Capítulo 4 A Camisa Branca

Uma semana se passou, e a casa que costumava ser o lar de Osvaldo e Celma estava mergulhada em uma atmosfera pesada e sombria. A tensão entre o casal só havia crescido desde a noite da revelação da traição. Osvaldo evitava comer em casa, muitas vezes chegando bêbado nas horas mais tardias da noite. Seu silêncio era ensurdecedor.

Por outro lado, Celma já não frequentava a academia, seus dias e noites eram preenchidos com lágrimas silenciosas. Ela se sentia perdida, incapaz de encontrar uma maneira de se redimir por suas ações. Cada momento de silêncio entre eles era uma lembrança dolorosa do amor que agora estava fragmentado.

O diálogo entre Osvaldo e Celma era frio e distante. Palavras cortantes e acusações eram trocadas em momentos raros de comunicação, mas o entendimento mútuo parecia uma ilusão distante.

Em uma noite especialmente sombria, Osvaldo chegou em casa, mais embriagado do que nunca. Ele mal olhou para Celma quando passou por ela, indo direto para o quarto. A porta se fechou com força, ecoando a distância que se havia instalado entre eles.

Celma, sentada na sala em lágrimas, sentiu a solidão envolvê-la. Ela não sabia como consertar o que estava quebrado entre eles, mas uma coisa era certa: o amor que uma vez compartilharam ainda estava presente, mesmo que ofuscado pelas cicatrizes emocionais.

A trama estava num momento sombrio, com Osvaldo e Celma perdidos nas suass próprias dores e arrependimentos. O futuro do seu relacionamento continuava incerto, e o caminho para a reconciliação parecia cada vez mais árduo.

Em uma bela manhã, o sol brilhava através das cortinas da casa de Osvaldo e Celma, criando uma atmosfera de tranquilidade que contrastava com a tensão constante que pairava entre eles. Era um daqueles raros momentos em que a tristeza parecia afastar-se temporariamente.

Osvaldo se preparava para mais um dia de trabalho e estava em busca de uma camisa no guarda-roupa. Sua expressão de frustração era evidente quando ele abriu a porta do armário e não encontrou a peça que procurava.

"Celma," ele chamou com um tom impaciente, "onde estão minhas camisas?"

Celma, que estava na cozinha, ouviu a pergunta e imediatamente sentiu o estômago se apertar. Ela sabia que a pergunta de Osvaldo não era apenas sobre uma camisa, era uma representação de todas as pequenas frustrações e desentendimentos que haviam se acumulado desde a revelação da traição.

Ela se aproximou do guarda-roupa, seus olhos marejados de lágrimas. "Eu não sei, Osvaldo. Eu não tenho mexido nas suas coisas."

A resposta de Celma desencadeou uma explosão de emoções em Osvaldo. Ele começou a revirar o guarda-roupa, suas roupas sendo jogadas de lado numa busca frenética. "É sempre assim, Celma! Nada está no lugar certo, nada está como costumava ser." Lágrimas silenciosas escorreram pelo seu rosto cansado, era difícil para Osvaldo viver aquela realidade.

Celma sentiu um nó na garganta, a tristeza invadindo seu rosto. "Osvaldo, eu sei que as coisas mudaram entre nós, mas estamos tentando superar isso juntos, não estamos?"

Osvaldo parou por um momento, sua raiva dando lugar à melancolia. Ele olhou para Celma, seus olhos cheios de dor. "Eu não sei, Celma. Às vezes, parece que estamos apenas fazendo feridas mais profundas."

A discussão estava a todo vapor, e as palavras ásperas eram trocadas numiclo doloroso. Celma, incapaz de conter suas emoções, começou a chorar, lágrimas silenciosas escorrendo por seu rosto.

Osvaldo, vendo o efeito de suas palavras sobre ela, sentiu um misto de culpa e desespero. Ele se aproximou de Celma e a abraçou, tentando encontrar conforto em meio à tempestade emocional que enfrentavam.

A trama estava numomento crítico, com Osvaldo e Celma lutando para navegar pelas complexidades das suass emoções e da traição que os havia abalado. O amor que compartilhavam estava ferido, mas ainda não estava perdido, e a jornada de reconciliação continuava a ser uma luta dolorosa.

Osvaldo, com o rosto ainda próximo ao de Celma, sentiu o tremor no seu corpo enquanto ela chorava em seu abraço. A raiva que havia surgido momentos atrás foi substituída por um profundo remorso. Ele percebeu que suas palavras duras haviam causado mais dor a ela, e ele não queria magoá-la ainda mais.

Celma, ainda soluçando, ergueu a mão trêmula e apontou para dentro do guarda-roupa. "A camisa está mesmo aqui, Osvaldo, bem na sua frente."

Osvaldo se afastou lentamente, seus olhos seguindo o dedo de Celma até a camisa que ele estava procurando. Era um momento quase cômico, considerando a intensidade da discussão que havia ocorrido. Ele pegou a camisa, sentindo-se envergonhado por sua própria falta de paciência e compreensão.

Um silêncio pesado pairou sobre eles, interrompido apenas pelo som suave do choro de Celma se acalmando aos poucos. Osvaldo olhou para ela com olhos cheios de tristeza. "Celma, eu sinto muito. Eu não deveria ter perdido a cabeça assim."

Celma secou as lágrimas e olhou para Osvaldo, seus olhos ainda úmidos. "E eu também, Osvaldo. Nossas discussões estão ficando cada vez piores, e isso não está nos levando a lugar nenhum."

Os dois compartilharam um momento de compreensão mútua. Eles sabiam que precisavam encontrar uma maneira de se comunicar de forma mais saudável, de lidar com as emoções que os atormentavam sem ferir um ao outro ainda mais.

A camisa, que havia sido o ponto focal da discussão, agora parecia simbolizar a necessidade de clareza e reconciliação no seu relacionamento. A jornada de Osvaldo e Celma rumo à redenção e ao perdão continuava a ser um desafio árduo, mas esse pequeno episódio os lembrava de que o amor ainda existia, mesmo que estivesse escondido sob as camadas de mágoa e desconfiança.

O clima tenso que havia dominado a discussão começou a se dissipar lentamente à medida que Celma ofereceu um gesto de paz. Ela estendeu a mão para pegar a camisa das mãos de Osvaldo, e ele a entregou com cuidado, seus olhos úmidos expressando o alívio de terem evitado mais uma briga.

"Me dê a camisa, vou passá-la enquanto isso", disse Celma com voz suave, demonstrando seu desejo de encontrar maneiras de restaurar a harmonia entre eles. "Aproveita para tomar o pequeno almoço, está sobre a mesa."

Osvaldo assentiu, suas palavras sufocadas pelas emoções que o dominavam. Ele se aproximou da mesa, onde o café da manhã estava preparado, e enquanto se sentava, uma lágrima solitária escapou do seus olhos.

Era um momento de vulnerabilidade para ambos. A mágoa e a tristeza que haviam inundado seu relacionamento estavam longe de desaparecer, mas esse breve instante de entendimento oferecia uma pequena faísca de esperança.

Osvaldo pegou uma xícara de café, suas mãos tremendo levemente, e tomou um gole. Ele olhou para Celma, cujas mãos habilidosas agora alisavam a camisa com cuidado, e encontrou seus olhos.

"Eu sinto muito, Celma," ele murmurou, sua voz carregada de arrependimento. "Eu não deveria ter sido tão duro com você."

Celma parou por um momento e olhou para Osvaldo, seu olhar carregado de compaixão. "Nós dois cometemos erros, Osvaldo. Mas também precisamos encontrar maneiras de perdoar e seguir em frente."

Enquanto eles compartilhavam aquele pequeno-almoço, a casa parecia menos sombria, e a possibilidade de cura e reconciliação brilhava no horizonte. A jornada de Osvaldo e Celma em direção à redenção e ao perdão continuava, e esse episódio os lembrava de que, apesar de todas as dificuldades, o amor ainda podia prevalecer, desde que estivessem dispostos a lutar por ele.

Com o café da manhã compartilhado em silêncio, Osvaldo e Celma sentiram um alívio temporário na tensão que havia dominado sua casa nos últimos tempos. Era um pequeno passo na jornada rumo à reconciliação e ao perdão, mas significava muito para ambos.

Osvaldo olhou para Celma com gratidão em seus olhos, reconhecendo a generosidade dela ao tentar amenizar a situação após a discussão intensa. "Obrigado, Celma, por passar a camisa e pelo café da manhã. Eu estava tão cego pela raiva que não conseguia enxergar o que realmente importa."

Celma sorriu com ternura, seus próprios olhos úmidos. "Osvaldo, todos nós cometemos erros. O importante é que estamos dispostos a enfrentar essas dificuldades juntos e encontrar uma maneira de superá-las."

O silêncio que se seguiu não era mais desconfortável, mas sim repleto de um entendimento compartilhado. Osvaldo e Celma sabiam que a estrada à frente seria longa e cheia de desafios, mas eles estavam determinados a dar uma chance ao amor que compartilhavam.

Após o café da manhã, Osvaldo se levantou e se aproximou de Celma. Ele a abraçou com carinho, e ela retribuiu o gesto com um abraço apertado, como se estivessem se segurando juntos contra a tempestade emocional que os cercava.

"Ei, Celma," Osvaldo começou com uma voz suave, "vamos tentar encontrar ajuda para nós. Um terapeuta, talvez. Não podemos fazer isso sozinhos."

Celma assentiu, uma sensação de esperança renascendo em seu coração. "Sim, Osvaldo, acho que é uma boa ideia. Precisamos de ajuda para navegar por tudo isso."

E assim, com um abraço e um compromisso de procurar ajuda, Osvaldo e Celma iniciaram uma nova fase em sua jornada de redenção e perdão. A estrada à frente ainda seria desafiadora, mas eles estavam unidos pelo desejo de curar as feridas e restaurar o amor que haviam compartilhado por tanto tempo.

A história de Osvaldo e Celma estava longe de terminar, e o futuro permanecia incerto. No entanto, o amor e a determinação que compartilhavam lhes davam a esperança de que, juntos, pudessem superar os obstáculos e encontrar a paz e a felicidade que tanto almejavam.

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!