Capítulo 14 O Último Confro, a Todo Vapor

As palavras entre Osvaldo e Celma se tornaram mais cruas e dolorosas a cada instante. A raiva e a tristeza que sentiam transformaram-se num confronto verbal brutal, onde as feridas antigas eram expostas de maneira implacável.

Osvaldo, com os olhos injetados de raiva, continuou a desferir palavras duras e feias, cortando profundamente o coração de Celma. Ele estava cego pela mágoa e pela frustração, e suas palavras eram como punhais afiados.

"Você não tem ideia do que fez comigo, Celma! Você destruiu nossa vida, nossa felicidade!" Osvaldo gritou com fúria.

Celma, soluçando, tentava responder. "Eu sei que cometi um erro terrível, Osvaldo, e eu me arrependo profundamente..."

Osvaldo a interrompeu com um riso amargo. "Arrependimento não vai mudar nada agora, Celma. Você fez uma escolha egoísta, e agora teremos que lidar com as consequências."

As palavras de Osvaldo continuaram a ferir Celma, que lutava para encontrar coragem para responder. No entanto, chegou um momento em que ela não podia mais suportar as palavras cruéis de Osvaldo.

"Celma, você não tem ideia do quanto me machucou com isso!" Osvaldo rosnou, sua voz contribui de amargura. "Você acredita na confiança que temos, destruiu nosso casamento."

Celma, lágrimas escorrendo pelo seu rosto, tentou responder, mas Osvaldo a interrompeu com mais palavras cruéis. "Você acha que pode simplesmente chorar e pedir desculpas e tudo ficar bem? Você estragou tudo, Celma."

A dor era insuportável para Celma, mas ela não podia continuar sendo alvo das palavras venenosas de Osvaldo. Ela respirou fundo e, com voz trêmula, finalmente encontrou a força para responder. "Osvaldo, eu sei que errei. Eu sei que causei dor. Mas não vou permitir que você me trate como um monstruoso. Em uma relação, quando uma falha, o outro também falhou."

Osvaldo foi contra-argumentador, mas Celma o cortou com determinação. "Quem te ouve, até pensa! Achas que tu tens sido perfeito? Você falhou em tantas coisas, Osvaldo. Te achas perfeito! Meu amor, não procura beleza aonde ja não teve a muito tempo. Houve momentos em que eu lutei sozinha para manter o nosso casamento vivo. Há anos que me sinto sozinha nessa relação, há anos vem acontacredita queuações desagradáveis aqui e há anos o diálogo deixou de ser a base da nossas vidas."

Ela ergueu a cabeça com determinação, as lágrimas ainda escorrendo por seu rosto. "Achas que só eu falhei! Não estou aqui para mostrar a sua nudez para não se parecer que paguei com a mesma moeda. Não seja cego para as suas próprias falhas, para o quanto você também magoou-me."

Osvaldo a encarou com surpresa. "O que você quer dizer, Celma?"

Ela respirou fundo, tentando encontrar forças para continuar. "Há anos, Osvaldo, você negligencia o nosso casamento, ignora-me, sai noites e mais noites, volta bêbado, sem se importar com o que estou a passar.

Eu lutei sozinha por muito tempo, Osvaldo, tentando manter nossa relação de pé."

As palavras de Celma ecoaram na sala, e um silêncio pesado abateu-se sobre eles. A tristeza e a exaustão estavam estampadas no rosto de Celma, mas também havia uma determinação resoluta no seu olhar.

Ela finalmente ergueu a voz, tomando uma postura firme. "Numa relação, quando um falha, o outro também falhou, Osvaldo. Chegou a hora de encararmos nossos erros juntos, em vez de apontar dedos. Está na hora de decidirmos o que fazer a partir daqui."

Celma tinha dado um basta às palavras cruéis de Osvaldo e lançado um desafio para que enfrentassem suas próprias falhas e escolhessem um caminho a seguir. O destino de seu casamento permanecia incerto, mas a jornada rumo à redenção e à cura estava longe de chegar ao fim.

A briga entre Osvaldo e Celma atingiu um novo nível de intensidade, e ambos estavam perdendo o controle de suas emoções. Osvaldo, dominado pela raiva, começou a lançar objetos pela sala, dando murros na parede e perdendo-se em um turbilhão de palavras cruéis.

Ele chamou a Celma nomes terríveis, atacando sua dignidade e questionando seu caráter. As palavras feriam como facas afiadas, e a dor estampada no rosto de Celma era evidente.

Osvaldo, tomado pela fúria, tentou avançar contra Celma, mas ela se manteve firme. Ela o encarou com coragem, desafiando-o. "Se isso te trará alívio, vá em frente, Osvaldo. Bata em mim. Se para se sentir melhor tu precisa me machucar, faça-o agora."

As palavras de Celma ecoaram na sala, carregadas de tristeza e resignação. Ela não estava disposta a revidar ou a se esquivar. Ela estava disposta a enfrentar a brutalidade das ações de Osvaldo, se isso pudesse trazer algum alívio para sua alma atormentada.

Osvaldo, com lágrimas nos olhos e soluços, deu um murro com força na mesa. O impacto foi tão grande que a mesa se partiu ao meio, ferindo seu braço e espalhando sangue pela sala. Celma soltou um grito de horror ao ver a cena diante dela.

Com o sangue escorrendo de seu braço ferido, Osvaldo saiu da casa e caminhou para a rua, deixando Celma em um estado de choque. O ponto de não retorno havia sido alcançado, e ambos estavam deixando para trás um cenário destruído e feridas emocionais profundas. O futuro de seu casamento parecia cada vez mais sombrio e incerto.

A casa de Osvaldo e Celma estava envolta em um silêncio tenso após a explosiva briga que havia ocorrido. Celma permanecia escondida atrás da porta, temendo o que poderia acontecer a seguir. Seu coração batia descompassado, e o medo a dominava.

Do lado de fora, Osvaldo caminhava pelas ruas, sua mente em turbilhão. O ferimento em seu braço doía, mas a dor física era insignificante comparada à confusão e à raiva que ferviam dentro dele.

Ele vagava sem rumo, perdido em pensamentos sombrios sobre a situação de seu casamento. Seus soluços ecoavam pelas ruas vazias, uma mistura de tristeza e raiva incontrolável.

Enquanto isso, Celma permanecia encurralada em sua própria casa, ainda abalada pela intensidade da briga. Ela se perguntava como as coisas haviam chegado a esse ponto e o que o futuro lhes reservava.

O destino de Osvaldo e Celma estava mais incerto do que nunca. Eles haviam atingido um ponto de não retorno, onde as feridas eram profundas demais e as palavras cruéis demais para serem esquecidas. O casamento que um dia compartilharam estava à beira do abismo, e eles enfrentariam escolhas dolorosas nas próximas etapas de sua jornada.

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