- Eu não estou em busca de uma mulher para pernoitar\, vocês podem encontrar uma para si próprios. - Dito isso Mauro colocou mais uma quantidade em seu copo de bebida e virou bebendo o líquido todo de uma vez e se levantou. – Para mim já deu estou indo\, se divirtam. – Ele falou\, mas os homens mesmo assim tentaram fazer ele ficar mais um tempo\, mesmo que fosse para beber somente\, como ele estava decidido não havia como os homens falassem algo que fosse fazer ele mudar de ideia.
Saindo pela porta o homem desceu as escadas com um pouco de dificuldade devido ao grande número de pessoas na boate. Sentindo que alguém lhe agarrou pela blusa em um movimento rápido ele estava com um dos braços em volta do pescoço da pessoa.
- Mauro sou eu. — A voz falha da mulher fez ele soltar a mulher que tossiu algumas vezes antes de voltar ao normal. –
- O que faz aqui Heloise? – Mauro perguntou\, ao ver a mulher o acompanhando até a saída.
- Estou indo embora também\, porém tenho que pedir o táxi. - Apesar de não ser necessário a mulher queria uma oportunidade com Mauro para que eles conversassem e quem sabe acontecesse algo a mais.
- Por que não espera sua amiga? É mais fácil para as duas irem para casa. – Perguntou sem olhar para a mulher\, mas ele pareceu pensativo.
Ele sabia que ela gostava dele, porém o sentimento não era recíproco e tentava manter uma certa distância, para a mulher não interpretar de maneira errada.
- Ela não voltará hoje à noite e eu não planejo ficar de vela enquanto todos estão acompanhados. – Ela falou com um pouco de tristeza em sua voz. – Mauro você e Paula… – Como todos\, Heloise tinha uma dúvida sobre Mauro e Paula\, pois eles dois eram apaixonados há alguns anos e até mesmo casou-se sem a benção da família.
- Eu e Paula não existimos mais\, sei que você pode esta curiosa\, mas não quero falar sobre isso. - Mauro responde e pegou a chave do seu carro para destravar as portas e entrou deixando a mulher sozinha do lado de fora\, mas como não era sem coração com seus amigos ele propôs. - Entre eu te levarei até sua casa. - Heloise apesar de estar imensamente feliz tentou não demonstrar e entrou.
- Muito obrigada. – Ela agradeceu.
Durante o trajeto Mauro ficou olhando para a frente, mas vês ou outra ele tinha a sensação de que a mulher ao seu lado o observava por isso olhava para ela que tentava disfarçar dando início a uma conversa sobre o passado.
Ao chegar na frente do edifício que Heloise morava ele parou o carro.
- Chegamos tão rápido. – Heloise falou o que pensava e olhou para Mauro que estava olhando-a após ter ouvido o que a mulher falou. – Você não quer subir para beber algo ou conhecer meu apartamento. – Ela tentou convencer o homem.
- Heloise\, não acho apropriado eu entrar no apartamento de uma mulher solteira sendo que sou casado. - Apesar de ser sincero e verdadeiro enquanto falava a mulher estava disposta a não desistir por isso resolveu deixar por enquanto ela teria sua oportunidade futuramente.
- Entendo\, boa noite Mauro. - A mulher se aproximou na intenção de beijar o homem\, mas ele afastou-a.
- Acho que você pode sair agora tenho outro compromisso. - Olhando para a figura da mulher que saia do carro ele relembrou de quando ela corria atrás dele\, e pensou que talvez ela não tenha o esquecido completamente como havia dito quando ele se casou com Paula.
Assim que Heloise saiu o carro de Mauro partir não demorando muito para vê-la entrar no prédio e isso a entristeceu.
- Você ainda será meu. – Ela falou vendo a distância do carro e depois começou a caminhar em direção ao prédio que morava.
Flashback
O vento carregava a folhagem espalhada pelas árvores que se estendia ao longo da estrada que levava para o campo, enquanto dirigia o jovem adolescente cantarolava, olhando a paisagem ele via muitas árvore e campos belos com casarões antigos que eram propriedades de herdeiros e quanto mais dirigia ele se aproximava de seu destino.
Ao chegar na mansão um pouco velha devido à falta de manutenção, ele reparou nas duas mulheres sentadas em uma mesa de chá conversando alegremente enquanto um homem estava na casa com os pais dele.
- Mauro\, ainda bem que chegou\, como foi o seu dia na escola hoje? – Perguntou Miriam quando viu seu filho descer do carro\, ele por outro lado não estava feliz\, pois havia perdido o jogo hoje.
- Nada de mais\, apenas como os outros dias… E quem é essa mulher? – Perguntou olhando em direção à mulher de cabelos loiros ondulados e um corpo magro e saudável.
- Venha que vou lhe apresentar a nossa nova vizinha. – Miriam caminhou acompanhado do filho até a mulher\, que ao vê-lo sorriu. – Jamile este é meu filho Mauro. – Ela contente por ter alguém novo na vizinhança.
- Olá! Jamile. – Ele falou indiferente e estava pronto para sair quando ouviu uma jovem com a mesma idade que a dele e enquanto ela se aproximava mais e mais seu coração batia acelerado.
Aquela foi a primeira vez que ele se interessou por uma menina. Ela era simpática mesmo sem conhecê-lo.
Devido às suas mães terem se tornados amigas, os jovens tinham mais contato devido a frequências que as mulheres se encontravam, com isso eles começaram a namorar, mesmo que ninguém aprovasse eles se amavam e dava para perceber pela forma que ambos agiam um com o outro. Mas como o tempo eles cresceram e tudo mudou, mesmo assim Mauro e Paula se casaram.
De volta ao presente Mauro estacionou o carro na garagem e adentrou na casa depois de um tempo de reflexão no carro.
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Atualizado até capítulo 32
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