As coisas começaram melhor que encomenda, porque Emily queria dormir comigo e não mais no quarto dela. E por mim não tem nenhum problema.
Acontece que isso pode causar ciúmes em Isabel. Já que ela foi educada a dormir em seu quarto. Isabel me surpreendeu positivamente não se importando que ela dormisse comigo.
Assim ela se sentia mais segura comigo do que dormir sozinha. E da minha parte eu me sentia honrada por ter a confiança de pessoas que nunca vi na vida. A primeira noite foi difícil eu conseguir dormir vendo Emily abraçada em mim de forma carinhosa como se estivesse agarrada em um urso de pelúcia.
Ah, como eu precisava desse abraço! Era gostoso demais sentir esse calor humano de uma criança linda como era a Emily, como eu estava feliz sendo amada por pessoas que me acolheram tão bem. Eu me sentia em casa.
Era como se eu estivesse voltando de uma longa viagem. Eu estava sendo valorizada por pessoas estranhas, era um sonho que eu estava vivendo. Contei uma história para Emily e ela dormiu abraçada em mim como se eu fosse a mãe dela.
Chorei como nunca chorei em toda minha vida. Havia muitas emoções à flor da pele. E pensar que eu fui expulsa de casa pela minha própria família, em que perdi o direito de me justificar sobre os acontecimentos.
Mil vezes me perguntava porque meu pai era tão duro comigo a ponto de me expulsar de casa?
Como pode um pai fazer isso com uma filha? Jogar ela na rua da amargura com uma filha nos braços? E eu que achava que ele me amava, foi um covarde em se submeter aos caprichos da vaidade. E se preocupar com as opiniões dos outros como se fazendo isso ia ser aplaudido? Será? Eu chorava e me me abraçava mais forte a Emilly, jurei proteger ela de qualquer perigo, faria qualquer coisa para fazer ela feliz.
E Isabel é uma mulher extraordinária. Eu via nela como uma irmã que eu nunca tive, ao mesmo tempo uma mãe que faltava em minha vida, e uma amiga como um anjo que caiu do céu.
E por causa disso resolvi pedir demissão do clube em que eu fazia show de striptease. Não gostava de fazer o que eu fazia. O que me prendia eram as amizades que eu fiz com as minhas colegas.
Difícil escolher. E se existe uma coisa que eu não gosto é de ser ingrata. Ainda mais depois de tudo que eu passei na vida, e as pessoas me ajudando, e eu agora virar as costas! Não sei como vou fazer. Hoje é sexta-feira que eu vou fazer meu último show de striptease.
Meu patrão está chegando de viagem, e vou explicar minha situação. Acredito que ele vai me entender as minha razões, e os motivos porque tenho que sair.
E para dizer a verdade eu ganhei muito dinheiro lá fazendo sucesso. Só que esse sucesso não combina com a minha personalidade. Não sou esse tipo de mulher, prefiro trabalhar honestamente. Não que o trabalho que eu esteja fazendo não seja honesto, mas não foi isso que eu sonhei para minha vida.
E só de imaginar que um dia minha filha possa descobrir que um dia trabalhei quase nua no palco para homens barbados? Não, isso, não. Eu não quero. Eu tenho que dar um bom exemplo, eu não quero que a minha filha fique sabendo sobre essa mancha no meu passado, e nem consigo me perdoar pelo que eu fiz. Já não basta os problemas que eu tenho, e não sei como vou explicar caso um dia eu a encontre.
E como vou revelar que a mãe dela um dia trabalhou como uma striptease que dançou quase nua para os barbados por desespero. Espero que um dia me perdoe e me entenda.
Quando entrei no escritório, meu patrão ficou surpreso com a minha presença. Acreditou que eu poderia estar querendo pedir um adiantamento, mas não era isso, sentei numa cadeira que ele pediu para eu sentar, e fechou a porta. Queria saber o porque eu estava querendo sair. Eu fui direto ao assunto, disse que eu não queria mais trabalhar.
— Como assim você não quer mais trabalhar aqui? Aconteceu alguma coisa?
— Não aconteceu nada, apenas consegui um emprego de babá, que para mim é mais digno do que estar trabalhando aqui. — Ele ficou me olhando, e me analisando incrédulo.
— Eu achava que você gostava de trabalhar, aqui, parecia feliz, as mulheres dão a vida para trabalhar aqui?
— Eu sei senhor, te agradeço por tudo que tem feito por mim, mas quando eu vim aqui trabalhar é porque eu precisava urgentemente, e agora eu vou trabalhar de babá, espero que o senhor me entenda.
— Eu sei que é difícil, eu entendo, mas eu não posso te obrigar a trabalhar onde você não quer. Vou sentir muito a sua falta, você estava fazendo o maior sucesso aqui no meu clube, mas se não tem outro jeito, desejo boa sorte.
— Obrigado senhor, espero que você encontre alguém a altura, e que faça mais sucesso do que eu, mas aqui não é meu lugar, eu não era feliz, ainda vou fazer os últimos shows, mas caso um dia precisar pode contar comigo
— Não vou dizer que dessa água não beberei, mas quem sabe um dia você volte e as portas estarão abertas.
— Obrigado senhor, mais uma vez eu quero agradecer pela oportunidade.
— Por favor, não me chame de senhor, eu não sou tão velho assim.
— Eu sei que não é uma questão de hábito, e por respeito, foi assim que eu aprendi, é assim que me criei, os meus pais ensinaram-me essa educação.
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Fatima Gonçalves
VDD VAMOS VER
2025-03-22
0
Glaucia AP de Freitas d Silva
podia ter fotos dos personagens mais a história é linda
2024-07-06
0
Rita Silva
Até q o patrão da boate foi gentil, entendendo o lada. da Sabrina!!! /Good/
2024-03-18
2