...SABRINA...
As coisas estão confusas na minha cabeça. Fui ao salão de beleza falar com a patrona. Ela estava triste, mas ao mesmo tempo feliz por mim e por Isabel, porque as duas eram amigas. Ela acertou minhas contas e pagou todos os meus direitos. É mais um dinheirinho entrando na minha conta.
Eu tinha que falar com a minha amiga Ana, que estava saindo do apartamento e só ficaria no final de semana, eu teria que ver o que eu faria, não podia gastar meu dinheiro pagando um apartamento que eu passei a não usar.
Ela entendeu o meu problema, e me deu maior força, ela ficou feliz por mim. Ela estava voltando para casa dos pais dela. Arrumei a minha mala e coloquei no lugar tudo, o que era necessário, assim como roupas íntimas. Não foi fácil para mim me despedir de Ana, para mim ela era uma irmã que eu nunca tive.
Mas por outro lado, me senti eufórica, porque eu estava ansiosa e não conseguia encontrar uma explicação, porque eu tinha a sensação que a minha vida ia mudar, como se eu pensasse na Isabel como uma mãe, ou uma irmã mais velha. Era uma família que eu estava conquistando.
E Emily, não sei como expressar meus sentimentos em relação a essa menina. Não, não. Ela não é minha filha! Claro que não, mas era como se fosse! Ela estava nutrindo um vazio profundo em minha alma, curando as feridas que ficaram marcadas para sempre, desde o dia em que tive que abrir mão de Morgana, minha filha.
O mais estranho foi que ambas eram loiras de olhos azuis, e davam a sensação de que Emily tinha mais de mim do que a própria Isabel, que era uma mulher de cabelos ruivos escuros, eu ainda não conhecia o marido dela.
E não perguntei como ele era, e não estou interessada em saber. Ainda mais que ela tem um ciúme doentio por ele. Eu estava disposta a mudar sua personalidade. Ouvi a Isabel dizer que precisava acreditar que era bonita. Não havia razão para ela se sentir tão insegura quanto estava. Rica bonita tinha tudo para ser feliz. Um marido maravilhoso, jovem, rico e bonito, segundo ela. Eu não conheço ele ainda. Espero que ele seja o mesmo homem que ela desenhou, só assim vou trabalhar para transformá-lo numa mulher bem diferente do que ele conhece.
É claro que o ideal seria partir dela mesma atitude e não depender de mim. Mas se servia de consolo, todas as pessoas precisam de ajuda. Eu precisei da minha tia que me ajudou até onde ela pôde.
Eu sei que um dia posso ajudá-la com a certeza de que o farei. Para mim ela é minha única família. E meus pais, eu nem gosto de lembrar.
Da forma como me expulsaram de casa como se eu não fosse ninguém. É uma mágoa que vou guardar por toda a minha vida, espero e gostaria de poder perdoar, mas não posso. A vida me ensinou que eu tenho que ser dependente de mim mesma.
Eu tinha que ensinar Isabel a ser mais segura, porque ela não passou o que eu passei, é inadmissível que uma mulher que tem tudo na vida, um marido trabalhador, e honesto.
Não quero saber como ele é, não estou interessada. É difícil acreditar que uma mulher rica e bonita seja tão insegura. Isso não é justo, não fiz por pena, nem por mágoa da minha família, mas Isabel é como uma irmã que eu nunca tive.
Ela me escolheu para ser a babá da filha dela, é porque ela confia em mim, e eu confio nela. Sinto falta dessa amizade que misteriosamente surgiu, me ajudando, e eu ajudando ela. Seria possível transformá-lo em outra mulher completamente diferente do que ela é.
Mas antes de começar esta etapa de tentar mudar a minha vida, devo primeiro me adaptar à nova função, o tipo de uniforme que vou usar para trabalhar como Babá.
Eu me ajudaria, era como se eu estivesse me ajudando. Assim eu ocupo minha mente para não pensar besteira. Ignorar um pouco das coisas ruins que aconteceram no passado, Ignorar as lembranças dolorosas que ainda me machucam. Fui juntando o dinheiro que eu ganhei em outros trabalhos que eu fiz.
E quando eu tiver uma vida definida, financeiramente, então poderei contratar um bom detetive, um bom advogado para localizar minha filha, e também poderei lutar pela guarda dela. É o meu direito.
Depois que conversamos e acertamos todos os detalhes de quando eu ia começar a trabalhar, ou o que ia fazer. Ela me mostrou toda casa, quer dizer uma mansão. O contrato seria assinado no escritório do seu marido.
Foi ele quem contratou outros funcionários, assim como cozinheira e jardineiro. E ela só comandava os empregados, ela nesse aspecto tinha confiança nele. Depois de aceitar as condições de trabalho, no dia seguinte comecei a trabalhar como Babá.
Confesso que eu estava ansiosa para começar meu novo trabalho, me sentia bem, era como se estivesse vivendo num passado não muito distante.
Não sei porque me sinto como se estivesse em casa, como se fosse dona daquela casa. Então fui começando uma nova etapa da minha vida, eu sentia que algo de bom ia acontecer, só não sabia o que era.
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Socorro Melo
tô achando que é o mesmo namora que foi pro viaja
e que a menina é filha dela!
ele adotou e não sabe que é o pai
2025-01-20
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Fatima Gonçalves
SERÁ QUE É O RAUL
2025-03-22
0
Elsa Maria Rego
mulher será q ele já voltou do Estados Unidos e vei p cidade mas p já ter filha nesta idade eu não creio q seja ele
2024-08-11
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