...FIORELLA FERRAZ...
Entrei para o meu quarto, satisfeitíssima, deitei na cama e fiquei pensando naquele ciúme todo. Aquilo só poderia ser ciúmes, não tem outra explicação. Fiquei quase 1 hora deitada e Loretha bateu na porta chamando-me para o jantar.
A mesa do jantar está linda, o cheiro da comida é ótima.
— A senhora que cozinhou, dona Loretha?
— Pode me chamar apenas de Loretha, Fiorella. E sim, eu gosto de cozinhar, é o meu passatempo.
— E a senhora trabalha fora?
— Sou professora de balé.
— Balé? — comecei a rir.
— Brincadeira. Mas se eu contar não acredita.
— Eu quero muito saber.
— Sou professora.
— Não acredito.
— Creio que nós duas temos muito em comum. Eu sempre tive um sonho, e só pude realizar depois que o meu pai se foi. Deixou de herança o nome Romanov, por sorte apaixonei-me por Argo e casamos, ele tomou frente de tudo, já que sou filha única.
— Então você também nunca gostou disso?
— Acho que a palavra não é gostar, eu quis seguir o meu sonho. Até mesmo Argo foi contra, mas ele acabou se acostumando.
— Eu nunca poderia imaginar, Loretha.
— E qual o seu sonho, Fiorella?
— Eu não sei. — parei para pensar. — Realmente não sei, Loretha. Eu cresci rejeitando a família em que nasci, e nunca refleti sobre a minha própria vida e o meu futuro. O senhor Adalberto Ferraz sempre me moldou do jeito que ele queria.
— Não somos ninguém sem sonhos, Fiorella.
Argo entra na sala de jantar e senta do outro lado da mesa. Ele tá muito bonito com uma calça tactel preta, o tecido é muito fino, reparei no seu pacote entre as pernas. Uma camiseta branca bem colada ao seu corpo. A tatuagem no seu braço ficou bem visível.
— Onde está Jared?
— Estou aqui. — Jared entra e senta ao meu lado. — Oi, linda.
— Oi, Jared. — esse menino também não é de se jogar fora.
— Vou servir-nos. — Loretha começa a servir a comida no nosso prato.
O clima tá meio tenso, não sei o porquê. Argo nem olha na minha direção.
— Por que a porta do seu quarto está quebrada, Jared?
Com a pergunta da mãe, Jared e o pai trocam olhares.
— O senhor "pode tudo" quebrou.
— Seu pai?
— Mais alguém aqui pensa ser o dono do mundo, mãe?
— Vê como você fala, moleque! — Argo devorava o filho com os olhos.
— Jared, respeita o seu pai. Por que quebrou a porta do quarto do Jared, Argo?
Argo olhou para mim pela primeira vez e depois desviou os olhos para o filho.
— Jared não queria abrir, não foi, meu filho?
— E precisava quebrar?
— A comida está ótima Loretha, como a senhora fez esses peixes com fritas? — o clima já estava tenso demais, inventei estar interessada na receita para aliviar a situação constrangedora.
Deu muito certo, pois, Loretha começou a explicar como fez a receita. E ela realmente cozinha muito bem. Comemos por alguns minutos em total silêncio até um homem moreno alto aparecer.
— Patrão, me chamou? — um homem de terno preto, adentrou a sala de jantar e cruzou as mãos nas costas.
Loretha e Jared encararam Argo sem entender o que acontecia.
— Chamei. Fiorella, Blake será o seu segurança.
— Segurança? — espantei.
— Argo, por que ela precisa de um segurança? — questionou Loretha.
— Ela quer sair, Loretha. É perigoso andar sozinha por aí.
— Você quer controlar os passos da Fiorella, pai. — Jared alterou a voz. — Por que tem que controlar todo o mundo?
— Fiorella. — Loretha olhou para mim. — Argo tem razão, não concordo que fique trancada aqui, se quer sair, não pode andar sozinha por aí.
— Isso significa que eu posso sair dessa casa quando bem entender? — animei.
— Quando bem entender é um exagero, Blake estará com você durante todo o tempo.
Excelente! Isso é melhor que ser proibida de sair ou depender do Argo para o aval. Fiquei feliz, mas parece que Jared não.
— Fiorella, ele quer te controlar, você não vê?
— Chega, meu filho. Por que você está falando dessa forma? — perguntou Loretha e segurou a mão do filho.
— Porque o seu filho é um desajuizado.
— E a senhora sempre defendendo ele. — Jared levanta de uma vez e sai da sala de jantar.
— Eu vou falar com ele. — Loretha vai atrás.
— Você começa amanhã, Blake.
— Sim, senhor. — esse tal Blake sai e nos deixa sozinhos.
— Acho que o senhor deveria tratar o seu filho melhor.
Argo limpou o canto da boca com um guardanapo e olhou-me:
— Você não conhece o Jared. Entende por que precisa de um segurança? — afirmo com a cabeça, eu sei que Argo tem inimigos. — O seu pai deixou você em minha responsabilidade até o casamento. — ele levantou da cadeira, parou atrás de mim. — Jared não cuida de si mesmo, como vai cuidar de você? — aproximou a boca do meu ouvido. — Eu proibi aquele menino de tocar-lhe, porque ele não é homem para você, Fiorella.
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Atualizado até capítulo 108
Comments
Mariane
kkkkk pergunta isso não Dona! 😂
2025-02-13
1
Maria Pinheiro
A pergunta que não quer calar , e quem séria esse homem ??? 🤔
2025-01-06
0
Mariane
Eitaaa que agora virou para o segurança kkk😂
2025-02-13
0