— Seus filhos foram sequestrados e você aqui bebendo em um bar no fim do mundo. — Ele diz e eu já fico furiosa. — Tá tão mal assim?
— Vai se fude — digo me virando pra ele e sinto uma arma na minha barriga.
— É melhor não tentar nada, ou eu te mato e logo depois mato seus filhos e aquela mulher. — Ele diz e sinto meu corpo tremer, queria matar aquele maldito ali mesmo.
— O'Que você quer ? — pergunto e o mesmo abre um sorriso.
— Olha sinceramente entendo porque meu pai era tão apaixonado por você. — Ele diz colocando a outra mão livre em uma de minhas coxas. — Você é linda, e tem um corpo que chega a me deixar sem ar.
— Tira a mão de mim. — digo afastando sua mão.
— Barbara, Barbara, eu não sou como meu pai, sou pior que ele, não brinque comigo, você vai ser minha. — Ele diz chegar perto do meu rosto.
— Só vou ser sua, se libertar meus filhos e minha sogra. — Digo encarando o mesmo.
— Ótimo, vou aceitar sua proposta. — Ele diz abrindo um sorriso e se afastando um pouco. — Daqui alguns dias te ligo para marcar a troca e é melhor não tentar nada, ou eu mato todos vocês.
— Tudo bem, vou aguardar. — digo e vejo ele pegar algo no bolso.
--- Da uma olhada nos seus bebês, eles são bem lindinhos, mas até entendo, com uma mãe dessa, qualquer bebê seria. — ele diz e me mostra uma foto dos dois e na mesma hora meu coração aperta e sinto uma lágrima teimando para cair.
— Se você machucar eles, vou te matar como matei seu pai. — Digo e o mesmo da risada.
— Fica tranquila, a única que vou tocar e machucar, vai ser você. – ele diz e beija minha bochecha. — Agora tenho que ir, até logo.
Ele diz e sai do bar, na mesma hora sinto lágrimas escorrerem do meu rosto.
— Tá tudo bem colega ? — a moça do bar pergunta.
— Tá sim, me vê outra garrafa. — Digo virando o pouco que restou da garrafa que ainda estava comigo.
— Tem certeza ? — ela fala preocupada.
— Tenho.
Continuei ali bebendo, não queria ver ninguém, não queria falar com ninguém, meu celular não parava de vibrar, olhei e já eram quase 19h da noite. Tentei levantar do bar e mal consegui.
Quando ia sair do bar vi meu pai, o Matteo e o Vitor, saindo de um carro.
— Só o que me faltava. — Digo para mim mesma.
Fingi que não vi eles e fui caminhando até minha moto, quando ia colocar o capacete sinto alguém puxando ele da minha mão.
— É sério isso Bárbara ? — Vitor fala me encarando furioso.
— Me devolve o capacete e deixa eu ir pra casa. — digo tentando pegar o mesmo e quase caio com a tontura.
— Você não consegue nem andar Barbara, quer se matar ? — Matteo diz.
— Que ódio! Me deixem em paz. — Digo sentindo lágrimas escorrerem pelo meu rosto.
Não queria chorar, não queria mostrar fraqueza, mas não estava conseguindo, a bebida trouxe meu lado mais fraco à tona.
— Vamos embora agora! — Diz meu pai com a voz grossa.
Sinto meu corpo sendo erguido e vejo que Vitor me pegou no colo.
— Me solta agora Vitor. — Digo tentando me soltar a todo custo.
— Barbara, para agora. — Ele diz nervoso.
Na mesma hora paro, sei que não vou conseguir fugir desses três brutamontes.
Eles me colocaram no carro e Vitor vai atrás comigo, Matteo foi com a moto que eu trouxe e meu pai foi dirigindo o carro.
— Sério isso Bárbara ? Estávamos loucos atrás de você. — Vitor fala e eu sinto chateação em suas palavras.
Não falo nada, apenas encosto a cabeça no vidro do carro e fico ali olhando a paisagem. Logo essa merda ia acabar, e meus bebês e minha sogra estariam em segurança.
A viagem foi silenciosa, assim que paramos na frente da mansão, sai do carro em disparada e entrei na mansão, Naty tava na sala e falou algo, mas não quis dar atenção, apenas subi as escadas com um pouco de dificuldade e fui para o quarto e me tranquei no banheiro. Tirei a roupa e liguei o chuveiro, entrei e a água gelada me fez arrepiar toda, fiquei um tempo até meu corpo se acostumar.
Me sentei no chão do box e fiquei ali, pensando em tudo. Depois de um tempo saí da água e me sequei, abri a porta do banheiro e Vitor estava sentado na beira da cama.
Ele me encarou e eu nem dei bola, apenas fui na mala e peguei uma camiseta dele e vesti. Quando ia caminhar para deitar ele me puxou e me sentou no seu colo.
— Barbara, precisamos conversar. — Ele diz sério.
— O'Que você quer ? Falar que não deveria sair assim, que não deveria beber, é isso ? — digo e ele me encara.
Me levanto do seu colo e fico de braços cruzados na sua frente.
— Eu não entendo o porquê você tá agindo dessa forma, eu sei que é difícil, mas fazer isso só vai acabar mais com você. — Ele diz e me encara.
— Difícil? Sabe o'que é difícil Vitor? Você não conseguir proteger a coisa mais importante da sua vida, deixar um lunático pegar seus filhos, passar do seu lado e você não poder fazer nada, isso é difícil, difícil é tentar não me culpar, eu podia simplesmente ter pedido mais homens para nossa segurança, podia ter atirado naquele maldito, mas não, eu não fiz porra nenhuma, isso é difícil. — Digo gritando e ele me encara nervoso.
— Barbara eu já disse milhões de vezes que você não tem culpa, mesmo com cinquenta homens lá, isso poderia acontecer, agora você ficar agindo dessa maneira, saindo por ai, bebendo desse jeito não vai ajudar em nada. — Ele diz furioso.
Vitor nunca tinha falado daquela forma comigo, ele estava nervoso demais, sei que passei dos limites, mas independente eles não entendiam a minha dor.
— Minha mãe também está lá, meus dois filhos que eu amo estão lá também, eu tô sentindo uma dor enorme de não ter protegido eles também, mas estou fazendo tudo que eu posso pra ter eles de volta, tô tentando fazer de tudo Barbara. — Ele diz se sentando de novo e passando a mão pelo rosto. — Você mudou demais depois do que houve e eu não te culpo, mas isso só vai acabar com você, só vai te machucar mais, você me tem, tem ao seu pai, a sua irmã, tem a sua família toda pra ficar com você e te ajudar, mas parece que você se trancou em uma bolha. Não entendo isso. — Ele diz me olhando nos olhos e sinto a sua dor.
Não falo nada, apenas vou até ele e sento no seu colo e o abraço, cruzo minhas pernas em seu corpo e sinto suas mãos me abraçarem também.
— Eu só quero eles de volta, quero que tudo volte ao normal, me desculpa amor. — Digo baixinho ainda deixada com minha cabeça em seu ombro.
— Eu também quero isso amor, mas por favor, não faça mais isso. — Ele diz e me dá um beijo no pescoço.
— Te amo. — digo apertando mais ele em meus braços.
— Eu te amo minha pequena. — ele diz se afastando um pouco e me beijando.
— Vai tomar banho, você tá fedido. — Digo e ele da risada.
— A culpa é sua, que fez nos três ficarmos pra lá e pra cá atrás de você. — Ele diz e dá uma mordida no meu lábio.
— Aiii. — digo fazendo cara de dor — Vai logo tomar banho.
Me levanto do seu colo e vou me deitar, vejo ele entrar no banheiro e logo apago.
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Atualizado até capítulo 48
Comments
Maria Sena
Errada ela não tá, o que eles tem que fazer é aproveitar que ela tá bêbada e colocar chip, rastreador e toda tecnologia que eles tem. Já que eles sabem o que ela vai fazer é agir antes dela.
2024-11-22
0
Edileusa Dias
Barbara tá sendo idiota mesmo
2024-09-14
0
Andressa Silva
😤😤😤😤
2024-05-01
1