O dia estava em solarado, Celma estava em sua casa, pensativa com o seu telefone na mão, não o largava por nada, não poderia perder uma chamada ou uma mensagem de Osvaldo, infelizmente nem uma nem outra chegava, era sufocante aquele silêncio profundo, no vai e vem pela sala.
Celma: (suspira) "O dia esta tão ensolarado lá fora, mas aqui dentro tudo parece nublad. Eu não consigo mais e esse maldito do telefone que não toca!" Celma, não tirava os olhos do telefone, esperando ansiosamente por uma chamada ou mensagem de Osvaldo."
Enquanto caminha pela sala, segurava o telefone com firmeza, como se sua vida dependesse disso.
Celma: (suspiro) "Que silêncio sufocante meu Deus! Será que devo ligar!" Celma se joga no cadeirão, ela queria saber o estado do seu amado, a ansiedade só aumentava e o silênciodo telefonea sufocava. Nesse instante a campainha toca, fazendo Celma dar um salto assustado.
Celma: "Oh! meu Deus, julguei que fosse o telefone! Quase confundi a campainha com a melodia do toque." Após se recuperar do susto, Celma se aproxima da porta e a abre, deparando-se com as suas amigas sorridentes.
Chegando-se a porta, lá estavam as suas amigas. "Surpresa!"
Olga: "Sentimos sua falta e decidimos aparecer, esperamos não incomodar!"
Celma, ainda se recuperando do susto, olha para suas amigas com uma mistura de surpresa e alívio.
Celma: (sorri) "Vocês realmente me assustaram! Mas que surpresa maravilhosa. Nem sabia que precisava tanto disso. Não é um incômodo Olga, entrem por favor!"
Sônia segura um buquê de flores coloridas e estende para Celma. "Amiga, Trouxemos flores para alegrar o ambiente, assim como você alegra nossas vidas."
Celma aceita o buquê, agradecendo com os olhos brilhando de emoção. "Vocês são incríveis! Eu estava tão envolvida na minha própria ansiedade que não percebi o quanto precisava de companhia."
As amigas entram na casa da Celma, olhando ao redor com curiosidade.
Olga: "Sua casa está linda, Celma! Faz tempo que não venho para cá. É impressão minha ou andaste a chorar! A sua cara não está nada boa!"
Sônia: "É verdade, por que essa cara de preocupação, amiga?"
Celma: (suspira) "É uma longa história, meninas. Estou esperando uma ligação ou mensagem de Osvaldo, mas o silêncio está me enlouquecendo."
Olga: "Ah, entendi. Os homens podem ser tão complicados. Mas não se preocupe, estamos aqui para alegrar seu dia!" Pega o telefone de Celma, olhando para a tela.
Olga: "Por que não ligamos para Osvaldo e resolvemos isso agora?"
Sônia: "Às vezes, os homens precisam de um empurrãozinho."
Celma: (hesitante) "Não sei, será que é uma boa ideia?"
Sônia: "Vai nessa, Celma! Se ele está te deixando nesse estado, merece um toque de atenção."
Celma hesita por um momento, mas finalmente concorda com um aceno de cabeça. Olga disca o número de Osvaldo enquanto as três aguardam ansiosamente, esperando uma resposta que não vem. Três tentativas sem êxito.
Olga: "📱 Parece que Osvaldo não está atendendo. Talvez ele esteja ocupado mesmo..."
Celma: (frustrada) "Será que ele está evitando minha chamada? Isso está me deixando ainda mais nervosa."
Sônia: "Não se preocupe, Celma. Pode haver muitas razões para ele não atender agora. Vamos tentar novamente mais tarde."
Sônia (pega o telefone): "Vamos dar um tempo, meninas. Às vezes, os homens demoram para perceber que estão nos deixando malucas. Ele vai ligar de volta, tenho certeza."
Olga: "📱, vou tentar mas uma vez!"
A sala fica num silêncio tenso enquanto Olga espera ansiosamente pela resposta do outro lado da linha. O telefone chama, e todas as três amigas prendem a respiração.
Olga: "📱 Sim, mais caiu outra vez na caixa postal. Vamos só mesmo já tentar mais tarde."
Depois de a última tentativa ter fracassada, as lágrimas começaram rolar pelo rosto da Celma, refletindo a tristeza profunda que a consumia. "Não sei mais o que fazer, Olga. O nosso casamento está a desmoronar, e eu fui a causadora."
As amigas ficaram sem entender no princípio, ao ver o cair das lágrimas do rosto angelical da amiga, Olga exclamou: "Meu Deus, Celma! Me diz que é mentira, por favor! Osvaldo descobriu?"
Sônia, preocupada, perguntou: "Celma, do que estão falando? O que aconteceu?"
Celma, soluçando, tentou explicar: "Sônia, eu traí o Osvaldo. E contei tudo a ele, e agora nosso casamento está desmoronando."
Olga, chocada, exclamou: "Meu Deus, Celma! Você não tentou conversar com ele antes? Poderia haver uma chance de consertar as coisas, sem a necessidade de contar-lhe o seu deslize."
As lágrimas de Celma intensificaram-se: "Tentei, Olga, mas a comunicação entre nós já estáva quebrada faz tempo. Eu só queria que ele soubesse o que aconteceu diretamente de mim." Com a voz embargada, confessou: "Já não podia mais esconder minha infidelidade."
As lágrimas continuaram a rolar pelo rosto de Celma, enquanto Sônia, ainda sem compreender completamente, buscava entender a gravidade da situação: "Espera, você contou a ele? Mas por quê?"
Celma, com um suspiro pesado, explicou: "Ele merecia a verdade, Sônia. Nossa relação já estava desmoronando, e eu não podia mais viver na mentira. Agora, não sei se podemos consertar isso."
O silêncio pesou no ar, carregado de tristeza e desespero, enquanto as amigas tentavam assimilar a intensidade da confissão e os destroços emocionais que pairavam sobre o destino do casamento de Celma e Osvaldo.
Sônia, confusa, perguntou: " Não estou a entender! Contou tudo a ele? Celma, por quê? Isso não se conta para o marido!"
Celma, soluçando, respondeu: "Não aguentava mais carregar esse fardo sozinha, Sônia. Ele merecia saber a verdade, mesmo que isso signifique o fim."
Olga, chocada, sussurrou: "Você destruiu tudo, Celma. Sônia, tem razão."
Celma, com a voz trêmula, explicou: "Estávamos à beira do abismo, Olga. Eu me sentia tão negligenciada, tão perdida. Mas agora, a dor que causei é insuportável."
As lágrimas continuaram a escorrer enquanto Sônia tentava entender a magnitude da confissão. "E agora, Celma? O que vai acontecer?"
Celma, olhando para o vazio, confessou com pesar: "Não sei, Sônia. Acho que nosso casamento está além do reparo. Eu estraguei tudo. Eu mesma derrubei os alicerces. "
A tristeza pairava no ar enquanto as amigas tentavam absorver a magnitude do que Celma havia revelado. O peso da confissão e o sentimento de perda iminente tornavam o momento carregado de emoções contidas e uma melancolia palpável.
Sônia, ao perceber a traição, sussurrou com incredulidade: "Mas agora, Celma! diz-me que não é com alguém da academia?"
O silêncio pesado instalou-se, ecoando a tristeza e a inevitabilidade do que estava por vir. O cenário tornou-se melancólico, refletindo a quebra de confiança e a dor profunda que permeava aquele momento.
Olga, com pesar, admitiu: "Infelizmente, é o Paulo! "
Sônia, incrédula, murmurou: "Jesus! Paulo! Que situação, Celma. Eu sempre disse para vocês, não troquem uma Lamborghini por um Mazda. Se você vai trair, que seja por algo realmente valioso, alguém melhor para não gerar arrependimento."
Olga tentou amenizar: "Sônia, por favor, não é hora para comparações. Celma precisa de apoio agora."
Sônia, com um ar de desespero, acrescentou: "E o Osvaldo?"
As lágrimas de Celma traíam sua tentativa de manter a compostura diante das amigas preocupadas. Sônia, tocando levemente no ombro dela, incentivou-a a compartilhar seus sentimentos. "Celma, desabafe. Estamos aqui para te apoiar."
Com um suspiro pesado, Celma começou a desabafar: "Ele pediu um tempo, Sônia. Diz que está destruído. Há duas semanas, desde que partiu para a formação no exterior, não recebo uma mensagem, uma carta, nada. Estou vivendo nesse vazio, sem saber o que pensar ou fazer."
Olga, compreendendo a gravidade da situação, murmurou: "Dois mundos desmoronando ao mesmo tempo. E você, Celma? Como está lidando com tudo isso?"
As mãos trêmulas de Celma refletiam sua angústia. "Estou perdida, Olga. As palavras dele, pedindo tempo, ecoam na minha mente, tinhas de ver como ele ficou. Não sei se há algo a ser consertado ou se já é o fim."
Sônia, abraçando-a, expressou solidariedade: "Vai ficar tudo bem, Celma. Estamos aqui para apoiar, independentemente do que aconteça. A propósito, o Paulo foi só um caso ou ainda estão juntos?"
Celma, entre soluços, respondeu: "Foi apenas um caso, Sônia. Mas isso não minimiza a gravidade do que aconteceu. Agora, estou enfrentando não apenas a perda de confiança de Osvaldo, mas também a dor de destruir o que tínhamos."
Olga, cautelosa, acrescentou: "Independente do que aconteça, Celma, lembre-se de cuidar de você mesma. A reconstrução, seja com Osvaldo ou não, começa por dentro."
Enquanto as lágrimas começaram a rolar pelo rosto de Celma, ela continuou a compartilhar sua dor. "E tem mais... Pauloi, continua ligando e insistindo para que eu o veja. Eu não sei o que fazer com essa situação."
As amigas abraçaram Celma, proporcionando um ombro amigo enquanto ela desabafava. Elas expressaram sua preocupação e apoio, prometendo estar lá para ela, independentemente das escolhas que fizesse.
Enquanto isso, o telefone de Celma tocou, ela correu para pega-lo em sua cabeça só estava o nome do seu amado, mais para sua surpresa o nome que apareceu no ecrã é o do Paulo. Com um suspiro, ela atendeu, sua voz misturada com frustração e ansiedade. "Alô! Paulo, eu já te pedi para não ligar mais. Por favor, pare."
A conversa com Paulo foi tensa, com Celma insistindo que precisava de espaço e tempo para resolver seus próprios problemas pessoais. Paulo, por outro lado, estava relutante em desistir da conexão que compartilhavam.
Após a ligação, Celma desabou, chorando no colo das amigas. A situação estava se tornando insustentável, e ela se sentia perdida no turbilhão de emoções que a envolviam. A ausência de Osvaldo e a insistência de Paulo estavam agravando a dor que ela já estava enfrentando.
As amigas permaneceram ao lado de Celma, oferecendo consolo e apoio em meio a esse momento desafiador. E embora a jornada de Celma em direção à reconciliação e ao perdão fosse uma batalha árdua, suas amigas estavam determinadas a estar ao seu lado, apoiando-a em seu caminho.
As amigas de Celma, Olga e Sônia, estavam preocupadas com a ausência dela na academia e decidiram fazer uma visita. Elas entraram na casa de Celma com expressões de preocupação em seus rostos.
Olga:(olhando ao redor) "Celma, você tem andado tão ausente ultimamente. Percebemos que você não apareceu na academia nas últimas semanas. Tudo bem com você?"
Sônia: (preocupada) "É, Celma, estamos preocupadas. Você parece tão abatida."
Celma suspirou e olhou para suas amigas, a tristeza evidente em seu rosto. "Meninas, tenho passado por um momento muito difícil. Eu e Osvaldo estamos enfrentando problemas sérios em nosso casamento."
Olga: (surpresa) "Problemas no casamento? O que aconteceu?"
Sônia: (curiosa) "E como isso afeta o Paulo? Afinal, ele estava envolvido nessa história, não é?"
Celma assentiu, com os olhos marejados. "Sim, Paulo ligou para mim recentemente. Ele quer conversar, mas eu pedi para que ele não me ligasse mais. Eu não sei o que fazer com essa situação."
As lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Celma, e suas amigas a abraçaram com carinho.
Olga: (solidária) "Celma, nós estamos aqui para apoiar você, não importa o que aconteça."
Sônia: (confortando) "E quanto ao Osvaldo? Como ele está lidando com tudo isso?"
Celma suspirou novamente, sua voz embargada pelo choro. "Osvaldo viajou em uma missão de trabalho, e desde então, não tive notícias dele. Ele não ligou nem mandou uma mensagem sequer. Está sendo muito difícil lidar com essa situação."
As amigas de Celma a abraçaram com força, compartilhando sua dor e preocupação. Era um momento desafiador para Celma, e ela sabia que teria que enfrentar as consequências de suas escolhas, além das incertezas de seu casamento.
A trama estava repleta de emoções conflitantes, e a jornada de Celma em direção à reconciliação e ao perdão continuava a ser um desafio árduo. Com o apoio de suas amigas e as sessões de terapia, ela esperava encontrar uma maneira de superar os obstáculos e encontrar a paz que tanto almejava, não apenas em relação a Osvaldo, mas também consigo mesma.
Enquanto as amigas de Celma continuavam a oferecer conforto e apoio, a ausência de Osvaldo e a persistente presença de Paulo na vida de Celma começaram a criar uma tempestade emocional em seu coração.
Sônia, a amiga mais sensível do grupo, perguntou com empatia: "Celma, como você está se sentindo em relação a Osvaldo? Você mencionou que ele não entrou em contato desde que viajou."
Celma suspirou profundamente, tentando encontrar palavras para expressar sua angústia. "Eu estou me sentindo perdida, Sônia. A falta de comunicação dele está me deixando louca. Eu só queria que ele me dissesse alguma coisa, mesmo que fosse para terminar nosso casamento."
Olga, a amiga mais pragmática, sugeriu: "Você já tentou deixar mensagens na caixa postal? Às vezes, a primeira iniciativa pode fazer a diferença."
Celma balançou a cabeça tristemente. "Eu enviei mensagens e tentei ligar, mas ele não responde. Parece que ele está distante, tanto física quanto emocionalmente."
A situação estava se tornando insuportável para Celma. A ausência de Osvaldo a deixava num estado de incerteza constante, enquanto a insistência de Paulo só complicava ainda mais a sua vida. Ela sabia que precisaria tomar decisões difíceis em relação a ambos.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 30
Comments