Erros

Quando Christopher chegou naquele lugar estranho, com luzes coloridas, som alto, pessoas dançando praticamente nuas em um palco enquanto alguns davam dinheiro por aquilo, ele ficou perplexo, principalmente quando viu que seu amigo era conhecido lá dentro. O francês ficou desesperado ao ver o menino pegando alguns drinks e ficando do seu lado o oferecendo um gole.

_ O que é isso? Por que estão se despindo lá em cima? Aquele homem te deu uma olhada estranha, ele que te mandou aqui? (Chris parecia diferente, preocupado e com raiva).

_ Para de ficar nervoso, se não você não vai se divertir em nenhum momento! Bebe e relaxa, você está com um rosto muito estranho e eu não gosto de te ver desse jeito! (Quando o menino bebia, ele se expressava melhor).

Com um riso bobo no rosto, o garoto olhava Chris com a bebida na mão mostrando a danceteria. O francês não parecia querer dançar, então o rapaz deu de ombros e foi para a pista. Chris não sabia que ele dançava, Chris o olhava de longe, o corpo dele mexia conforme a música, ele parecia flutuar, era belo e imundo com aqueles gestos provocantes.

Francês estúpido, o que estava pensando em fazer indo com o garoto para lá? Um pedaço da noite ele corroía de ciúmes ao ver o garoto dançando com outros, mexendo aquele esqueleto de formas suaves atraindo carniceiros com a sua performance tosca. Christopher murmurava bebendo, ele já havia perdido a conta de quantos copos havia virado.No início era horrível, queimava a garganta, seu estomago revirava, nao era um sabor que ele gostava era horrível, mas depois aquele gosto lhe deu uma sensação estranha de satisfação e aguços a sua superioridade intelectual, o menino se sentia superior às pessoas que estavam lá dentro.

Voltando ao bar, o menino sorria levemente, seu olhar brilhava naquele ambiente escuro. Seus cabelos azuis selvagens pareciam desgrenhados pelos toques daqueles animais que pulavam em sua volta, querendo lhe roubar atenção ou um pouco de si, por apenas um minuto de prazer. Seu nome não era muito puro naquele ambiente, o garoto não era tão puro como antes, já havia ficado com pessoas que não aceitavam a sua rejeição.

_ Eu quero ir embora! (Christopher gritou com ele e franziu o rosto emburrado).

_ Vá, se nao esta se divertindo vai embora! (O menino respondeu sutilmente pedindo mais um drink e tirou da sua carteira um cigarro enquanto olhava um rapaz que o encarava profundamente fazendo gestos provocantes).

Christopher viu aquilo e fuzilou o rapaz puxando o menino para si, tomando o cigarro de seus lábios e colocando na boca. Chris não sabia fumar, mas era teimoso e acendeu o cigarro e com um gesto rápido o tragou violentamente se engasgando com a fumaça.

Tossindo, o francês ficou vermelho desviando o olhar do garoto que o encarava pasmo. Quando viu o francês pegando o copo da sua mão e o virando feito um fatio. Chris não era daquele jeito, estava agindo estranho há vários dias, mas aquilo era o cúmulo!

_ Qual foi? Perdeu o juízo mexendo com minha mercadoria? (O rapaz que encarava profundamente o menino, ficou furioso ao ver Chris tomando as coisas do rapaz e pegou o francês pelo colarinho enraivado).

O garoto não era dele, Christopher o negou vermelho. O menino não tinha dono, se tivesse, Christopher saberia. Puxando Christopher do rapaz, o menino não ficou nem um pouco contente com aquela situação estranha, ele já havia rejeitado aquele homem três vezes e mesmo assim ele insistia em perseguir o garoto.

_ Eu não sou seu, e eu não gosto que você fique pondo medo em meus amigos! O francês pode pegar o que quiser de mim, eu o banco, hoje o francês está comigo e não quero que ninguém o sacaneie! (Sacanamente aquele Cabelinho Azul ria do homem que olhava o francês irritado).

Nisso o garoto puxou o francês que parecia que queria socar o homem que o ameaçava de longe com aquele olhar frio. O menino o levou para o banheiro e jogou água no rosto pálido daquele loiro idiota que negava encostar naquela pia imunda.

_ Eu não gosto que mexam em minha coisas, está escutando? E você está fora de si, como vou te levar para casa estando desse jeito? Robert vai me matar! (O menino dizia a ele, mas não dizia baixo, dessa vez sua voz era ouvinte).

_ Imundo! (Chris limpava o rosto franzido).

O menino se sentiu horrível ao ouvir aquelas palavras vindo dele. O garoto se sentiu mal por ter levado Chris naquela imundice de inferninho, o francês havia até tragado um cigarro, Robert iria matar o garoto se soubesse o que ele fez com o seu pupilinho loiro. O garoto só fazia besteiras, Christopher com certeza não queria nem beber, e agora estava tonto igual ele, era dois bebums em um inferninho escuro.

_ Seu pano caiu no chão! (Beijo no pescoço, assustado e um pouco tonto o rapaz viu Christopher lhe dando um sorriso bobo, depois de ter-lhe dado um beijo no pescoço).

_ Você está fedendo! (O velho manto, ele sempre dava segurança para o garoto, estava surrado, mas vivia grudado no menino independente para onde ele fosse, o pano era como Louie, era sensível, o escutava e lhe dava conforto).

Chris o encarava, ainda sentia um pouco de ciúmes, mas também segurança ao ver o garoto do seu lado. Seu corpo estava estranho, tudo brincava em sua frente, mas o garoto ele não mexia, era imóvel, parecia uma escultura, era delicado, seu rosto era diferente e suave. Chris não entendia, seus sentimentos estúpidos, eles o atrapalhava a raciocinar direito, suas mãos suavam, seus pensamentos eram intrusivos e a vontade de sentir cheiro do rapaz era algo que o deixava muito louco.

Dentro do carro, era tão estranho ver as luzes fortes da cidade, se ele entrasse em casa, sua tia surtaria ao vê-lo tonto, seu tio iria ficar muito bravo. Querendo ou não, tio Robert era uma fera quando sabia das coisas erradas que o francês fazia e o castigaria.

Com aqueles cabelos azuis encostando em seu ombro, o menino se sentia sonolento, antes de irem para o inferninho ele havia tomado zolpidem e valium, com certeza as drogas brigavam para ver quem o derrubaria primeiro, por isso o menino mal sentia suas pernas, enquanto olhava deprimido para frente.

Quando chegaram no local, Chris resolveu dormir no galpão, ele pegou o garoto e o levou com ele, Chris sentia medo de que alguém o molestasse na rua ou descontasse seu preconceito nele. Chris acabou o levando para cama, e com alguns gestos bobos acabou dormindo junto do rapaz.

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