Isabel me levou para o quarto de hóspedes. É bem verdade que eu nasci de uma família bem de vida, mas nunca imaginei estar num lugar como aquele.
Um luxo que só vi em filmes. Não sei como descrever tamanho do quarto, espelho grande e cama espaçosa, um guarda roupa de 12 porta espelhado. Nossa Ana precisa saber. Assim que der, eu ligo para ela contando as novidades, é claro.
O tamanho da mansão não dá para descrever, realmente são podres de ricos, meu Deus como uma mulher rica e linda como Isabel pode se sentir tão insegura?
Enquanto Isabel me mostrava o quarto que eu ia ficar e o quartinho da Emily, nossa, tudo lindo cheio de brinquedos de todos os tipos e cores. Emily chegou da escolinha e veio correndo para os meus braços me abraçando forte.
— Voxê veio?
— Sim, minha princesa, e vim para ficar se você quiser, é claro.
— Mas é claro que sim.
— O abraço era tão apertado e gostoso, que por incrível, até eu deixei uma lágrima descer dos meus olhos, porque naquele momento eu fiquei imaginando que fosse a minha filha. Isabel ficou admirada e orgulhosa pelo fato de que estava fazendo a coisa certa.
Já tinha que colocar os pés no chão e entender de uma vez por todas que a Emily não era minha filha. Era apenas um anjo que estava completando um vazio dentro de mim, arrancando aquela solidão que eu sinto desde que eu perdi minha filha por circunstância do destino, da qual eu fui obrigada a dar a minha filha para adoção.
Estava tudo pronto para eu dar início ao meu trabalho. Eu acredito que não há mais empecilho, o contrato de trabalho ainda não havia sido assinado, mas já estava tudo encaminhado. E pelo que eu fiquei sabendo, a última palavra era de Isabel.
O marido dela se chama Raul Monteiro. Ele está viajando e a qualquer momento pode estar chegando. E pelo que eu sei, ele é dono de uma rede de hotéis, restaurantes e de clubes de dança, e shopping Center. Era super poderoso e milionário. Ele costuma viajar muito para os Estados Unidos e a Europa, até Dubai dos Emirados Árabes.
E fica semanas viajando, talvez seja essa a razão de Isabel se sentir insegura pelo fato dele viajar muito, talvez ela tirasse conclusões precipitadas, mas eu não tiro a razão dela.
Afinal de contas, nenhum homem merece a confiança. Eu sou uma que não consigo, e não sei se vou conseguir um dia confiar em algum homem.
Mas mudando de assunto, toda vez que ela toca o nome do marido, eu sinto uma sensação estranha, um aperto no peito, talvez tenha medo que ele não aprove eu como babá da filha dele, às vezes acontece quando a mulher gosta da pessoa, e o marido que não gosta. E vice-versa.
O uniforme que a Isabel me deu é ridículo. Um vestido longo até abaixo do joelho. Eu tenho que prender o cabelo, e colocar uma touca branca. Eu pareço mais uma camareira do que uma babá, mas tudo vale a pena, até que eu gostei, porque não quero chamar atenção de ninguém.
Não é a mesma coisa que é no clube de striptease onde eu trabalho. É completamente diferente. E caso o marido dela souber não vai me aceitar trabalhando lá como babá da filha dele.
É disso que eu tenho medo, estou até pensando em sair daquele lugar, não é o que eu quero para minha vida, e nunca sonhei fazer aquilo. As circunstâncias da vida que me fizeram eu ir trabalhar para ganhar dinheiro.
Para o meu alívio, e a tristeza de Isabel Raul ligou dizendo que vai chegar em dois dias, parece que houve um imprevisto, ele teve que adiar a viagem, ela é claro ficou triste porque está com saudade do marido, eu fiquei feliz, porque pelo menos por enquanto eu estava segura.
Eu queria ficar perto da Emily e perto de Isabel que para mim eles eram a minha família, e para ser sincera, eu não queria sair daquele emprego estava me sentindo tão bem, e por coincidência o meu patrão do clube não chegou no fim de semana, em que ele passava para ver como estavam as coisas. Ia sexta e sábado à noite.
Eu fazia show das 10 horas da noite até às 4:00 da manhã, depois eu ia embora dormir. O meu chefe por coincidência também estava viajando e eu queria pedir demissão.
Por vários motivos, um, eu teria que casar um dia, e um desses meu medo era que alguém entrasse em contato com a família que adotou minha filha e descobrisse que eu estava trabalhando como uma striptease.
Aí não teria nenhuma chance para ganhar a guarda da minha filha na frente do juiz no tribunal de justiça, é um caso perdido, e eu não podia me dar esse luxo.
Outro motivo, eu não era feliz onde eu trabalhava, e me sentia suja, nunca quis me expor, e ganhava um bom dinheiro, mas não me fazia bem.
Outra coisa que eu detestava era ver os marmanjos babando por mim, e faziam proposta de casamento, coisa que eu não aceitava, sentia nojo de homens colocando dinheiro atrás das minhas calcinhas. Era um trabalho, mas para mim era nojento e desprezível, não nasci para isso, tem mulheres que gostam de chamar atenção. Não é meu caso. E agora trabalhando como babá não preciso passar por essa humilhação.
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Fatima Gonçalves
DIM CHAMA RAUL
2025-03-22
0
Rosana Ramos
O ex namorado dela também se chamava Raul
2024-06-28
0
Celina Daltro
acabei de pensar a mesma coisa,deve ser o dono da casa de strip
2024-05-15
1