Ela não estava errada.
Uma leve camada de raiva apareceu no rosto de Pietro, junto com intensa decepção e repulsa.
— Você ainda é tão hipócrita quando faz algo errado. Audrey, você realmente não sabe como se arrepender.
Audrey tremia toda e seus olhos de repente perderam toda a cor.
Suas palavras foram repentinas e distantes.
Isso se transformou em outra frase em seus ouvidos:
"Você causou a morte de Adie e ainda vive neste mundo com a consciência tranquila. Audrey, você não sente nenhuma culpa ou arrependimento? Como você pode suportar isso?"
Atordoada, Audrey sentiu como se uma lâmina afiada tivesse perfurado seu peito. A dor se espalhou por seus membros.
Ela era como uma pessoa morta. Todo o seu corpo estava frio e ela não conseguia se mover.
Com lágrimas nos olhos, Audrey não conseguia ver os dois com clareza. Seus lábios tremiam inconscientemente quando ela disse:
— Sinto muito.
O repentino pedido de desculpas surpreendeu Hailey.
Ela olhou para a pálida Audrey e depois para Pietro. Ela hesitou e respondeu suavemente:
— Está tudo bem. Eu não levei isso a sério.
No entanto, Audrey não conseguiu ouvi-la.
Hailey gritou e apontou para os joelhos.
— Irmã mais velha, suas pernas estão sangrando!
Audrey de repente voltou a si e olhou para suas feridas.
A pele de ambos os joelhos estava aberta e o ferimento do lado direito era ainda mais grave. O sangue escorria por sua panturrilha esbelta.
— Irmão Pietro, a perna da irmã mais velha está machucada. Deve ser muito inconveniente. Por que você não a manda de volta primeiro? Será a mesma coisa se nos encontrarmos mais tarde. - Sugeriu Hailey.
Audrey franziu os lábios, o rosto cheio de resistência silenciosa.
Hailey apertou o braço de Pietro e implorou como uma criança mimada.
— Irmão Pietro, por favor, mande a irmã mais velha de volta primeiro. Estou te implorando.
A voz da mulher era ensurdecedora. Uma camada de frio cobriu o rosto de Audrey.
— Não há necessidade.
A choradeira parou.
Audrey estava sem expressão.
— Vão se divertir, não se preocupem comigo.
A mão de Pietro se apertou lentamente. Sua raiva desapareceu, deixando para trás uma frieza que ninguém poderia tocar.
Ele olhou para a mulher desgrenhada à sua frente. Suas costas deliberadamente retas revelaram seu caráter teimoso e inflexível.
Os lábios finos de Pietro se contraíram enquanto ele zombava friamente:
— É você mesmo, Audrey. Eu realmente tenho que agradecer por sua generosidade.
A expressão de Audrey, que fingia estar relaxada, congelou de repente.
O homem baixou os olhos e parou de olhar para ela. Ele disse gentilmente para a mulher ao lado dele:
— Vamos.
— Mas irmã mais velha…
Pietro parou no meio do caminho e seus lábios se curvaram em um profundo sorriso de escárnio.
— Madame Thompson, é atenciosa e sensata. Ela não vai se importar com um assunto tão pequeno.
Ele enfatizou a última palavra.
Hailey alcançou seu objetivo. Ela parecia arrependida, mas seu tom não conseguia esconder sua felicidade e presunção.
— Sinto muito, irmã mais velha. Não posso fazer nada sobre o irmão Pietro ser assim. Faremos um movimento primeiro.
Os dois contornaram ela, entraram no carro e foram embora.
Audrey tocou seu peito. Estava vazio e frio. Não doeu, mas foi opressivo e desconfortável.
As lágrimas caíram sem aviso.
Ela estava nervosa e enxugou o rosto aleatoriamente. Então, ela mancou até a beira da estrada e quis chamar um táxi.
Porém, depois de muito tempo, não havia nenhum carro vazio.
Audrey sorriu amargamente. A decepção e a impotência gradualmente engoliram seu coração.
Era como se o mundo inteiro a tivesse abandonado.
Ela ficou parada no cruzamento por um longo tempo antes de desistir e mancar em direção à sua residência.
Porém, pouco depois, um carro parou ao lado dela.
Audrey ficou intrigada e parou no meio do caminho.
A janela do carro baixou e o rosto divino do homem apareceu.
Seu tom ainda era frio e suas palavras pareciam uma ordem.
— Entre.
Audrey não sabia por que ele havia retornado e não estava com vontade de se preocupar com seus movimentos. Afinal, há mais de dez minutos, ele assistiu friamente outra mulher vir intimidá-la.
Ela prendeu a respiração.
— Vá acompanhar sua senhorita Hailey. Eu não preciso da sua caridade.
— Se você não precisa de caridade, para quem está arrastando esta perna machucada?
Sob a crítica suave, o rosto de Audrey ficou tenso.
— Eu não preciso que você se importe.
Os contornos do perfil lateral de Pietro eram claros e perfeitos, exalando clara impaciência.
— Audrey, não esqueça quem você é agora.
Seus olhos examinaram seu rosto pálido. Seus lábios estavam franzidos de forma zombeteira e ameaçadora.
— Não me envergonhe com o título de Jovem Senhora da família Sartori. Entre. Não me faça dizer isso pela terceira vez.
Audrey cerrou os punhos e sentiu-se humilhada.
No entanto, ela não teve chance de retaliar. Ela só conseguiu levantar a mão para abrir a porta do carro e entrar sob o olhar frio do homem.
O enorme carro estava estranhamente silencioso.
Audrey quase pressionou todo o corpo contra a porta esquerda do carro, não querendo encarar o homem ao lado dela.
Pietro pôde ver sua resistência. Ele franziu a testa ligeiramente e perguntou:
— Você voltou para a família Thompson?
Sua voz era fria e sem emoção.
Audrey cerrou os punhos.
— Sim.
O carro ficou ainda mais silencioso.
Audrey franziu a testa, pensando que continuaria perguntando. Inesperadamente, o homem não disse mais nada.
Dez minutos depois, o carro parou em frente ao condomínio Sartori.
Audrey abriu a porta e saiu do carro. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, o carro já havia partido.
Ela agarrou a ponta da camisa e mancou até a porta.
À noite, Audrey comeu um pouco. Depois de envolver os pés com uma bandagem, ela foi ao banheiro tomar banho.
O barulho de um carro veio lá de baixo, abafado pela água.
Quando Audrey terminou de soprar o cabelo e sair, já se passava uma hora.
Olhando para o homem sentado no sofá, Audrey parou no meio do caminho.
No sofá, a postura de Pietro era desenfreada. Sua mão estava no braço do sofá e havia um cigarro entre seus longos dedos. Faíscas tremeluziram e fumaça branca permaneceram. Suas longas pernas de proporções perfeitas estavam cruzadas como se estivesse esperando por ela há muito tempo.
Audrey retraiu a surpresa em seu rosto e disse sem rodeios:
— Qual é o problema?
Sob a luz laranja, seus olhos profundos e escuros pousaram nela.
Audrey soltou um leve suspiro e caminhou cambaleante até a cama. Quando ela passou por ele, sentiu um leve cheiro de álcool.
Ela se virou e olhou para ele.
— Você está bêbado.
Ela parecia muito certa.
Pietro grunhiu baixinho. Audrey sentou-se na cama e abriu o cobertor, sem planejar se preocupar com ele.
Depois de muito tempo, não houve nenhum movimento no sofá.
— Estou indo descansar. Por favor, saia!
Audrey estava muito calma, o que deixou Pietro muito infeliz.
Ele cambaleou e se levantou, virando-se para olhar para ela.
— Se você estiver bêbado, volte para o seu quarto e descanse.
Pietro não respondeu e deu uma profunda tragada na fumaça.
O cheiro de tabaco circulava em seu peito e lentamente saía de seus lábios finos junto com suas emoções reprimidas.
Então, seus dedos relaxaram e o cigarro caiu.
Ele cambaleou em direção a ela.
Audrey arregalou os olhos e avisou:
— Pietro, seu quarto fica no primeiro andar. Vá...
Antes que ela pudesse terminar a frase, a outra parte já havia atacado ela.
Ele facilmente conteve as mãos dela e pressionou as pernas para baixo, tornando-a incapaz de lutar ou se mover.
Audrey gritou de dor:
— O que você está fazendo?! Solte-me!
O cheiro insuportável de álcool nele aterrorizou Audrey.
Pietro abaixou o corpo e examinou o rosto dela com seu olhar penetrante. No final, ele murmurou gentilmente:
— Ah, Adie, é você?
Audrey congelou por um segundo e ergueu os olhos confusa.
— Adie?
Quê?
Antes que ela pudesse reagir, Pietro já havia se inclinado para frente e pressionado seus lábios finos contra os dela.
Todo o corpo de Audrey estava tenso. Ela rapidamente evitou os lábios dele e gritou:
— Pietro, não enlouqueça com o álcool. Eu não sou Adie!!
Ela entendeu imediatamente.
Não. Ela não era Adie!
Ele estava determinado a usá-la como substituta de Adie.
Suor frio escorria por sua testa. Audrey pressionou o peito de Pietro, mas não conseguiu se comparar à força do homem.
A mão dele passou por baixo da blusa dela.
Audrey gritou:
— Pietro, você está louco?! Eu não sou Adie!!!
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Atualizado até capítulo 123
Comments
Paulo Eliane
gente que história mais louca ver se entendi adie com Audrey uma morreu e a outra em coma e o pai casou Audrey nú lugar da irmã morta é isso????🤮🤮
2024-05-08
2
Cristiane-10 oliveira
poxa Audrey vc me decepcionou em pedir desculpa pra 🐍 da hailley! E sobre o Pietro ele tem o mesmo problema que o pai dela, em fazer tudo pela reputação! !!?
2024-05-07
0
Nely carvalho
só me digam uma coisa a Audrey é bobinha, porque se for tachau!!! Comigo é tiro, porrada e bomba.
2024-04-12
1