_ Eu só fiz esforço demais, Christopher! Estou forte feito um urso! (Com um tubo no nariz, seu tio o respondia com um semblante cansado).
_ O que ele tem doutor? Meu pai está delirando de novo! (Com um rosto inchado o garoto arrumava os seus óculos ainda perdido).
_ Ataque de bronquite! Seu pai vai ficar bom logo, logo! (O médico era um cara bom).
Anna olhava o seu marido conversando com o francês, e quando ela o olhava, seu corpo arrepiou, ela sabia que Robert estava piorando, mas ele era teimoso demais para aceitar ficar bom.
Quando Christopher saiu, ela ficou do lado dele por um momento em silêncio, Robert passava a mão no rosto de Anna, ele sabia que ela não estava contente, mas era melhor assim, ele não queria que ela ficasse preso a ele para sempre.
_ Não faz esse rosto, você é tão feia chorando! (Passando os dedos no rosto dela, Robert olhava com desgosto).
_ Eu te odeio seu idiota egoísta! (Ela chorou com raiva).
_ Egoísta? (Anna dizia coisas estranhas e difusas).
_ Sim, egoísta! Como pode fazer isso comigo? Você me enganou falando que era bronquite e me mandava chamar o Marlon quando as crises pioravam! (Enfiando a mão no rosto ela se angustiava de raiva) Como sou burra meu Deus! (A tristeza tomou conta do seu rosto).
_ Não fala besteiras, é bronquite! (Robert resmungava sério).
Anna lhe deu um tapa irritada. Robert a olhou confuso enquanto a ouvia choramingando sobre o motivo dele ter a escondido as coisas. Robert ficou muito mal ao ver Anna daquela forma, seu rosto ficou sem graça.
_ Eu não quero que você fique comigo! Você não quer me largar e eu não quero te fazer chorar! (Ele dizia coisas sem sentido).
_ Robert, o que está acontecendo com você? Você prefere morrer do quê gostar de mim? Você me odeia, é isso?! (Mais confusa ela ficava).
_ Eu não te odeio! Eu não quero que você sofra, Anna! Catherine tem razão, o menino é igual a mim, por isso ela o mandou para cá! Meu pai me mandou para cá também, para eu não envergonhar a porcaria daquela empresa e realmente eles tinham razão nessa merda toda! Um louco na família, quem vai querer isso? Hã?! Era para eu ter morrido há muito tempo, meu pai me jogou aqui sem rumo algum, ele só me jogou no meio daqueles boias frias e me mandou virar homem no meio daquelas canas! Eu senti medo, eu era garoto e lançava no meio daquelas pessoas estranhas, eu morria de medo do jeito que elas me viam, do jeito que elas referiam a mim! Até hoje me olham estranho, pensa que eu não percebo quando suas amigas vão lá em casa e me olham como se eu fosse um demônio... (Ele reclamava, a morfina o fazia dizer coisas sem sentido).
_ Para de dizer besteiras! Você é um demônio mesmo, e você não esconde isso de ninguém! Bicho ruim, se quer morrer então morre, mas não me faça voltar aqui e sofrer ao ver o garoto te olhando enquanto você se suícida! (Ela o respondia friamente).
_ Não diga para o Christopher que estou doente! Ele não precisa saber dis...(Ela apertou sua boca com um rosto franzido).
_ Você deveria contar para mim e me escondeu isso! Quer que eu minta para ele também? Quer que eu diga o quê? O imbecil do seu tio resolveu se matar, pois não quis cuidar de um tumor que ele já sabia há meses, mas mesmo assim deixou a porcaria da doença espalhar pelo seu corpo todo e deixar sua tia sozinha por ele ser um egoísta, desgraçado, um imbecil que só fala de uma droga de transtorno que não interfere em nada na nossa vida, no nosso relacionamento, na nossa intimidade, mas mesmo assim ele não quis viver por ser um grande filho da... (Anna sentia pavor de ficar sem ele e ódioem tê-lo escolhido).
Quando mais jovem ela havia tido alguns predentes bem arrumados, tinham nomes, sua família também a incentivava casar com alguns deles, chegaram a um ponto de lhe arranjar casamento, já que a moça não gostava de nenhum. Ela gostava de Robert, ele era diferente, ficava no meio dos boias frias, mas não se parecia com eles. Robert tinha boca de fogo, os boias frias mal o compreendiam quando ele resmungava, e eles morriam de raiva quando o francês os chamavam de asnos sem futuro.
À noite a garota saía pela janela para ver o rapaz, seus pais não gostavam dele, diziam que ele era um "pé rapado" e ela iria se casar com alguém de "porte", mas a menina era teimosa feito uma mula, atrevida feito uma meretriz qua do via o garoto francês com aqueles cabelos dourados refletindo sobre o celeiro iluminado pela querosene quente. Ela dizia coisas estranhas e rebeldes, isso fez Robert se instigar por aquela morena fogosa. Perto dos pais ela parecia ser santa, mas a noite ela colocava fogo no celeiro junto do francês com ideias absurdas de dominar o céu e a terra.
Eram tão jovens, era tão inocentes seus olhares, e tão indecentes seus toques e palavreados, no meio do celeiro tudo acontecia, era instigante aquela aventura no campo. Era tão instigante a ponto de seu pai surtar qua do a pegou mostrando os ombros nus para o rapaz que estava todo vermelho a encarando com um riso no rosto.
Robert foi expulso da fazenda, e Anna foi forçada a se casar com um filho de coronel esnobe. O homem era horrível, ele falava formalmente, parecia que sua mente só pensava em dinheiro, ela o desprezava.
Um dia antes do seu casamento, a moça havia mando uma carta para o francês estranho, que a respondeu em pseudônimo. Era ridículo, mas era real, ela fugiu pela janela e foi morar como concubina com o francês boca de fogo, no instante em quem fugiu, ela perdeu as suas terras, sua herança e seu nome de filha, seu pai a negou, mas Anna nunca a ligou para isso, era jovem aventureiro e homem nenhum a mandaria fazer o que ela não queria, por isso, ela amava o francês, ele não ligava par o que diziam, Robert dizia o que queria, criava coisas e era esperto.
Eles passaram mals momentos juntos, ela cortou cana com ele, passaram fome, sofreram muito na vida, mas aos poucos foram arrumando suas vidas, cada um com sua esperteza os fez chegar onde estavam e era por isso que ela queria o estrangular, se ele a negasse naquele momento, ela mesmo o mataria com gosto.
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Atualizado até capítulo 28
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