Capítulo Oito

Carioca

Quando sai do carro e vi ela daquela forma, inicialmente não acreditei, nunca imaginei ver ela daquele jeito, sabíamos que Marino tinha vindo aqui e conversado com ela, e isso me deixava mais furioso.

Chegamos na mansão e ela correu pra dentro, fui atrás dela e a mesma se trancou no banheiro, me sentei na cama pra esperar ela, e quando estava desistindo, ela apareceu, primeiramente ela não disse nada, se trocou e quando foi deitar a puxei pro meu colo.

Acabamos brigando e gritando um com o outro, algo que me deixava mal, não queria ver ela triste e nem abalar nosso casamento com tudo isso, eu a amo e quero passar por isso unido com ela. Acabamos nos resolvendo, fui tomar um banho e assim que sai ela já estava dormindo, fiquei um tempo olhando ela e me deitei ao seu lado, a puxei para perto de mim e dormi.

...

Acordei com a Barbara apertando meu braço com força, me sentei na cama e quando olhei a mesma, ela parecia estar tendo um pesadelo, seu rosto estava todo suado e a feição em seu rosto era de medo.

— Amor, acorda eu tô aqui. — Digo tentando acordar ela com calma.

— Vitor, me ajuda. — Ela gritou e se sentou na cama.

— Tô aqui, Barbara, calma, oque foi? — Perguntei e a mesma se levanta e vai para o banheiro chorando.

Me levantei e fui até o banheiro, girei a maçaneta e abri a porta, ela estava sentada no chão chorando, parecia estar em Pânico.

— Amor, oque houve? — pergunto e vou até ela.

Ela não me responde nada, a pego no colo e levo ela até o quarto de novo, me sento na cama e deixo ela sentada nas minhas pernas.

— Fala comigo pequena? — Digo levantando o rosto dela.

— Eu….tive um pesadelo… — ela diz em meio ao soluços.

— Quer me contar o que houve ? — pergunto dando um beijo em seu rosto.

— Era nossos bebês, achávamos eles, mas….mas… — ela começou a chorar de novo. — Tinha muito sangue, e eles não se mexiam. — ela falava desesperada.

— Calma amor, eles estão bem, logo vamos estar com ele. — digo abraçando ela.

Ficamos ali um tempo e eu entendi realmente o que a Barbara tava sentindo, ela tentava camuflar a dor dela tentando ser forte, mas as vezes era tão grande essa dor que ela não conseguia nem segurar.

Nada foi tão fácil pra ela até agora, ela foi sequestrada, quase perdeu nossos filhos, depois de pouco tempo entrou em coma e ficou dois meses desacordada, perdeu esse tempo todo, depois que voltou ela ficou grudada nas crianças e eu sabia que ela se sentia culpada por tudo, mas tentava deixar ela bem sempre. Mas não sei, as coisas parece que não são pra ser, e agora aconteceu isso, se não acharmos logo as crianças ia acabar perdendo minha mulher.

— Vamos tomar um banho minha pequena ? — digo me levantando com ela no colo.

— Vamos. — ela diz baixinho.

Coloco ela em pé no banheiro e tiro a camiseta que ela está vestindo, tiro minha cueca e entramos no chuveiro, a água tava bem quentinha. Ela se virou pra mim e me abraçou e ficou ali parada, acariciei suas costas, e senti quando ela estava chorando.

Não sei explicar o quanto amo essa mulher, ela é perfeita de todas as formas.

— Amor me pega no colo ? — Ela fala baixinho.

A pego no colo e ela cruza suas pernas em mim e os braços na minha nuca.

— Adoro ficar assim com você. — Ela diz baixinho acomodando seu rosto em meu pescoço. — Te amo.

— Te amo tanto minha pequena, você e minha vida todinha meu amor, não vou nunca deixar você. — Digo e ela me dá um beijinho no pescoço que me faz arrepiar.

— Promete nunca me deixar? — ela pergunta.

— Prometo amor. — digo já sabendo o porquê da pergunta.

Sabia que ela tava com medo do que pretendia fazer, mas ia fazer de tudo pra ela ficar bem, ia matar aquele maldito.

— Te amo meu negão. — Ela solta uma risadinha e da uma mordidinha no meu pescoço.

— Pode parar, se não já sabe. — Digo e ela da risada.

— Você é um safado. — Ela diz se soltando do meus braços e ficando de pé de novo. — Vamos que temos muita coisa pra fazer.

— Sou nada, você que me provoca. — Digo a olhando. — Vamos sim.

Saímos do banho e nos trocamos, descemos e todos estavam tomando café.

— Bom dia cachaceira. — Matteo diz.

— Bom dia pessoal. — Ela diz rindo. — Nem bebi tanto.

— Imagina se tivesse bebido, tínhamos te encontrado dormindo no bar. — Matteo diz rindo

— Não fala nada, que já te achei pior. — Barbara diz dando um sorriso fraco.

— Você está melhor filha ? — Francesco pergunta.

— Estou pai, desculpe por ontem.

— Tudo bem, aconteceu algo de estranho no bar que estava ? — Ele pergunta.

— Teve uma briga de dois brutamontes lá, mas só isso, porque ? — ela diz tranquilamente, Barbara era inteligente e não ia cair em uma simples pergunta.

— Perguntei porque viram Marino próximo ao local. — ele diz encarando ela e está tranquila.

— Que pena que não o vi, teria o matado sem pensar duas vezes papai. — Ela diz dando um sorriso forçado.

— Tá bom minha filha. — ele diz e nós três ficamos olhando um pro outro.

— Bora pessoal, que temos muito a fazer hoje. — Ela fala se levantando e indo em direção a porta.

Hoje iríamos invadir a mansão que tínhamos localizado, nossa maior vontade era conseguir achar as crianças para que não tivéssemos que optar pelo plano no qual conversamos ontem, queria que isso acabasse hoje e não ter mais que correr o risco de perder minha mulher.

Todos se levantaram também e fomos para o quartel, chegando lá, caminhamos até a sala de reuniões e todos se sentaram.

— Bom pessoal, como foi dito antes temos a localização das joias da Sofia e da Elena, já verificamos a área toda e montamos a melhor estratégia para poder invadir. Teremos 3 equipes, a primeira que vai entrar pela frente e será mandada por mim, a segunda vai pelos fundos, onde terá Barbara e Vitor e por último pela lateral vão Francesco e Santiago. — Ele fez uma pausa e mostrou a área inteira da mansão. — Ao todos teremos 150 homens nessa invasão, o mais importante é resgatar as crianças e a Elena, e eles precisam estar em segurança. — Matteo fala e todos concordam. — Vamos sair daqui hoje as 23h da noite, quero que todos se preparem, vou falar com os nossos capangas e as 22h todos vão estar reunidos prontos para ir. Alguma dúvida ?

Apenas concordamos e ficamos na sala passando todo o plano, na hora do almoço voltamos para a mansão e fomos almoçar, o restante do dia fiquei treinando com a Barbara e a essa mulher parecia uma máquina.

Assim que deu o horário todos nós reunimos, a única que faltava era Barbara.

— Aonde essa garota se meteu ? — Matteo pergunta.

Na mesma hora todos os olhares vão pra ela e na mesma hora arregalei meus olhos, ela usava um macacão preto todo grudado no corpo, por cima havia um colete com alguns explosivos, ela estava com um cinto que descia pelas suas coxas onde havia uma pistola em cada lado, ela usava uma bota preta baixa e dava pra ver o cabo de uma faca. Atravessada nas suas costas, ela levava uma scar preta linda. Seus cabelos estavam amarrados em um rabo de cavalo. Eu realmente nem reconheci minha esposa naquele momento.

— Desculpa a demora, meninos. — ela diz parando e cruzando os braços.

— Tudo bem, vamos sair agora, boa sorte a todos. — Diz Matteo.

— Che la fortuna sia con noi. (Que a sorte esteja conosco) — Barbara diz e todos gritam a mesma coisa.

Caminhei junto com ela até uma italika RT 200, Barbara pegou o capacete e me entregou e antes de colocar veio até mim.

— Te amo amor, vamos lutar juntos e nos proteger nessa batalha. — diz me dando um beijo.

— Te amo minha pequena, vamos sair vitoriosos dessa. — Digo abraçando a mesma.

Subimos na moto e fomos rumo ao nosso destino.

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Comments

Maria Sena

Maria Sena

Acho que ela vai continuar com o plano dela, na primeira oportunidade vai executar.

2024-11-22

0

Edileusa Dias

Edileusa Dias

Com toda certeza eles vão conseguir matar aquele desgraçado

2024-09-14

0

Ana Rosa Oliver

Ana Rosa Oliver

Consetesa

2024-07-25

1

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