Capítulo 4

- Não se preocupe\, ele não terá escolha a não ser se casar com a senhorita Paula e ser o pai do menino. - Otávio falou em um tom confiante que acabou deixando Rosália menos preocupada.

— Sei que vocês darão um jeito que este casamento ocorra mais e se algo inesperado acontecer tipo o pai da criança aparecer e fazê-la desistir do casamento pela segunda vez. - Ela perguntou, pois queria garantir que nada desse errado pois essa era a última vez para que Paula agarrasse um homem que pudesse lhe dar a vida que ela merecia e trazer benefícios para a empresa de seu irmão.

- Não seja tão pessimista\, já temos tudo organizado para nada sair do planejado. - Rosana vendo que a mulher iria prolongar a conversa com o marido decidiu se intrometer.

Ela sempre foi uma mulher calma e dedicada ao lar após anos esperando ter sua chance de se casar em uma família rica e agora não iria apenas observar seu marido indo para os braços de outra como Miriam fez.

- Oh\, assim espero\, pois\, minha sobrinha é como uma filha para mim e não quero que ela fique falada após seu retorno. - Rosália falou olhando para a mulher e depois para o homem e virou saindo os deixando sozinhos.

Apesar de suas palavras serem ditas apenas como uma resposta elas tinha um significado, podendo ser interpretado como uma ameaça caso algo aconteça com Paula, durante o decorrer dos dias antes do casamento.

- Eu não gosto desta mulher\, nem da forma que ela te olha. - Rosana disse em descontentamento\, se dependesse dela esta mulher falsa não teria ficado tato tempo na mansão.

— Não se preocupe em breve não precisaremos mais suportá-la, além disso eu não estou interessado em nenhuma mulher que não seja você então não se preocupe ou fique com ciúmes. - O homem disse a esposa a fim de sanar quaisquer pensamentos que ela tinha.

A mansão estava silenciosa e todos imerso em suas conversas sobre o quão empolgados estava com a presença da senhora de idade que acabou de chegar de viajar e que ficaria na residência por um bom tempo antes de parte.

Mauro entrou assim que a empregada abriu a porta, os risos e conversas chamaram sua atenção fazendo ele olha e ver sua avó interagindo com a criança e sendo bem simpática com Paula, era admirável com todos mudaram em apenas alguns anos.

- Olhe para você agora está mais responsável e dedicada a família. - A senhora de idade falou enquanto segurava nas mãos de Paula que estava sorrindo timidamente\, ela tinha que admitir assim como todos os outros ela havia mudado bastante após ter se tornado mãe\, apesar de ser feliz com a criança ela ainda se sentia incompleta após ter se divorciado de Mauro e com esta oportunidade ela iria fazer tudo diferente.

- Tenho que pedir perdão a senhora pelo tempo em que me casei com Mauro contra a vontade de vocês sei que foi muito difícil me aceitarem por eu ser jovem e imatura. – Ela recebeu um sorriso da matriarca.

Sem ser notado ele olhou para as duas mulheres conversando amigavelmente e relembrou do seu passado quando ainda era casado com Paula, seus dias foram difíceis devido sua família e sua única opção foi fazer tudo para manter aquele casamento estável e duradouro, mas foi tudo em vão.

Agora estava novamente ele aqui, neste mesmo lugar olhando uma nova cena em que Paula e sua avó conversava e havia uma criança que não era sua e ele deveria aceitá-lo com seu filho biológico.

- Sr. Mauro o que gostaria para o jantar? – A empregada perguntou\, apenas fazendo com que as mulheres olhassem na direção na qual a voz vinha.

- Faça qualquer coisa\, não tenho fome de qualquer maneira. – Ele não estava a fim de se juntar com a família e conversar ou até mesmo ver o rosto de Paula durante suas refeições.

A mulher mais velha se levantou quando notou que o neto não tinha nenhuma intenção de se juntar a eles na mesa.

- Mauro\, você deve se alimentar\, como você pode negligenciar seu próprio corpo\, apenas por que não aceita nada que não seja do seu agrado. - A mulher foi dura em suas palavras. – Eu queria deixar para após o jantar\, mas vejo que tenho que conversar com você um pouco antes. - Ela disse e olhou para Paula que entendeu que ela não era mais bem-vinda a sala.

- Desculpe\, mas irei me retirar primeiro\, tenho que trocar o Lorenzo antes dele dormir.

- Ela pegou a criança e caminhou até Mauro e falou. – Bem-vindo a nossa casa Mauro. – Ela se aproximou para um beijo\, no entanto o homem percebeu antecipadamente seu movimento e desviou fazendo ela beija seu ombro.

Com os olhos confusos, a mulher olhou o questionando, mas de nada adiantou pois ele se manteve indiferente e distante.

- Paula acho que você e seu filho devem ir embora antes que minha paciência acabe. – Mauro falou friamente e se distanciou indo para próximo da matriarca. Foi difícil para ele voltar\, após ter saído mais cedo só que fugir não fazia parte de sua vida\, ele jamais seria esse tipo de homem que desistir ou admitir derrota antes de lutar.

A mulher que olhava todo de fora não percebeu que apesar da aproximação nada foi como ele imaginou, e o que parecia uma recepção de casal não passou de uma má interpretação da mulher.

- Então Sra. Joana o que é tão importante que a senhora e meu avô deseja falar comigo? – Mauro se sentou no sofá oposto de frente a senhora de idade.

Ele estava sentado e tirava a gravata de forma bem a vontade, aos olhos da mais velha ele estava sendo grosseiro com os mais velhos.

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