Capítulo 3

- Mãe! – A mulher olhou confusa para o filho sem o reconhecer. Sua mente ainda estava vaga e ela se relembrava de poucas coisas do presente.

- Este não é meu filho. - Ela falou fazendo todos ficarem chocados\, a mulher tinha uma aparência bem distante assim como Mauro\, os dois eram parecidos.

Ela foi até João e o abraçou dizendo que sentiu saudades de seu filho amado.

- Meu amado filho olhe como você emagreceu deste a última vez que lhe vi\, lembre-se você deve ser saudável para cuidar de seu irmão mais novo. - Ela disse e o tratou com afeto e preocupação.

- Mãe\, sou seu filho mais novo João e este é Mauro. - Ela olhou para os dois homens e negou mais uma vez.

Mauro sentiu-se um estranho e seu desgosto se fizeram presente.

- O que aconteceu com ela? Por que ela não me reconhece mesmo que eu tenha mudado ela saberia diferencia seus filhos? – Perguntou querendo saber o motivo de sua mãe está daquele jeito\, será que ela ficou com algum problema devido ao acidente que sofreu.

- Filho. - A mulher se referiu a Mauro que não gostou nada de ouvir-lá chamando-o de filho\, sua vontade era de expulsar aquela segunda esposa de seu pai mais isso estaria fora de questão enquanto ela fosse privilegiada com a confiança do marido.

- Você não é minha progenitora muito menos tem a permissão de me chamar de filho. - Ele foi rude e frio com a mulher que se sentiu triste e olhou para o marido como se pedisse.

- Mauro você não deve tratar Rosana de maneira rude ela é minha esposa e sua segunda mãe. - Ao ouvir seu pai ele apenas virou as costas para os que estavam presentes e caminhou em direção à escada\, mas não antes de falar algo que ainda não era compreensível em sua cabeça.

- O que você e a Paula estão fazendo em minha casa? - Ele parou olhando para todos ali\, para ele isto estava muito confuso\, além disso sentiu que tinha algo fedorento no ar e não era apenas modo de falar. – Que cheiro ruim é esse? - Questionou.

Cada um se entreolharam como se não soubessem o que falar, só então percebeu que alguém descia as escadas era uma mulher tão linda quanto sua irmã, mas ele não prestou muito atenção até que ela estivesse perto o suficiente para reconhecer-lá.

- Paula\, o que você faz aqui? – Perguntou vendo a mulher descer as escadas seguida de uma mulher e uma criança de aproximadamente dois anos.

- Voltei para retarmos o nosso relacionamento anterior. – Ela falou timidamente\, seu olhar inocente faria qualquer um querer proteger-lá e mimá-la.

Mauro olhou para mulher que estava diferente, mas ainda exalava sua beleza, os cabelos um tanto diferentes de como ela gostava de usar, agora natural na cor loiro médio, seu corpo ainda continuava perfeito na medida certa, ela era uma mulher que faria qualquer homem se encantar e querer tê-la, até mesmo ele não podia dizer o oposto.

- Quatro anos que não estamos mais juntos\, você acha que irei me apaixonar novamente por você? - Ele disse e olhou a criança que parecia a mãe e o pai biológico.

´´ Ela acha que irei aceitá-la com um filho fruto de uma traição. `` Pensou.

- Mauro sei que errei\, mas desta vez será diferente apesar de eu ter um filho ainda te amo e serei uma esposa fiel\, eu prometo. - A mulher falou sinceramente fazendo todos que a ouviram acreditaram\, mas o homem ainda estava indiferente e saiu após dar uma última olhada na mulher que um dia ele amou.

Paula ficou frustrada com a reação de Mauro ela sabia que deveria reconquista ele independente do que teria que fazer, ela precisava se reconciliar com ele e se casar novamente, só assim poderia fazer o que seu pai lhe pediu.

- Minha querida não fique triste Mauro acabou de chegar ele precisa de um tempo para pôr seus pensamentos em ordem. - Rosana foi consolar Paula que estava parada no último degrau da escada com as unhas cravadas na palma de sua mão.

Apesar de estar sob muitos olhares ninguém percebeu este ato, exceto pela babá um pouco mais velha que a observava em silêncio.

Com os olhos cheios de lagrimas Paulo subiu as escadas deixando sua imagem frágil e indefesa aos outros.

- Moleque insensível\, como pode tratar uma mulher desta maneira. - Miriam falou em defesa de Paula.

- Mãe a senhora não se lembra do passado\, mas Mauro nunca iria tratar Paula desta forma. - João defendeu o irmão ao ouvir a mãe criticando.

- Não defenda seu irmão ele deve aprender que desta vez ele deverá se casar com quem meus pais ordenar. - Otávio disse fazendo todos ficarem em silêncio. Após isso todos saíram para fazer algo em seu tempo vago.

Miriam foi para o jardim com Camille que estava falando sobre coisas fúteis que ela amava fazer, apesar de ser entediante para outros gostava apenas para passar o tempo e por este motivo, Miriam sempre a ouvia calmamente enquanto bebia um chá ou um suco enquanto aproveitava a tarde ao ar livre.

Já os demais residentes da mansão estavam no escritório de Otávio conversando sobre assuntos importantes sobre o futuro da empresa.

- Sr. Otávio pelo que presenciei na sala de estar\, seu filho não irá aceitar se casar com minha sobrinha. - A mulher estava sentada na cadeira a frente do homem que estava do outro lado da mesa batendo os dedos na superfície de vidro.

Ao ouvir o que a mulher acabara de falar, parou brevemente o balançar dos dedos e olhou para a mulher com os olhos afiados, eles sabiam que este casamento era importante para a família Sanjes assim como a família Oliver mas isso não daria o direito desta mulher ser tão intrometida e ficar lhe lembrando que seu filho estava dificultando as coisas.

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