- Cadê sua educação? Pelo que eu saiba não foi isso que eu lhe ensinei quando criança. – Ela chamou a atenção dele. Vendo que ela iria prolongar mais a conversa que ele já sabia o contexto e qual seria o final\, então resolveu adiantar.
- A senhora falando até parecer ser minha mãe. – O homem olhou para a mulher que demonstrava seu descontentamento. – Fiquei bem comovido em ver como a senhora está tratando Paula\, se não me engano todos principalmente a senhora e meu avô eram contra\, agora estou mais curioso para saber o motivo dessa mudança drástica. – Dito isso a mulher não ficou contente e nem em silêncio.
- Você… – Ela disse. – Mauro ainda sou sua avó e você me deve respeito. Sei que você critica agora\, mas você realmente não sabe o motivo deste casamento? – Ela perguntou\, pois acreditava que ele já soubesse sobre a empresa.
- Não sei de nada apenas cheguei hoje e tem tantas coisas acontecendo e estou prestes a me casar. – Ele falou um pouco cansando\, sobre o motivo era obvio dinheiro pois sua família possuía uma herança bilionária e não seria tão fácil eles terem se tornando pobre para ser obrigado a casar-se com qualquer filha de uma família rica.
- Se não sabe\, então irei lhe explicar. Ela consertou sua postura. – A família Oliver cresceu muito e seu patrimônio líquido está em sexto lugar\, ou seja\, faz parte das famílias mais ricas de Mabloville e como você sabe os casamentos em nossa família são apenas por negócio e não diferirá com você. - Ela falou deixando o homem em silêncio não por esta chocado com o que ouviu.
Ele estava agora com a mão no queixo pensativo, ele não queria este casamento, mas ainda assim teria que aguentar até o final, além disso mesmo que não quisesse não teria outra pessoa com quem ele poderia se casar apenas no papel.
- Tudo bem\, já que todos vocês estão ditando como deve ser minha vida e com quem devo me relacionar então faça de acordo como querem. - Ele se levantou e ouviu o toque da campainha tocando fazendo ele e a matriarca olhar para a porta\, assim que a porta foi aberta um homem entrou\, seus cabelos grisalho vestia um suéter e uma calça preta\, seu estilo era mais simples em relação à mulher que estava na sala.
- Querido ainda bem que chegou. - Joana falou com o homem que esboçou um sorriso para a mesma e caminhou em sua direção e depositou um selinho.
Olhado em direção ao neto seu rosto perdeu a alegria e ficou sério.
- Mauro\, espero poder conversar de maneira calma com você mais tarde. - Ele falou caminhando para a escada.
Mauro olhou para a velho e sem querer conversar posteriormente decidiu falar que já concordava, ele estava cansado desde que chegou a única coisa que ouviu foi sobre essa bobagem de casamento.
- Não precisamos conversar\, caso seja sobre o casamento com Paula\, fique ciente que eu aceito\, mas tenho duas condições. - Já que era para sacrificar sua vida em uma vida infeliz ele deveria obter alguns lucros.
O homem parou e olhou para o neto e concordou mesmo sem saber quais seriam suas exigências.
- Diga quais são as condições para que este casamento aconteça? - O velho sabia que mauro não era irracional e iria tentar achar uma forma de não fazer o que ele queria\, por isso podia ser difícil dependendo das condições.
- Primeiro eu me casarei com Paula\, mas não irei criar o filho de outro\, e por último quero a indústria de couro. - Mauro não era bobo e antes mesmo de vim para sua cidade natal ele havia feito uma pesquisa sobre quais empresas que gerava mais capital durante o ano\, e tinhas as piores\, mas ele sabia que quaisquer uma delas seria um tiro no pé.
- A indústria de couro\, acho que você está sendo muito ambicioso. – O homem tinha que admitir que desta vez ele teria que pensar bastante antes de decidir e se valia a pena o casamento ou indústria.
- Avô e avó acho que vocês devem pensar bastante pois irei aceitar independentemente da decisão de vocês\, agora se me derem licença preciso descansar e não descerei para o jantar. - Dito isso e se retirou da sala deixando o casal sozinho.
- O que faremos agora Miguel? - Joana perguntou o marido.
- Agora nos vamos jantar e depois pensamos nisto\, de qualquer forma até amanhã tenho uma resposta para Mauro. O homem tranquilizou a esposa.
Por outro lado, Paula que estava no vão superior acabou escultando a conversa e ficou receosa com as condições de Mauro se ela se casasse ela teria que deixar seu filho sem apoio.
Ao perceber que Mauro subia as escadas correu para seu quarto e ficou na porta enquanto tentava regular sua respiração, a babá que estava lá olhou confusa para a patroa.
- Senhorita Paula\, está se sentindo bem? – Percebendo que não estava sozinha ela se acalmou rapidamente e esboçou um sorriso.
- Sim estou bem\, eu apenas esqueço algo\, por isso voltei para pegar. - Ela foi até sua bolsa e pegou um envelope que pretendia dar para a mãe biológica de Mauro\, ela queria agradar sua sogra mesmo ela não se recordando de nada devido à perda de memória devido ao acidente.
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Atualizado até capítulo 32
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