Capítulo 11

Ela estava se sentindo cansada e a cada passo era como se estivesse pisando em espinho, para ela já bastava daqueles saltos insuportáveis.

Ao entra no banheiro ela se olhou no espelho e viu como estava diferente e bonita. Por um instante ela decidiu que iria voltar e iria embora com a permissão de Mauro ou não, com a cabeça baixa e em meio aos seus pensamentos em como sairia deste salão sem ser notada Ísis não percebeu que havia entrado mais alguém no banheiro.

— A senhorita é uma mulher provida de beleza e talento, tenho que admitir que não tirei os olhos da senhora a noite toda. - O homem falou fazendo a jovem mulher olhar para as mãos daquele patife que segurava em sua cintura, sem pensar ela conseguiu escapar.

- Eu não te conheço. - Ela foi até a porta\, mas estava trancada\, ao se virar ela notou que o homem estava com a chave em seu bolso e bêbado a julgar por seu estado atual. – Me entregue as chaves e então lhe ajudarei a encontrar a mulher que o senhor procura. – Ela falou tentando ganhar tempo até que alguém ou até mesmo o homem decidisse ver com clareza que ela não era a mulher que ele procurava\, mas o homem em um movimento rápido a agarrou e segurou suas mãos.

- Agora você quer me enganar? – O hálito do homem invadiu as narinas de Isis fazendo ela querer vomitar.

- Você está tão bêbado que não consegue se manter em pé direito e ainda acha que pode reconhecer a pessoa que procura? – Ela foi irônica.

O homem sem paciência para tanta conversa rasgou o vestido de noiva em apenas um movimento. Atordoada Isis tentou abrir a porta, mas o homem lhe puxou e deu um tapa em seu rosto, ela não teve tempo para reagir apenas escultado o estalar da mão do homem em seu rosto, a dor latejante logo se espalhou pelo lado que foi atingido, as lagrimas começaram a escorrer sem aviso após a dor se espalhar.

Vendo que a mulher estava calada o homem a prendeu na parede e começou a tentar beijá-la. Desesperada Isis começou a gritar por ajuda, mas outro tapa lhe foi dado, só que desta vez lhe tirando um pouco de sangue da boca.

- Seu cretino imprestável\, eu já disse que não sou a pessoa que procura. - Ainda no chão Isis falou entre o choro\, ela estava apavorada e sabia que se ninguém viria a seu encontro e ela seria provavelmente abusada por um bêbado nojento.

- Você está sendo muito malcriada hoje\, apenas relaxe que prometo que você vai gostar. - O homem desta vez usando mais força arrancou o restante da roupa de Isis e começou a passar os dedos em seus ombros… Incapaz de fazer alguma coisa\, Isis fechou os olhos enquanto lagrimas e mais lagrimas caiam.

Um estrondo veio do lado oposto e em seguida alguém retirou o homem de cima de Isis e o socou, o bêbado agora estava desacordado no chão. Mauro olhou para o homem desacordado e se levantou caminhando até Isis, depois se abaixou. – Não toque em mim, por favor. – Ao notar que os pés do homem estava perto dela deduziu que poderia ser o bêbado e por isso se encolheu mais, entretanto Mauro estava preocupado com o estado que ela se encontrava e só de pensar que aquele homem estava tocando em uma das suas pessoas ele estava furioso, mas manteve a calma apenas por hora.

— Está tudo bem, eu estou aqui. – Ao ouvir a voz de Mauro Isis o abraçou fortemente e chorou como uma criança. Ele sentiu as lagrimas dela encharcar o terno dele, mas mesmo não gostando ele se manteve ali esperando a jovem mulher se acalmar. – Isis. - Ele chamou-a, vendo que ela afrouxou mais o abraço ele pode segurar o rosto pequeno da jovem mulher e limpá-lo. – Irei lhe levar para casa. - Isis não falou nada pois isso era o que ela mais queria, mas ao se recordar que suas roupas foram rasgadas ela gritou e fez o homem virar de costas para não ver seu corpo.

- Não olhe. - Isis falou enquanto tentava encontrar alguma coisa para se vestir\, Mauro tirou o paletó que vestia e colocou no corpo da mulher lhe cobrindo\, após isso ele percebeu que ela era baixinha e que seus pés estavam descalços.

- Por que você tem que ser tão descuidada? – Apesar de ter dito baixo a mulher ouviu e olhou confusa para o homem. Mauro pegou Isis em seus braços e caminhou para fora do salão sem se importar com os curiosos\, além dos fotógrafos que tiravam fotos\, mas nenhum deles conseguiram saber como era o rosto verdadeiro da noiva pois estava coberto.

- Não acredito que eles saíram de tal maneira e ainda sem dar uma satisfação. - Joana falou com Rosana que estava de olho no casal e fez um julgamento equivocado.

A festa ainda ocorreria após a saída do casal, mas não duraria muito tempo. Mauro levou Isis para a mansão, não era o lugar apropriado para trazê-la, já que foi o lugar onde ele e Paula viveram por um tempo e trazer sua nova esposa para este lugar poderia a incomodar.

Ao parar o carro ele olhou para o banco ao seu lado e viu que a mulher estava dormindo, então ele a chamou. – Acorde Isis, nós chegamos em casa. – Ela abriu os olhos e passou a mão em seu rosto e olhou para o homem.

- Obrigada. - Ela falou e saiu. Mauro saiu do carro e caminhou até Isis que estava admirada com a mansão\, mas podia ver sua relutância ao perceber que Mauro iria levar-lá para dentro.

- Esta será a nossa casa agora. – Mauro falou ao ver que a mulher deu alguns passos para trás.

- Eu não posso morar em um lugar como este\, é tão lindo\, magnifico\, eu prefiro morar no mesmo lugar onde moro atualmente. – Era obvio que ela e Mauro eram diferentes ambos possuíam uma diferença de classe incorrigível.

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