Camille
Os segundo naquele carro pareciam horas. Estava muito assustada, pois sabia bem o que esses homens são capazes de fazer, quando pegam os parentes de seus inimigos.
O silêncio estava reinando, até que o homem que estava ao meu lado tirou a sua touca e disse.
WL - Nossa Mille, como é difícil falar com você.
Suspirei aliviada, me jogando nos braços do meu tio.
- Meu Deus! Quase morri de susto. Achei que estavam me levando para me torturar ou me matar.
Ele deu risada, alisando meus cabelos.
— Calma, querida. Não deixaria ninguém encostar em um fio de cabelo seu, prometi ao seu pai, que te manteria em segurança. — Sorrio gentilmente, me soltando do abraço.
- muito obrigada, tio. Agora, aonde estamos indo? E por que me sequestrou? - perguntei
- Vamos pro morro. Temos que conversar sobre negocios
Suspirei. Detestava ter nascido em uma família envolvida com o crime.
_________
Após a reunião, meu tio e seus seguranças me trouxeram até a entrada do morro. Eu ja estava extremamente cansada, precisando urgente me deitar e dormir.
Cheguei em casa, abrindo o portão devagar, já que as janelas estavam fechadas e a casa parecia estar toda escura, entrei e tranquei o portão. Abri a porta lentamente, também a tranquei, caminhando rapidamente para o meu quarto, onde acendi a luz. Joguei a minha mochila na cadeira (da mesinha onde ficava o meu notebook), peguei um pijama no guarda-roupas, sai do quarto devagar para ir ao banheiro. Lá, tomei um banho demorado, pensando sobre a conversa que tive com o meu tio, não estava pronta para me envolver novamente com esse mundo, e esperava que não me pedissem isso, na reunião que marcaram para o domingo de tarde. Finalizei o meu banho, sem molhar o cabelo. Sequei o meu corpo, vesti o meu pijama e voltei para o quarto.
Me deitei em minha cama, olhando para a janela que estava entreaberta, me dando uma visão perfeita da noite estrelada.
Logo veio-me a cabeça, um momento com o meu pai, em cima da laje da nossa antiga casa.
● Flashback On ●
Estava eu, sentada na laje, meus olhos vermelhos e inchados, vestia meu pijama rosa de bicho-preguiça. Em volta de meu corpo, havia uma coberta, e em minhas pernas, uma panela de brigadeiro.
Tinha 16 anos, e havia acabado de sofrer minha primeira desilusão amorosa.
Nunca havia prestado atenção em meninos, sempre fui bastante focada nos estudos e nos negócios, ja que meu pai sempre me dizia que eu seria a herdeira de tudo aquilo.
Lágrimas desciam pelo meu rosto, molhando a coberta que me envolvia. Distraída, olhando as estrelas, senti braços fortes envolverem-me. Sabia sobre quem se tratava, só podia ser ele, a minha pessoa favorita no mundo, meu pai.
— Querida, o que houve? Por que está chorando? — ele perguntou-me calmamente, mas sabia que ele estava preocupado.
— Papai, por que temos que nos apaixonar? - perguntei-lhe, ignorando as suas perguntas, apenas, aconcheguei-me nos seus braços.
— Ah, minha princesa, acredito que nos apaixonamos porque não fomos feitos para viver sozinhos, embora algumas pessoas escolham assim, se afastar do amor romântico, nós, humanos, fomos feitos para viver o amor. Eu gosto de pensar que nos apaixonamos e amamos várias pessoas para podermos vivenciar experiências diversas e entender o que queremos para nós, e mesmo que após um coração partido, pareça que o mundo vai se esvair em dor, o próximo dia sempre vem, a cura nos encontra e daqui a pouco, quando menos esperamos, estaremos amando mais uma vez, procurando alguém que nos faça sentir únicos e nós mesmos.
- Papai, eu acreditei que ele era o garoto certo. Acreditei que ele não iria me ferir. Achei que ele iria escolher me amar. - funguei, deixando mais algumas lágrimas caírem.
- Mille, sei que agora parece impossível acreditar, mas essa dor vai passar, e se não passar, a gente vamos atras desse garoto, e da uma surra nele.
Meu pai disse, me arrancando uma risada. Ele entrou em casa, pegando mais uma coberta e alguns travessiros, colocou tudo no chão, e eu contei para ele sobre o que havia acontecido entre eu e o Nathan. Meu pai me apoiou e me animou. Passamos o restante da noite ali, em um mundo nosso, onde nada mais importava, pois, independentemente da dor, meu pai estaria comigo.
● Flashback off ●
Tal pensamento fez com que lágrimas molhassem meu rosto. Todos os dias sinto falta do meu pai, ele era a melhor pessoa que eu conheci, e quando estavamos juntos, ele não era o Falcão, ele era apenas meu pai, Luiz Fernando.
Acabei por adormecer em meio as lágrimas.
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Atualizado até capítulo 83
Comments
Vitoria Barbosa
tadinha eu sei como é perdi minha mãe vó ela era como uma mãe fez papel de mãe e vó cuidou de três filhos e três netos contando com eu mais agente sempre sofre a dor do luto 😔😢🥺💔
2024-05-01
2
Karine preta
Meu pai na vida kkkkk
2024-03-01
3
Erick Santos
Marcante🥺❣️
2023-09-28
6