— Senti fome. — virei para encará-lo e assustei com o seu grande peito nu.
— A geladeira fica na cozinha.
— Não tem nada para comer lá. — não consigo tirar os olhos do seu abdômen. Ele, tão perto de mim, parece ter 2 metros de altura.
— Muito menos nessa sala. Além de desrespeitar uma ordem minha, é curiosa e intrometida.
— Você pode parar de falar assim comigo?
— Quer que eu fale como?
— Primeiro, o meu nome é Fiorella. Segundo, eu só queria ver o que tem aqui dentro.
— Você quer ver? Beleza! — ele tira uma chave do bolso, e abre a porta. — Entra!
— Entra você primeiro.
— Vou por último, entra!
Bufo de raiva e entro. Ele vem logo atrás e acende a luz. Por qual motivo eu quis ver o que tem aqui? Dragas e armas a rodo, muita munição, pente de carregamento, granadas, explosivo C4. C4 é para explodir banco? Eu fico boquiaberta.
— Satisfeita?
— Vocês são uma organização do quê?
— Tráfico de armas.
— De a-armas?
— Pensou o quê? Tráfico de bonecas? Pensei que fosse acostumada com isso, já que o seu pai tem uma fábrica clandestina de munições.
— O meu pai nunca deixou que eu chegasse perto dessas coisas.
— Não sabe o que está perdendo.
— Estou perdendo nada, senhor Argo. Eu nunca gostei dessas coisas e sempre odiei o fato de ter nascido numa família assim, e trouxe-me para um barraco bomba? — saí a correr e entrei para o quarto.
Ver aquilo me assustou. Eu sei, sempre soube que máfia é uma organização criminosa, mas ver isso me abalou. Pessoas morrem por causa daquilo, por drogas. Isso só fez eu ter mais certeza e repulsa desses homens. Deitei na cama e fechei os olhos para tentar dormir.
...ARGO ROMANOV...
Eu estou tendo que tirar paciência do além para lidar com essa menina. Ela é filha de um mafioso e quase mijou pelas pernas quando viu o meu arsenal. Eu pensei que seria mais fácil colocar Jared na linha com uma esposa, só não esperava que essa menina fosse tão difícil.
Vou despachar esses dois após o casamento. Eles que se virem pra lá, não tenho idade para lidar com um moleque sem juízo e uma garota malcriada.
— Jordan. — liguei para um dos meus soldados e fiz o que jamais pensei que faria. — Preciso que traga algo para a garota comer.
— Uma hora dessas, chefe?
— Você está me questionando?
— Não, senhor! Vou dar um jeito.
— Ótimo!
Acertei com esses novos soldados, eles trouxeram comida em menos de 15 minutos, mesmo sendo duas horas da manhã.
— Tá acordada? — aproximei do quarto e perguntei, ela não respondeu. — Tem comida aqui, não estava com fome?
— Não quero! — gritou com a voz meio abafada.
— Não sabe o que está perdendo, o cheiro é ótimo. Mas... já que não quer, vou jogar fora, não como sanduíche e até amanhecer já perdeu. — ela abre a porta no mesmo instante e puxa a sacola da minha mão, e como agradecimento, lança um olhar raivoso e bate a porta na minha cara.
.........
Acordei com um gemido de mulher. Essa voz não é da minha mãe. Levantei e fui rumo aos barulhos estranhos. O meu pai estava na sala comendo uma vadia.
— Argo, vem até aqui! — ele chamou quando me viu. — Senta aqui e veja como se faz, garoto.
— Solta ela, pai, tá machucando a mulher. — gritei com nojo estampado no rosto.
— Vem aqui!! — ele apontou para uma cadeira na frente do sofá, e obrigou-me a vê-lo foder uma puta, ele não era nem um pouco carinhoso, a mulher reclamava de dor enquanto o meu estômago embrulhava. — A mulher, Argo, todas elas, precisam nos respeitar. — ele falava enquanto fodia. — O homem é soberano em tudo, no amor, no casamento, na vida, nos negócios. Nós podemos tudo, Argo. Olhe e aprenda. — ele segurou os cabelos da mulher e puxou com força, entrava e saia sem pudor algum.
Eu olhava pela janela com medo da minha mãe entrar e ver aquilo. O meu pai sempre fazia essas coisas e obrigava-me a vê-lo. A mulher gemia de dor e aquilo me revoltava.
— Está machucando a garota. — falei.
— Fala para ele, mulher. Você gosta, não gosta? Gosta quando eu faço assim?
— Eu... gosto, mais forte. — a mulher gemeu e pediu.
Fiquei confuso, não sabia o que pensar, ela gostava daquilo?
— Você tem 15 anos, meu garoto. Já está na hora de aprender, e claro, praticar. — saiu de dentro dela. — Sua vez, Argo. — aproximou de mim e puxou-me da cadeira. — Quero ver o meu menino virar um homem.
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Atualizado até capítulo 108
Comments
Sr. Anônima
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK um Pitbull que não morde
2025-02-18
0
Mara Frazao
horor
2024-12-11
0
Ale Oliveira
credo, que pai
2024-12-10
0