversas da sua mãe e a protegia quando o francês a maldizia alegando que ela era hipócrita).
_ Não! Ele não fala nada, só fica naquele galpão escondido naquele colchão, não come, não brinca com aqueles robôs, não vem para casa! Você deveria falar com ele, Chris não mede língua com você e você o onhece melhor que eu! (Ela dizia séria, Anna sabia que Robert é Chris tinham uma conexão forte, mesmo sabendo que ambos escondiam segredos um do outro).
Subindo as escadas de madeira, o homem chegou ao segundo andar do galpão fadigando, tudo estava organizado como sempre, Christopher tinha toc, o francês odiava bagunças. Olhando para o francês que parecia distante, o homem abriu a gaveta de sua cômoda e pegou uma peça de roupa, o francês olhou para ele sério.
Robert então pegou um desodorante e ameaçou em jogar na roupa, Chris não suportava cheiros estranhos em suas roupas. Tio Robert era mau, jogou perfume em sua blusa e a jogou no chão como um adolescente imundo, Robert espirrou desodorante pelo cômodo todo, no chao as gotas caíam feito chamas, depois ele pegou outra peça de roupa e fez a mesma coisa e esfregou a calca no chao com seus pés para ela pegar cheiro, provocando o francês o olhando nos olhos. Quando ele pegou a terceira peça, o francês já estava vermelho e se levantou da cama furioso tomando o desodorante da mão de seu tio e recolhendo suas roupas do chão completamente enojado.
_ Desgraça, está empestiando o quarto com essa catinga! Olha que nojo, eu vou ter que por fogo nisso! Nem esfregando esse cheiro sai da minha roupa e nem do meu chão! Como eu te odeio! (Robert riu, Chris não estava doente, estava de pirraça).
_ Olha essa boca suja, pensei que o gato havia arrancado a sua língua! (Robert dizia debochado e Chris espumava de raiva).
_ Isso é impossível, gatos não arrancam as línguas das pessoas, e você é um velho imbecil por acreditar nesta mentira estúpida! Agora me deixa em paz que eu não quero falar com você, seu traidor imundo! (Rebelde, e desbocado estava com raiva do seu tio por ele permitir que Catherine falasse com o rapaz).
_ Sua mãe tem o direito de falar com você! As coisas não giram conforme a sua vontade, e eu já lhe disse para afrouxar essa língua, porquê se o gato não arrancar eu mesmo a arranco! (Dando um cascudo no francês tio Robert sentou no colchão e tossia, aquela tosse interminável deixava o seu pulmão a ponto de explodir).
O francês fechou o rosto e ficou mudo novamente, não era justo ele ter que falar com alguém que havia o jogado para o outro cuidar, se Catherine não o queria por que ela insistia em vê-lo? Ela era uma praga indecisa, e Christopher não a queria em sua vida. Ele também sentia falta do garoto, não entendia o motivo dele sumir da escola, dele sumir do galpão, dele não o responder e nem atender suas ligações. Christopher sentisentia a suaa, sentia-se estranho como se houvesse perdido algo, algo inexplicável e profundo, perdeu a amizade do seu amigo sem ao menos saber o porquê.
_ Gangnow.?! O seu foguete não voou de novo, é por isso que está emburrado? (Pegando a revista, Robert olhava a lixeira, o francês era obcecado por algo que nunca daria certo).
Negando, o francês franzia confuso. O francês não gostava daquele cheiro de perfume no seu quarto, e o cheiro do menino parecia que ainda estava em seu colchão.
_ E vai ficar mudo para mim, ou vai deixar sua tia ficar calma lá em casa? A Anna não consegue dormir direito se você não come e nem vai à escola, eu penso que o senhor não reparou, mas ela tem medo de subir aqui e mesmo assim ela vem te ver, porquê se preocupa com você! (Robert suspirava ofegante, ele ainda está doente, Chris reparava aquilo,, o seutio sempre estava doente).
_ O... eu não sei porquê, mas acho que ele me odeia! Eu fiz o café para ele, mas quando cheguei aqui... já havia ido embora, depois me ignorou nos envios das mensagens e parou de ir à escola! Eu tentei ligar, mas eu não sei porquê ele não me responde! (Christopher resmungava magoado, o menino as vezes sumia, mas o respondia três ou quatro dias depois, mas já havia dois meses que o garoto havia sumido e não respondia suas mensagens).
_ Que triste! (Irônico Robert o respondeu apertando o peito).
_ Eu estou falando sério! (Rugindo o francês pegava um esfregão e limpava o que seu tio havia feito)
Mais Robert não rebateu, sua fadiga estava o deixando muito cansado. Christopher resmungava feito um louco, e Robert puxava ar pela boca, aquelas escadas haviam o deixado mal novamente, só que dessa vez sua fadiga piorou, a última vez que havia subido naquele lugar, o seu peito doeu quase uma semana, o homem mal saía da cama passando um mal terrível e dessa vez aquela fadiga voltou e o gosto de sangue veio junto.
_ Vai me ignorar também? (Chris mexeu nos óculos debochando de seu tio, e se assustou quando viu o seu tio roxo com o nariz sangrando).
Christopher se apavorou quando viu aquilo, mas Robert mostrava que estava tudo bem, o francês ficou desesperado e desceu até a sua tia a chamando apavorado.
Anna sentia pavor daquelas escadas, mas ela subiu e quando chegou em seu marido, ele estava tão doente que ela não queria que ela dissesse nada. Anna simplesmente ligou para Marlon e depois de alguns minutos o homem foi levado pelo hospital novamente, Chris não havia entendido nada, mas Anna não parecia estar surpresa com aquela cena.
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Atualizado até capítulo 28
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