O casamento foi marcado para ser realizado em uma semana, tudo estava ocorrendo nos conformes, Mauro e Paula pareciam, mas apaixonados e eles haviam decidido que iria viver com a criança como um integrante da família sanjes.
Por fim hoje era o casamento de Paula e Mauro e eles estavam se preparando.
- Mauro\, por que ainda não está pronto? Vamos\, vista logo seu terno você precisa ir para o salão onde acontecera a cerimônia. – O homem estava ainda com suas roupas do dia\, sentado em uma poltrona olhando para o relógio.
João estava preocupado com o irmão ele não parecia nenhum pouco feliz, quanto mais que era o noivo e estaria prestes a se casar.
- Sabe eu queria ao menos que o destino me desse uma chance para ser feliz ao menos uma última vez na vida. - Mauro se levantou da poltrona e caminhou até seu terno e pousou a mão como se estivesse criando coragem.
- Mauro\, vista logo e vamos\, não pense muita\, você já decidiu. - João falou antes de se retira do quarto.
Respirou fundo e começou a se vestir e foi direto para o salão onde seria realizado a cerimônia de casamento e onde ocorreria a festa posteriormente.
Ao chegar no local Mauro recebeu uma ligação desconhecida e desligou, mas devido à insistência por parte da outra pessoa fez com que ele atendesse.
Ao atender o telefonema o homem saiu correndo até seu carro e abandonou os familiares.
- O que deu nele para sair dessa forma? - Rosana perguntou ao marido.
- Não sei\, mas não gosto nada disso. - O homem respondeu.
Camille que estava chegando mal teve tempo para reagir, pois João entrou no lado do passageiro e mandou ele seguir o carro de Mauro.
— O que está acontecendo? – A mulher perguntou confusa.
Ela estava dirigindo um pouco acima do limite permitido devido ao carro da frente está bem distante e ela poderia perdê-lo facilmente se não se apressasse.
- Mauro saiu apressadamente após receber uma ligação pelo seu tom de voz e sua reação foi algo grave. – O homem estava preocupado\, ele sabia que apesar de ser contra aquele casamento seu irmão nunca abandonaria a noiva no altar ou causaria problemas desnecessários a sua família.
Mauro estava calmo assim que começou a dirigir e ligou para seu assistente que já estava no local de encontro que eles haviam marcado com os colaboradores.
Assim que parou no semáforo ele olhou pelo espelho retrovisor e percebeu que o carro de Camille o seguia, isso o deixou irritado.
- Droga. - Exclamou em frustração. Sem pensar duas vezes ele viu seguindo em direção ao retorno\, pois era o único jeito de despistar seus seguidores.
Não foi fácil pois quem dirigia estava determinada a não o perder de vista, mas não foi capaz devido a um movimento rápido deixando-os sem alternativa. Agora mais tranquilo ele foi para o ponto de encontro.
Vendo que seu assistente estava parado o esperando ao lado de um carro ele deduziu que seus convidados já teriam chegado.
- Bruno\, espero que você esteja com tudo pronto e sobre aquele assunto espero que também esteja concluído\, caso contrário estará despedido. – Ele falou assim que desceu do carro e caminhava ao lado do seu assistente.
- Está tudo de acordo com suas exigências. - Ele falou em um tom confiante. – Provavelmente agora o senhor precisará de uma noiva. - Bruno falou em um tom brincalhão que era o normal dele.
Mauro era amigo de Bruno há mais de dez anos, eles praticamente sabiam tudo um do outro, mas devido a sua classe social diferir ambos às vezes mentiam a relação de amizade mais de lado.
Os dois homens caminharam até o carro e uma voz o pediu para entrar.
- Entre. – Mauro entrou no carro e viu uma mulher sentada do outro lado da limousine. A mulher estava com o olhar baixo e suas mãos estavam um pouco avermelhadas como se alguém tivesse apertado com bastante força\, mas ele não queria se envolver por isso decidiu ignorar a presença dela.
- Bom dia senhor Dantes\, estou muito feliz que tenha aceitado o meu pedido. - Mauro falou com o homem educadamente.
- Bom dia! Senhor Sanjes espero que você possa me ajudar a fazer o transporte de corro de maneira sigilosa. - O estranho falou.
A mulher que estava quieta ouvirá tudo em silêncio mais ela levantou a cabeça e olhou para o velho e para Mauro ela podia perceber que ambos tinham uma aura poderosa.
O velho era um homem poderoso, mas para ela ele apenas era um assassino que matou seu pai devido às dívidas que ele acumulou com jogos e o outro homem mais jovem era um bloco de gelo sem coração, caracterizam de homens muito ricos ou psicopatas.
Sair de dentro daquele carro era sua maior prioridade e mesmo que qualquer escolha fosse ruim era alguma coisa.
- Sim\, estarei com tudo pronto\, basta me informar a data e horário. – Mauro falou com o homem que esboçou um sorriso em meio a fumaça de seu charuto.
- Licença\, mas como eu já falei o que deveria estar indo. - A mulher falou e começou a tentar se aproximar da porta. - Vendo tal reação o velho fez um gesto para que um de seus homens que estava no carro a impedisse.
- Você pensa que é só vim e me dizer que não tem o dinheiro para quitar a dívida e eu irei deixar para depois. - O velho soltou outro arco de fumaça. – Senhorita Gomes acho que você ainda não entendeu que desta vez ou você me pagar o que seu pai me deve ou você terá o mesmo destino que ele. - A mulher perdeu a coragem suas mãos estavam levemente tremendo devido à ameaça.
- Senhor eu só tenho este dinheiro\, mas prometo que irei conseguir o restante dentro de cinco anos. - Retirou o dinheiro de sua bolsa pequena e entregou ao homem\, que ao contar jogou nela todas as notas.
- Você acha que sou o que para me dar apenas isso? Cinco anos? Pois enquanto pretende me pagar por mês dez mil ou mil reais? - O homem largou seu charuto e pegou no rosto da mulher rudemente e apertou Mauro que assistia tudo em silêncio queria fazer algo\, mas se ele fizesse alguma coisa antes poderia estragar tudo.
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Atualizado até capítulo 32
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