...FIORELLA FERRAZ...
Subi para o quarto e parei na frente do espelho. O baby doll é realmente transparente, eu nem percebi ser tanto assim. Ainda bem que a Loretha e o Jared não apareceu, foi justamente a pessoa que eu mais queria, parece o destino. Aquele homem bravo está se entregando lentamente. Quando vi ele excitado olhando para o meu corpo, senti-me um pouco tímida, mas fiz o que deveria ser feito, se eu recuasse me arrependeria. Eu tenho um lema: melhor arrepender pelo que fez, do que arrepender pelo que não fez.
Provoquei a fera e ainda deixei a chupar dedo, duvido que ele vai dormir bem, depois do que acabou de acontecer naquela cozinha. Ele vai me foder por bem ou por mal.
Joguei-me na cama com um sorrido imenso no rosto. Olho para o meu celular e abro nas mensagens, ele está online. Os meus dedos coçam para enviar algo para ele. A minha consciência logo diz: ele é casado e a esposa pode ver. O meu coração: envia uma mensagem e deixa ele dormir de pau duro.
Atendi o pedido do meu coração e comecei a escrever:
📱-Eu vi o senhor devorar o meu corpo.... — não, muito ousada, apaguei e comecei de novo. — Boa noite, senhor Argo. — muito simples e formal, apaguei novamente. — Como eu tiro um homem da cabeça? — enviei.
Estava lendo em algum lugar, sobre como conquistar homens, e nada é mais eficaz do que provocar indiretamente deixando uma pergunta no ar. Ele vai ficar pensando nisso a noite toda.
Deitei sem expectativa de resposta. Na verdade, eu nem esperava ele responder, até o meu celular vibrar sobre a mesinha do abajuor. O meu coração disparou, sabia que era ele.
📱-Não brinca comigo, garota!
Eu começo a rir, são mais de duas da madrugada e nós trocando mensagens. Ele, irritado como sempre, a sua resposta não poderia ser tão previsível.
...****************...
— Você só será uma mulher, após ser fodida por um homem de verdade. — acordei com a voz rouca do Argo no meu ouvido.
Dei um pulo na cama de susto, olhei ao redor tentando vê-lo por aqui. Levanto e verifico se a porta está trancada, ela está bem fechada com a chave ao lado de dentro. Essa voz foi tão real no meu ouvido. Atordoada, tomo um banho antes de descer para tomar o café da manhã.
Abro a porta do quarto e dou de cara com Blake. Vou botar a segunda parte do meu plano em prática.
— Blake, ainda bem que você está aqui. — fiz uma careta.
— Está bem?
— Acho que não. — ponho a mão na barriga. — Vem aqui. — puxo ele para o meu quarto deixando a porta aberta.
— Senhorita, não posso entrar no seu quarto.
— Por favor, só até a dor passar.
— O que você tem?
— Deve ser cólica, eu estou naqueles dias.
— Então vou providenciar um remédio.
— Espera, senta aqui, já vai passar. — sentei ele a força na minha cama.
Blake é um homem muito difícil de socializar, Argo escolheu a dedo para ser meu segurança, só pode. Inventei uma dor, pois seria mais fácil dele se abrir comigo. E acho que estou certa, pois só agora ele falou comigo, mais que o dia todo que ficamos no shopping.
Blake olha para a porta e não ousa olhar para mim.
— Você conhece o senhor Argo Romanov por muito tempo?
— Não posso falar disso com você.
— Desculpa. — disse, ele me olhou brevemente e desviou os olhos. — Já tomou café da manhã?
— Sim, senhora.
— Eu nunca vejo você comendo, traz a sua própria comida?
— Sim, senhora.
Isso é ruim, como vou colocar os remédios na comida que ele mesmo faz?
— Melhorou? Não tenho permissão para entrar no seu quarto.
— Espere, posso te fazer uma pergunta? — ele olha-me e desvia o olhar, de novo. Entendo que isso seja um sim. — Você ouviu o que o seu patrão disse para mim ontem?
— Não sei do que está falando.
— Ontem no corredor, quando você chegou...
— Vou repetir. — interrompe-me. — Não sei do que fala. — levanta e sai do quarto.
Puta merda. Que homem complicado. Não pode falar comigo, não pode falar sobre o Argo, não pode entrar no meu quarto, não pode nada!
Saí irritada do quarto, ele veio atrás. Entrei na cozinha para o café da manhã, Blake ficou na porta ao lado de fora. Eu achei que seria melhor ter um segurança, mas até em casa?
— Olá. — uma mulher me vê entrar e cumprimenta-me.
— Oi, quem é você?
— Grace, sou cozinheira dos Romanov.
— Ah, prazer, Grace. — saber que eles tem uma cozinheira é interessante para o meu plano.
— Pode sentar, dona Loretha está chegando.
Jared e a mãe entram sorrindo e abraçando-se. Essa cena é nova para mim, já que o clima anda meio pesado nessa casa.
— Bom dia, Fiorella. — os dois falam juntos.
— Bom dia para vocês dois também.
Grace põe a mesa e deixam-nos sozinhos.
— Aquele segurança vai ficar na cola da minha noiva o tempo todo?
— Eu vou falar com o meu marido para manter ele lá fora.
— Eu agradeceria, dona Loretha, está muito sufocante ele por perto o tempo todo.
— Eu compreendo, não tem porque ele ficar na porta do seu quarto.
Sinto falta do Argo, queria vê-lo. Contudo, não vou perguntar do meu sogro, vou fingir que nem lembrei daquele homem, provavelmente ele está ocupado.
— O que vai fazer hoje, Fiorella?
— Ah, ainda não sei.
— Por que não chama a sua noiva para um passeio, Jared?
"Essa não, Loretha. Que ótima ideia a senhora teve!"
— Hoje não dá mãe, mas... talvez amanhã? — ele olha-me. — Quero apresentar a cidade para você, Fiorella.
— Eu adoraria, Jared. — mentira, queria ficar no meu quarto depois da ressaca que vou ficar hoje.
— O que vai fazer hoje, Jared? Algum compromisso que eu não saiba?
— Aniversário de um amigo.
— Por que não chama a Fiorella?
— Não! — alterei a voz no susto, os dois olharam-me. — Quer dizer, eu não conheço os amigos dele, ia me sentir deslocada.
— Pois é, mãe. — Jared concordou e cruzou os olhos com a mãe.
— Trabalha hoje, Loretha?
— Não trabalho num sábado, Fiorella, se precisar estarei aqui o dia inteiro.
— Vou subir, preciso resolver algumas coisas. — Jared levantou, deu um beijo na minha cabeça e subiu.
Esse era o momento que eu esperava, a sós com a senhora Romanov. Olhei para os lados e constatei se estávamos realmente sozinhas.
— Dona Loretha. Eu queria pedir um favor.
— Pode falar. — ela sorri, sinto-me mais confiante para falar.
— Como passa por aqueles portões sem os seguranças saberem?
— Creio que não tenha como, Fiorella. Por quê? Argo proibiu você de sair?
— Eu só posso com o Blake.
— Blake fez algo para você?
— Não, não é isso. Eu queria sair sem ele, sabe.
— Escondida? — gelei quando ela perguntou. — Fiorella, eu já tive 18 anos, e sei muito bem o que você quer. Eu não tenho nada contra, mas pode ser perigoso você sair sem um segurança.
— Eu entendo. — usei um tom de voz triste.
— Eu queria te ajudar, mas se Argo souber, não vai gostar nada de saber que isso tem dedo meu.
Contar com a Loretha não dá, ela tem medo do próprio marido. Esperei Loretha terminar o café e subi para falar com Jared. Tem que haver alguma forma de sair daqui sem que os caras percebam. Eu não vou passar o final de semana dentro dessa casa.
Quando cheguei, a porta do quarto de Jared estava aberta.
— Jared? — ele estava de frente para o espelho com uma toalha preta amarrada na cintura. Olhou-me pelo reflexo do espelho e sorriu. Quando Jared virou, eu pude ver o seu abdômen definido completamente tatuado. Os meus olhos miram aquele peito e barriga.
— Eu esqueci a porta aberta. — ele falou e aproximou. — Fiorella? — subi os meus olhos quando ele chamou o meu nome. Jared tem o corpo ainda molhado, os cabelos também.
— Queria falar com você.
Ele passou por mim e fechou a porta.
— Porta arrumada. — sorriu.
— Se o seu pai souber que estou aqui, quebrará pela segunda vez.
— Ele saiu cedo, não preocupa. Sabe, penso que seria o momento ideal para nos beijamos, já que o meu pai liberou.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 108
Comments
Mariane
😂😂😂
2025-02-13
1
Mara Frazao
kkkk
2024-12-11
0
Kaelly Santos
que isso moça kkk
2024-09-18
1