Decidi sair da sacada e voltei para a segurança da casa. Tentei acerta o percurso que havia feito anteriormente e chegar até a sala, e foi lá que encontrei os donos da casa. Me dei conta de que não tinha me apresentado, e pior, eu não sabia os nomes dele.
— Querida, vejo que o vestido serviu. — Disse a mulher com um lindo sorriso no rosto.
— Sim, muito obrigada! Me perdoe pela minha falta de educação, não disse meu nome nem perguntei o de vocês. — Eu disse, enquanto aquela mulher me olhava com olhos gentis. — Me chamo Aurora Bellucci. — Me apresentei.
— Nome muito bonito e elegante. Representa o nascer do sol. — Disse aquele homem. — Aurora me chamo Cadman Grannus, e essa é minha esposa Bryana Grannus. Temos 3 filhos: Paul, a quem você ajudou, Logan, que te trouxe até aqui, e a mais nova, chamada Ayla.
— Agora que as devidas apresentações foram feitas, vamos até a cozinha para que você possa comer algo. Aqui sempre estamos famintos como lobos. — O que me fez hesitar. Então ela me olhou preocupada. — O que foi, querida?
— Vi algo lá fora há alguns minutos. Parecia um lobo enorme. Eu não estou em perigo, estou? — Eles se olharam, o que me deu um frio na barriga, até começarem a rir.
— Lobos normalmente não comem pessoas, querida! Eles podem até matá-la, mas você não faz parte do cardápio deles. — Explicou Bryana, retirando algumas bandejas da geladeira e colocando-as sobre a mesa.
Ver aquela bandeja de queijo me deu água na boca, e minha barriga roncou, fazendo com que eles sorrissem e me deixando completamente envergonhada. Naquele momento, nem me lembrei mais do animal que estava lá fora. Bryana serviu um prato de sopa para mim, colocando vários pães na mesa, além de presunto e geleias.
Acreditei que, naquele momento, era eu que estava faminta feito um lobo, e isso me fez sorrir. Eles também beliscaram um pouco de toda aquela comida e me olhavam satisfeitos. Algo neles me transmitia segurança, sei que era estranho pensar assim de alguém que eu acabara de conhecer, mas já me sentia acolhida naquele lugar, o que era reconfortante, considerando que tinha certeza de que estava longe de casa e em um ambiente completamente estranho para mim.
— Então, querida, como você veio parar aqui? — Perguntou Bryana, enquanto o Sr. Cadman me observava. Eu sabia que podia confiar a verdade àquelas pessoas.
— Fiquei sabendo de uma árvore mágica em um local próximo de onde moro. Fui até lá com a intenção de fazer um pedido, e após fazê-lo, pensei que tudo aquilo fosse tolice. Nada aconteceu, até quase caí no rio e toquei na árvore. Quando acordei, estava aqui.
— Seu pedido precisava ser muito profundo e verdadeiro para que isso acontecesse. — O Sr. Cadman me olhou e depois mostrou um leve sorriso. — A árvore sagrada não realiza qualquer desejo. A pessoa precisa ter um coração puro para ser ouvida por ela. — Isso me surpreendeu. — Você está feliz com o seu pedido?
— Eu só não queria casar! — Falei, colocando mais um pedaço de pão na boca. Em seguida, ouvi um movimento atrás de mim e, quando olhei, era aquele arrogante que me trouxe até aqui, Logan, se não me engano.
— O que houve? O príncipe encantado não era suficiente para a princesa? — Ele perguntou enquanto se servia de uma fatia de pão e queijo. Seus pais o olharam com reprovação.
— Não! Eu apenas não queria me casar! — Falei, levanto-me daquela mesa. Pedi licença aos mais velhos e mesmo sem autorização fui para o quarto onde estivera antes. Por que aquele homem mexia tanto comigo? E o que fiz para ele ser tão rude?
Entrei no quarto e fui direto para a cama. Por um momento, pensei em minha família. O que será dela agora? Será que condenei meus pais? Sei que eles ficarão desesperados com o meu desaparecimento. Não deixei nenhuma carta, nenhuma explicação, porque nunca imaginei que isso poderia acontecer. E, por um instante, me senti arrependida por tudo que fiz. Lágrimas rolaram pelo meu rosto, enquanto sentia meu peito doer de culpa. A única coisa que eu queria era não casar sem amor. Isso era pedir muito?
Lamentei profundamente tudo o que poderia ter causado à minha família com a minha atitude egoísta. Os soluços tomavam conta do meu choro, enquanto a saudade de minha família me invadia. Meus pais não eram pais ruins. Eles apenas faziam parte de uma sociedade cujas regras eu não aceitava e nem entendia. E, por ser a filha primogênita, carrega o fardo da regra mais importante deles, a única regra que eu realmente odiava. Foi exatamente essa regra que me trouxe até aqui.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Fátima Ramos
Para os pais o tempo passa mais devagar, por isso não vão dar por falta dela tão cedo, isso é o que eu acho que vai acontecer
2025-02-01
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Maria Ishizuka
tá ótimo Maria ishizuka abraços 💞😻🎁❤️💕
2025-01-14
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Clara Nunes
tá bom
2025-01-13
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