Capítulo Cinco

Bárbara

Assim que desci da escada, não consegui controlar e comecei a chorar, aquele filho da puta, só queria meus filhos, era só ele aceitar a merda do acordo.

Sai pra fora da mansão e fui até uma área onde tinha uma parte de treinamentos, entrei e comecei a descontar toda minha raiva em um saco que tinha lá.

Precisava de um plano, eles não poderiam desconfiar de nada. Voltei para a mansão e peguei algumas roupas de frio que havia no porão, subi de volta pro quarto e Vitor tava parecendo uma criança deitado com uns três cobertores.

Ele percebeu que eu não tava legal, mas logo fui pro banheiro e tranquei a porta, e chorei, chorei ao pensar que se meu plano desse certo, não teria mais nenhum deles, toda minha vida de casada, minha vida com meus filhos, meu marido, minha irmã, não existiria mais, eu só seria uma lembrança pra eles.

Me sentei no box do banheiro e a dor que eu tava sentindo no meu peito era enorme, uma dor que eu nunca tinha sentido antes.

Depois de longos minutos, tomei banho e saí do banheiro e Vitor ainda estava acordado me esperando. Coloquei uma camisola e me deitei ao seu lado, começamos a conversar e eu sabia que ele sentia que tinha algo errado, mas não podia falar nada pra ele. Dormimos e logo cedo acordei e chamei a Naty para treinar.

— Bora preguiçosa — digo vendo a bichinha se arrastar.

— Porque tão cedo ? — Ela pergunta se espreguiçando.

— Temos que treinar. — Digo e ela faz cara de cansada. — Ninguém mandou ficar a noite toda gemendo.

— Aí meu deus você ouviu ? — Ela diz rindo

— A pergunta é quem não ouviu ? — digo e caímos na gargalhada.

Descemos para a cozinha e Carmem já tinha feito o café.

— Bom dia Carmem. — digo abraçando a mesma.

— Bom dia Senhora Barbara. — Ela diz sorrindo. — Acordaram cedo meninas.

— Senhora não Carmem, pelo amor de deus. — digo rindo.

— A Barbara me arrancou da cama, se acredita ? — Naty diz deitando a cabeça na mesa.

— Essa daí senhorita Naty madruga. — Ela dá risada.

Carmem já estava na família a anos, cuidou de mim desde pequena. Ela era uma pessoa incrível e voltar pra casa e ver ela era maravilhoso.

— Para de assustar a menina Carmem. — digo rindo.

— Bom meninas, vou me retirar, bom café da manhã pra vocês. — ela diz e se retira.

Tomamos nosso café e logo saímos para ir para o quartel. Assim que chegamos o pessoal começou a me comprimentar, já fazia um tempo que não via eles.

— Todos gostam de você aqui. — Naty diz sorridente.

— Passei minha infância toda treinando aqui, todos eles me ajudaram, hoje sou forte assim, pelo meu pai e todos eles. — digo olhando em volta. — E você também se tornará uma mulher tão incrível quando eu.

— Mais forte que você é impossível, você treinou desde criança e eu tô começando com quase 27 anos. — Ela diz e eu a encaro ela.

— Naty se você quiser, vai ficar mais forte que eu sim, você é incrível e tem o sangue Bianchi correndo nas suas veias. — digo e ela abre um sorriso. — Agora vamos treinar.

Ficamos um tempo treinando, ensinei a ela alguns golpes de luta e ela era boa, só precisava melhorar, e isso aconteceria com mais treino. Mostrei a ela algumas armas e atiramos um pouco.

Quando íamos descansar, um dos meus homens veio até onde estávamos.

— Barbara, minha querida, quando tempo, nem acreditei quando me falaram que você estava aqui. — Ele diz vindo me dar um abraço.

— Santiago, quanto tempo.

— Nem me fala, já faz quase três anos que não vejo você. — ele diz e logo olha para Naty. — essa deve ser sua irmã, seu pai não fala que outra coisa. — Ele diz e vai comprimenta-la.

— Prazer Santiago. — Ela diz dando um sorriso.

— Agora vou entrar, parece que seu pai está aí com Matteo, preciso falar com ele. — ele diz e logo o encaro.

— Eles estão aqui ?

— Sim, na sala de reuniões.

Na mesma hora saiu furiosa, caminho até a sala de reuniões e os três estão lá conversando, eu havia dito que queria estar em todas as reuniões, queria saber de cada passo que a missão caminhava e agora os três estavam ali reunidos sem mim.

Eles tentaram ainda falar que não estavam conversando nada de importante, mas sabia que estavam, eu não era tão burra assim, eu vi na cara deles que estavam escondendo algo.

Saí de lá furiosa, fui para fora do quartel, peguei uma das motos e sai sem rumo.

Fiquei por quase duas horas dirigindo sem parar, até que avistei um bar e parei a moto do lado de fora. Entrei e logo todos me encararam, me sentei no bar e uma moça veio até mim.

— Vai querer o'que querida ? — ela pergunta sorridente.

— Me vê uma garrafa de whisky e um copo por favor. — Digo e a mesma me encara.

— O dia não foi dos melhores pra você né ? — ela diz me entregando um copo e enchendo pra mim.

— Nenhum deles está sendo fácil. — digo tomando o whisky em uma só golada — Obrigada.

— Fique à vontade e o'que precisar estou aqui. — Ela diz e se retira.

Fiquei ali alguns minutos e a garrafa de whisky já estava quase no fim. Senti alguém se sentar ao meu lado e meu corpo todo se arrepiou.

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Comments

Maria Sena

Maria Sena

A Bárbara agora me lembrou da Ayla, que gostava de beber e muito wisque. Assim que ela conheceu o amor da sua vida.

2024-11-22

0

Fatima Vieira

Fatima Vieira

ela tb não facilita

2024-12-18

0

Andressa Silva

Andressa Silva

barbara tem que pensar antes de agir

2024-05-01

3

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