O sol acima de sua cabeça gradualmente esquentou e a luz se dispersou.
Depois de caminhar muito, as pernas de Audrey começaram a doer.
De vez em quando alguém passava. Ela olhou para os assentos do supermercado e se aproximou lentamente.
Depois de um pouco de sombra, Audrey finalmente soltou um suspiro de alívio.
Ela olhou para a água na prateleira do supermercado e sua garganta seca doeu um pouco.
No entanto, antes que ela pudesse fazer qualquer coisa, um grupo de pessoas segurando microfones de repente se aglomeraram na frente dela.
"Você é a jovem senhora da família Sartori, Audrey Sartori?"
Um microfone foi colocado na frente dela e homens e mulheres desconhecidos se aglomeraram ao redor fazendo perguntas.
Audrey ficou chocada por um momento. Ela imediatamente levantou a mão para cobrir o rosto e evitou a câmera.
Ela negou.
— Você pegou a pessoa errada.
Ela queria ir embora, mas a estrada estava bloqueada.
Essas pessoas pareciam ter vindo preparadas e não planejavam deixá-la ir.
"Senhorita Sartori, ouvi dizer que você não viveu feliz com o jovem mestre Sartori depois que se casou. O jovem Mestre Sartori não gosta de você. Você tem algo a dizer sobre isso?"
"Com a formação do Jovem Mestre Sartori, posso perguntar como você se casou com ele há dois anos?"
"Se os mais velhos da família Sartori não gostam de você, como você vai se estabelecer em uma família rica no futuro?"
"Alguém bem informado disse que você tinha uma irmã que morreu em um acidente de carro há três anos. Alguém disse que você causou deliberadamente a morte dela. É assim mesmo?"
"Por que você matou sua própria irmã?"
Perguntas afiadas se seguiram.
Era como uma lâmina afiada que cortava seu coração.
O rosto de Audrey ficou sem cor. Os rostos das pessoas à sua frente eram frios e ferozes, tão ferozes que parecia que queriam abrir seu coração para ver.
"Senhorita Thompson, por favor, responda às nossas perguntas!"
— Eu não…
Audrey balançou a cabeça e evitou o microfone.
Ela queria escapar, mas não havia saída.
No caos, alguém a empurrou e ela tropeçou.
Um grito baixo de surpresa veio da multidão, mas ninguém estava disposto a ajudá-la.
Clique! Clique!
As câmeras acima de sua cabeça piscavam sem parar. Todos estavam registrando seu atual estado de angústia, querendo receber as manchetes amanhã. Ninguém se importava se ela estava ferida.
Ela queria negar!
Ela não usou nenhum truque para fazer Pietro se casar com ela!
Ela não queria matar sua irmã!
Porém, ela sabia muito bem que essas pessoas já haviam tirado sua primeira impressão. Eles não acreditariam nela.
Audrey sorriu amargamente. As pontas dos dedos dela afundaram nas palmas das mãos. Seu peito estava tão vazio que ela se sentia totalmente fraca e não conseguia escapar dessa situação.
— Desculpe, por favor, abram caminho.
Quando ela estava mais indefesa, uma voz séria de homem veio de fora.
Os olhos de Audrey estavam cheios de lágrimas enquanto observava a multidão recuar.
A pessoa caminhou em direção a ela e se agachou.
Ela não conseguia vê-lo claramente. Seu coração estava entorpecido. Na cena quase inconsciente, ela deixou escapar:
— Pietro...
O corpo à sua frente congelou.
Lorenzo olhou para ela atordoado, sentindo emoções confusas.
Ele a lembrou suavemente:
— Audrey, sou eu.
Com essa voz, a visão de Audrey tornou-se gradualmente mais clara.
Ela murmurou:
— Lorenzo, obrigada por estar aqui.
Essas palavras fizeram os olhos de Lorenzo ondularem.
Ele agarrou o braço dela. Era claramente um dia ensolarado, mas a pele da mulher debaixo dele estava muito fria.
Lorenzo franziu os lábios com força, incapaz de esconder a preocupação entre as sobrancelhas.
Seu rosto gentil ficou subitamente sério, mas seu tom era gentil.
Ele disse:
— O chão está frio. Levante-se primeiro.
Ele a ajudou a se levantar e olhou para os repórteres que foram parados pelos guarda-costas e não se atreveram a tirar fotos novamente. Seus olhos estavam frios.
— Eu não sabia que o trabalho de vocês era interrogar uma garota fraca.
Os repórteres se entreolharam.
Todos na indústria sabiam que a família Zuyan vivia no exterior o ano todo e sempre se manteve discreta no mercado interno.
Embora Lorenzo não tivesse retornado há muito tempo, todos sabiam que ele era famoso por seu bom humor. Agora que ele estava disposto a ficar ao lado de Audrey, o relacionamento deles não deveria ser simples.
Por causa das chamadas manchetes, alguém arriscou a morte para perguntar:
"Existe uma razão especial pela qual o Jovem Mestre Zuyan está tão preocupado com Madame Sartori?"
Lorenzo olhou para a pessoa. Era uma repórter de vinte e poucos anos.
Por cortesia final, ele sorriu para ela.
— Audrey Thompson é uma velha amiga minha. No meu coração, ela é minha irmã.
A repórter não esperava que a verdade fosse assim. Ela abaixou a cabeça e não falou.
A multidão ficou em silêncio.
Lorenzo e Audrey mantiveram uma distância adequada. Não era ambíguo nem distante.
Ele a ajudou a se levantar e perguntou gentilmente:
— Você consegue andar?
Audrey assentiu mecanicamente, seus olhos ainda incolores.
Ela deu dois passos com ele, mas seus passos eram instáveis.
Lorenzo franziu a testa de dor e só conseguiu dizer:
— Audrey, me culpe quando voltarmos.
Os cílios molhados de Audrey tremeram, mas ela não se opôs.
Ele se abaixou e a pegou.
Em meio à surpresa da multidão, ele a carregou até o banco traseiro do carro. A mão dele, que estava reprimida há muito tempo, finalmente pousou na cabeça dela.
Suas palavras reconfortantes foram gentis.
— Audrey, está tudo bem.
Audrey baixou os olhos e ficou tão quieta quanto uma boneca sem alma.
Ele suspirou e disse:
— Espere por mim. - Então, ele saiu do carro.
Atrás dele, o guarda-costas segurava um guarda-chuva.
Lorenzo observou outra pessoa correndo da multidão. Ele abaixou a cabeça e perguntou:
— Jovem Mestre, como vamos resolver isso?
Ele olhou para o grupo de pessoas inquietas, seus traços faciais geralmente gentis revelando uma crueldade que não lhe pertencia.
No entanto, ele ainda tinha que ser racional.
Ele disse:
— Não há necessidade de esconder deliberadamente o que anunciei. Lembre-os de não escrever muito sobre hoje. Não escreva mais nada a menos que seja verdade.
Se eles não escrevessem, naturalmente não fariam nada com ele. No entanto, era difícil dizer sobre Audrey.
Ele tinha que pensar por ela.
— E as foto**s**?
Os olhos calmos de Lorenzo olharam para um carro na beira da estrada. A janela do carro bem fechada cobria a felicidade e a raiva da pessoa.
Seus lábios se estreitaram.
— Não quero ver nada feio. - Ele sussurrou.
O subordinado entendeu e correu para a multidão.
Quando Lorenzo voltou para o carro, o humor de Audrey já havia melhorado muito.
Ela gritou com voz rouca:
— Lorenzo.
Lorenzo sentou-se ao lado dela, separado por um espaço do tamanho de um punho.
— Você estava com medo?
Audrey abaixou a cabeça e assentiu.
Lorenzo estava com medo de pensar muito e mudou de assunto. Ele sorriu vagarosamente e disse:
— Cheguei na hora certa.
Audrey não entendeu o que ele quis dizer. Ele apontou para seu relógio caro.
O relógio marcava 12 horas.
— Perfeito. Podemos comer juntos.
Audrey hesitou.
Então Lorenzo disse:
— Se você voltar sozinha, eles podem segui-la.
Ele estava se referindo ao grupo de repórteres de antes.
Audrey sentiu um medo persistente ao agarrar a camisa.
Ao ver isso, seu coração doeu tanto que seus olhos castanhos escureceram. Ele tomou a decisão por ela.
— Para o restaurante.
O motorista respondeu:
— Sim.
Audrey perguntou rapidamente:
— E aquelas pessoas?
— Não se preocupe. Eu cuido disso.
Só então o nervosismo de Audrey diminuiu um pouco.
— Obrigada, Lorenzo.
Lorenzo olhou para ela gentilmente.
— Se você quiser me agradecer, agradeça mais tarde, depois do jantar.
O carro se afastou lentamente do local da farsa.
Fora do supermercado, a multidão se dispersou gradativamente.
Num carro à beira da estrada, a temperatura caiu drasticamente e fazia frio.
Simon não se atreveu a respirar muito alto. Ele olhou para o homem no banco de trás cujo rosto estava extremamente frio.
— Jovem Mestre, a grande mídia já ligou. Não haverá mais repórteres perseguindo a Jovem Senhora.
Seu olhar frio seguiu o carro em que a mulher estava até que ele desapareceu.
— Jovem Mestre, a jovem senhora… foi levada pelo Jovem Mestre Zuyan novamente.
Os lábios do homem se curvaram em um sorriso zombeteiro.
Assim que ele terminou de falar:
— Você não precisa me reportar os assuntos dela novamente.
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Atualizado até capítulo 123
Comments
Paulo Eliane
gente se essa autora for a mesma que escreveu a história marido em estado vegetativo derepente abre os olhos então a história vai ficar a desejar a protagonista além de ser humilhada não tem voz a história é muito machista onde a mulher é humilhada sem direito já tô triste onde o marido abandona a própria sorte pra especulação machista /Sob//Sob//Sob//Sob/
2024-07-03
1
Zelia maria De sousa
autoras me diga uma coisa!Oque vcs tem contra mulheres?Não tem uma história que às mulheres não sofra,principalmente às protagonistas.
2024-05-06
2