Celma, com os olhos inchados de tanto chorar, pegou seu celular trêmula e discou o número de sua madrinha, Dona Ana. A voz dela estava embargada quando sua madrinha atendeu a chamada.
"Celma, meu amor, o que aconteceu? Por que você está chorando?" Dona Ana perguntou preocupada.
Celma mal conseguia conter o choro enquanto tentava explicar. "Madrinha, as coisas estão um caos aqui. Eu e o Osvaldo tivemos uma briga terrível, e... Eu preciso de ajuda."
Dona Ana podia sentir a angústia na voz de Celma e imediatamente sugeriu uma videochamada para que pudessem conversar face a face. Celma aceitou a sugestão e, em poucos instantes, a imagem de sua madrinha e do padrinho, Sr. Artur, apareceu na tela do celular.
Dona Ana olhou com preocupação para a afilhada. "Agora me conte, minha querida, o que aconteceu?"
Celma respirou fundo antes de começar a narrar a história de sua relação conturbada com Osvaldo. Ela contou como tudo começou, desde o momento em que descobriu a traição dele, até o turbilhão de emoções que culminou na terrível briga daquela noite.
"Madrinha, eu falhei terrivelmente. Eu traí o Osvaldo, e agora estou grávida, mas não tenho certeza de quem é o pai. Nossa relação está desmoronando, e eu não sei o que fazer."
Dona Ana e Sr. Artur ouviram atentamente, seus rostos mostrando preocupação e compreensão à medida que Celma desabafava. Quando ela terminou, Dona Ana tomou a palavra.
"Minha querida, entendo que você esteja passando por um momento extremamente difícil. Mas lembre-se de que você não está sozinha. Nós estamos aqui para te apoiar, não importa o que aconteça."
Sr. Artur assentiu, acrescentando: "O casamento é uma jornada cheia de altos e baixos, minha filha. O importante é que vocês dois estejam dispostos a trabalhar juntos para encontrar uma solução."
Celma, com lágrimas nos olhos, agradeceu pelo apoio de seus padrinhos. Ela sabia que o caminho à frente seria árduo, mas ao menos não enfrentaria essa jornada sozinha. O telefonema com sua madrinha e seu padrinho havia trazido um pouco de conforto em meio ao caos de sua vida.
O destino de Celma e Osvaldo ainda era incerto, mas, por enquanto, ela sabia que poderia contar com o amor e o apoio de sua família para enfrentar os desafios que estavam por vir.
Dona Ana olhou nos olhos de Celma, preocupação estampada em seu rosto enrugado. "Celma, por que nunca nos contou sobre os problemas em seu casamento antes? Sempre estivemos aqui para você, minha querida."
Celma suspirou, lutando para encontrar as palavras certas. "Madrinha, eu não queria preocupar vocês. E eu estava com vergonha... envergonhada por ter permitido que as coisas chegassem a esse ponto."
Sr. Artur interveio gentilmente. "Não há motivo para vergonha, minha filha. Todos os casais enfrentam desafios, e é corajoso procurar ajuda quando as coisas ficam difíceis."
Dona Ana concordou. "E que medidas vocês já tomaram para tentar restaurar o casamento? O que vocês fizeram até agora?"
Celma explicou com tristeza. "Nós tentamos terapia de casais, mas não deu certo. Eu estava disposta a fazer a terapia, mais o Osvaldo recusou-se a participar. Ele não queria discutir nossos problemas."
Sr. Artur pareceu pensar por um momento. "Isso é um problema, Celma. A terapia de casais funciona melhor quando ambos estão comprometidos em fazer dar certo. Vocês precisam encontrar uma maneira de convencer o Osvaldo a participar."
Dona Ana acrescentou: "E, minha querida, não hesite em compartilhar suas preocupações conosco. Nós estamos aqui para apoiar você e ajudar da melhor maneira que pudermos."
Celma assentiu, gratidão brilhando em seus olhos. "Obrigada, madrinha, padrinho. Eu estava me sentindo tão sozinha e perdida, mas saber que tenho vocês ao meu lado me dá forças para enfrentar tudo isso."
A conversa com seus padrinhos trouxe um senso de apoio e orientação a Celma. Embora as dificuldades em seu casamento fossem imensas, ela sabia que não precisava carregar esse fardo sozinha. Com o amor e o apoio de sua família, ela estava determinada a encontrar uma maneira de lidar com os desafios que estavam por vir.
Enquanto Celma conversava com seus padrinhos, uma sensação de resignação tomava conta dela. Ela sabia que o casamento estava em um ponto crítico e que as palavras parcialmente trocadas durante a briga deixaram feridas profundas.
Ela desabafou com tristeza para seu padrinho: "Padrinho, eu sinto que não há retorno depois do que aconteceu hoje. Eu não sei mais o que quero. Estou esperando o Osvaldo voltar, mas esta noite... não tenho certeza. Parece que o nosso casamento chegou ao fim."
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Atualizado até capítulo 30
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