Ele assinou a minha rescisão de contrato, somou todos os meus direitos, assim como gorjeta, comissão. Abriu a gaveta contando as notas de 100 reais. E não parava de contar. Eu estava ficando com medo, era muito dinheiro, ele tirou um papel e fez eu assinar, olhei e li, vi que tudo estava certo, só achei a quantia muito grande.
— Nossa! Mas é muito dinheiro, senhor.
— Ele ficou me olhando, e me encarando admirado com a minha surpresa com tanto dinheiro. Talvez ele não estava acostumado a lidar com pessoas honestas, eu acho que alguma das dançarinas pediu mais, ou queriam cobrar na justiça por algum motivo, ou por danos morais.
Para mim que não estava acostumada com tanto dinheiro. Colocou dentro de um envelope e pediu para eu depositar no banco. E fizesse o que eu quisesse, mas não era para eu sair por aí com aquela quantia toda.
Foi a melhor coisa ter saído de lá. Falou para mim que não precisava mais fazer o show naquele dia. Ele tinha esperança que eu mudasse de ideia, talvez com todo aquele dinheiro fosse uma forma de fazer eu mudar de ideia.
Segundo ele, eu estava fazendo muito sucesso no clube que estava sempre lotado quando eu me apresentava. E a maioria dos clientes gostavam tanto de me ver fazer os shows. A única coisa que eu queria era sair de lá, não estava interessada em fama e sucesso. Falei para Isabel.
— Saí daquele lugar. Acabou meu ciclo, e não sou mais striptease!
— Nossa que boa notícia, que alívio, mas quero deixar bem claro que não estou te obrigando a fazer isso, por mim você pode continuar!
— Pensando bem não é uma boa, eu como babá da sua filha. Tenho que dar um bom exemplo, e outra, ainda mais que você vive num bairro chique de pessoas elegantes. Mas também de pessoas maldosas e preconceituosas. Imagina suas amigas descobrirem que tem uma babá que cuida da sua filha, que na verdade é uma Streep? Não vai cair bem, e quem pode sofrer com isso é a Emily?
— Eu entendo e fico muito feliz com a sua decisão.
— Ela faria qualquer coisa para me defender. E que a vida era dela. Agora eu estava livre para me dedicar ao meu novo trabalho como babá e cuidar da Emily como ela merece, e cuidar de Isabel também que agora eu tenho como uma irmã, uma amiga que eu nunca tive. Eu saindo do clube espero que ninguém saiba que um dia trabalhei naquele lugar.
A única falta que eu vou sentir é das minhas colegas, e do meu patrão é claro, por ser gentil comigo. Após termos colocado tudo pra fora o que aconteceu no clube quando pedi demissão, pedi licença e fui ver como estava Emily, que estava brincando em seu quarto.
Estava trocando a roupinha e falando com a boneca como se fosse a filha dela. Eu fiquei espiando sem perceber, e Isabel estava atrás de mim. Nós duas estávamos encantadas com ela.
E quando nos viu veio correndo para encontro de nós duas. Aí eu percebi o quanto ela precisava de carinho. Não quis comentar esse assunto que poderia magoar Isabel. Pensei comigo mesma que a partir de hoje as coisas vão mudar para vocês duas.
Ninguém mais vai maltratar a Emily, e Isabel encontrará seu equilíbrio mental, farei mudança significativa na vida de Isabel, para que ela não se sinta tão insegura assim. Para que ela encontre o equilíbrio e seja feliz porque ela merece, ela tem caráter, tem bom coração.
E se depender de mim farei com que ela descubra o caminho da felicidade, é claro, que tudo depende dela também.
Eu apenas mostrarei o caminho, quero mostrar o que ela deve fazer. Todo ser humano precisa ser feliz. A Emily veio na nossa direção abraçar nós duas. Isabel comentou algo que me deixou intrigada.
— Às vezes me sinto culpada.
— Por que você se sente culpada?
— Eu com esses meus problemas de ciúmes, e de insegurança desconfiando do meu marido se preocupando mais com o meu casamento, e esqueci um pouco da minha filha, fechei os olhos para algumas coisas que estava acontecendo nessa casa, e nunca imaginei que minha filha pudesse estar sendo maltratada. — Me senti aliviada quando Isabel falou nesse assunto então contei o que aconteceu naquele parque.
— Ainda bem que você colocou aquela babá fora daqui, ela não era boa coisa.
— Como assim? O que você está querendo dizer?
— Antes de te conhecer e vir trabalhar contigo eu já conheci a Emilly.
— Como assim você já conheceu a Emilly? E de onde?
— Ah foi um dia desses que eu estava num Bar lanchonete comendo um sanduíche. Aí de repente sai um pouco para andar pelo parque para espairecer a minha cabeça, quando de repente eu ouvi um grito de uma criança chorando pedindo socorro. Eu senti um desespero que eu tive que ir atrás daquela voz quando vi a tua ex babá agredindo a sua filha, pegando pelo braço, e batendo nela. Eu cheguei perto dela e tirei a Emily das mãos dela. E a minha fúria era tanto que quase quebrei o braço dela, e ameacei dizendo para ela.
— Se eu ver você mais uma vez levantar essa mão imunda para essa menina eu quebro seu braço.
— Nossa juro que jamais poderia imaginar que isso aconteceu?
— Isso aconteceu. Só que eu jamais poderia imaginar que era sua filha, e desde aquele dia nunca esqueci, e ficou marcado na minha mente. E de vez em quando eu passava por aquele parque para ver se caso não acontecesse de novo porque pessoas como essa tal Verônica fazem uma vez, faz sempre.
— Agora estou entendendo porque ela não queria sair com ela. Mas graças a você que abriu meus olhos.
— Mas agora ela está em boas mãos. Farei tudo para ela ser feliz e protegida.
— Eu sei disso.
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Fatima Gonçalves
MÃOS A OBRA
2025-03-22
0
Rita Silva
Td acertado, bora trabalhar!!! /Sneer//Sneer//Sneer/
2024-03-18
1