...FIORELLA FERRAZ...
Desviando das pessoas eu tento chegar até o bar, lá está mais tranquilo e a música menos barulhenta. Tem uns caras e umas meninas ali perto conversando. Chamei o barman a pedi algo para beber.
— Você é nova por aqui?
— Sim.
— Espere um momento. — ele sai e retorna em poucos minutos. — É por conta da casa. — entregou-me uma taça com uma fatia de limão presa na borda.
— O que é isso?
— Martini. — aproximei a bebida na boca. — Calma. — ele parou-me. — De vagar, moça.
Sinto gosto de sal, mas a bebida é ótima, parece refrescante e bem alcoólica.
— Obrigada.
— Você não é aqui da Austrália, né?
— Eu sou alemã.
— Olha... seja bem-vinda.
— Obrigada.
Sorri para mim e vai atender o pessoal. Olho ao redor. O que devo fazer agora, dançar? Estou morrendo de vergonha para isso. Vejo umas meninas, elas parecem ter a minha idade, fui até lá falar com elas.
— Oi! — olharam-me dos pés a cabeça e saíram. Mas que filhas da puta.
— Alemã? Desculpe ouvir a sua conversa com o barman, tem um sotaque belíssimo. — virei na direção da voz, deparei-me com um homem lin-do. — E que olhos. — elogiou-me.
Eu sorri sem saber o que falar, ele é lindo, senhor. Aparenta ter uns 25 anos, alto, cabelos negros, a mandíbula quadrada, traços de homem. Ele abre um sorriso e eu desperto.
— Sim, eu... estou no país a poucos dias.
— E está gostando?
— Acho que sim, é a minha primeira vez num lugar desses.
— Posso ser o anfitrião? — pergunta a tentar fazer com que a voz sobressaia a música alta.
Pode ser tudo, gato. Pode ser o meu primeiro também, quer?
— Pode.
— O quê? — aproxima do meu rosto para ouvir o que disse.
— Você pode. — repeti a sentir aquele perfume.
— Ufa. — ele segura o peito em alívio. — Meu nome é Andrew.
— Sou Fiorella.
— Perfeito nome, combina com você, Fiorella. Fala muito bem o inglês, está sozinha?
— Cheguei a poucos dias, não conheço ninguém aqui.
— Veio sem amigas?
— Sim.
— Não saia daqui. — ele some no meio da multidão.
Eu ainda estou em choque, dei muita sorte de encontrar um cara tão legal e bonito logo no primeiro dia. Ele volta segurando a mão de uma menina. O meu peito aperta em desânimo na mesmo hora que vejo aquela cena.
— Fiorella, essa é Ava, minha irmã.
— Oi, Ava.
— Fiorella, você é linda.
— Você também, Ava.
— E esse sotaque?
— Ela é alemã. — Andrew interrompeu.
— Caralho, que pica. Uma alemã? — afirmo com a cabeça.
Logo chegam mais dois caras. Eles parecem ser amigos do Andrew e Ava. Ela senta ao meu lado numa cadeira perto do bar. Pedi mais bebidas pra gente, os meus olhos não desgrudam do Andrew, ele está mais a frente conversando com os amigos, porém, não para de me secar. Eu estou animada com a situação, mas receosa. O meu intuito de vir aqui é justamente para me divertir, conhecer pessoas novas, também queria perder a virgindade, na verdade, esse é o principal motivo.
Queria perder não com um cara qualquer, mas com um que mexesse comigo, queria sentir o mesmo que sinto por aquele homem raivoso, e Andrew parece ser essa pessoa. Senti-me atraída por ele, acredito ser assim que as mulheres fazem, se sentem atraídas e transam.
— Meu irmão está "afinzão" de você.
— De mim?
— Não só ele. — percebo o amigo também me olhar.
As minhas pernas arrepiam, isso é meio estranho, deveria sentir-me bem, afinal, era isso que eu queria, mas ver eles olhando assim para mim, sinto-me só um pedaço de carne, daqueles bem suculentos. Deve ser por isso que o meu pai me protegia tanto.
Tiro esses pensamentos da cabeça.
— Vamos dançar? — segurei a mão da Ava, eu gostei muito dela.
Dançamos, foi quando chegou as amigas dela trazendo mais bebidas.
— Sabe beber, Fiorella? — uma delas perguntaram.
— Óbvio que sei. — virei com tudo a bebida fazendo uma careta no final.
— Essa sabe mesmo beber. — a voz do Andrew nas minhas costas arrepiou-me a espinha. Ele segurou a minha cintura e virou na direção do seu corpo.
Um homem está me tocando, e esse homem não é aquele puto mafioso e bravo do Argo Romanov. Esse pensamento invadiu a minha cabeça. Mesmo que me sinta atraída fisicamente por Andrew, o meu primeiro beijo será com ele?
Dançando, Andrew segura a minha mão e levanta.
— E esse anel? — perguntou ao ver a minha aliança.
— É...
— Noiva?
— Sim, eu sou noiva. — confessei.
— Sabia! Uma alemã, tão linda e solteira? Cadê o seu noivo?
— Me trouxe e foi embora. — ele ri meio tímido, talvez não tenha nem acreditado no que eu disse.
— Podemos continuar dançando, pelo menos? — desceu a mão e timidamente pôs por cima da minha bunda.
Eu queria tanto isso, mas, porque estou entrando em pânico? Acho que vou vomitar. As meninas do nosso lado dançando e rindo, e eu com medo de fazer o que tanto queria.
— Vamos sentar ali? — sussurrou no meu ouvido, esse gesto arrepiou-me.
— Vamos.
Puxou a minha mão e sentamos num lugar mais isolado. Eu cruzei as minhas pernas para ele não perceber a tremedeira.
— Você está nervosa? — não adiantou, ele percebeu.
— Como eu disse, é a primeira vez num lugar desses, então...
— Calma, não vou fazer nada que você não queira. Até porque é noiva.
— Pensa que estou mentindo?
— Eu acho que o seu noivo é um cara de sorte, queria eu ser esse homem.
Calei-me. Não soube o que falar. Ele pôs uma mão na minha cintura e apertou, o meu corpo reagindo a esse garoto. Sinto-me atraída por Andrew, mas não pelo Jared, meu próprio noivo. Que merda!
— Andrew, eu posso ir ao toalete bem rápido?
— Eu te espero. — e piscou para mim, droga.
Cheguei ao banheiro e tive que respirar. Medo e euforia, é isso que estou sentindo. Eu quero beijar esse cara, é hoje ou nunca, não posso dar para trás.
— Fiorella. — Ava entrou no banheiro com as amigas. — Tá bem? Pensei que estava vomitando.
— Estou bem, só vim retocar o batom.
— Você parece legal, Fiorella. Queria muito pegar o seu número, posso? — ela fala já tirando o celular da bolsa.
Ideia excelente, assim eu poderei ver Andrew novamente se algo não rolar hoje. Tirei o meu celular da bolsa.
— Eu vou ver, o número é novo ainda não sei de cor. — passei o meu número para ela e vi ter várias chamadas da Loretha. Não vou retornar, fingirei que estou dormindo.
Ficamos mais uns 5 minutos no banheiro resenhando, prestes a sair ouço o meu celular tocar na bolsa.
— Podem ir, eu já vou. — falei e voltei para o banheiro, o meu coração disparou, se for o meu pai ou a Loretha nem vou atender.
Vi ser uma mensagem, Argo Romanov. Meu Deus! Ele descobriu! Sentei num banco para não desmaiar.
📱-Você tem 5 minutos para sair daí.
Socorro! Como ele soube? Espero que Jared não tenha abrido o bico, é impossível ele saber onde estou.
📱-Não estou fazendo nada de mais, daqui a pouco vou embora. — enviei, ele me ligou no mesmo segundo. O meu coração está tão disparado que sinto até náuseas.
— Fala!
— Sai dessa boate agora, não estou brincando.
— Está parecendo o meu pai.
— A senhorita tem 2 minutos.
— Vem me tirar daqui.
— Eu não posso entrar, garota!
— Por que não?
— É regra, não podemos estar em lugares públicos.
— Então eu sinto muito.
— Se não sair em 2 minutos, vai se arrepender.
— Vou arrepender se eu sair, senhor Argo, só para atender os seus caprichos. Já disse que não estou fazendo nada, só dançando.
— Fiore... — desliguei a cortar a sua fala.
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Atualizado até capítulo 108
Comments
Marlene Aragao
que mocinha mais sem noção, que autora é essa ??? parando de lê, a história tinha tanto pra ser boa , mas oh mocinha insuportável .....
2025-02-18
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Jacque gil
história confusa ela e noiva,sente atração pelo sogro mais quer dar pra qualquer um🤔
2025-02-19
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Maria Pinheiro
Eita!! ela bateu o telefone na cara do mafioso .
2025-01-06
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