Fabiana afastou as lágrimas com força. Ela deu um passo longo e colidiu com o corpo de João, fazendo o jovem cair no chão. Felizmente, seus pais não estavam em casa, então a recente briga conjugal que mal começara não foi descoberta pelos sogros.
— Quem é esta pess... Ai... — João, que tentou se levantar novamente, caiu no chão mais uma vez, pois foi atingido novamente e agora com mais força, arremessando suas costas contra a parede.
— Meu Deus, o que aconteceu com essas pessoas? Ai, todo o meu corpo dói — reclamou João enquanto segurava a dor nos glúteos, quadris e costas. Ele viu Fabiana sair apressadamente e seu irmão a perseguir com a mesma rapidez. João entendeu agora que os dois estavam com problemas. Lentamente, ele se levantou do chão que de repente parecia quente e entrou no quarto, sem se preocupar com o drama conjugal de um casal com grande diferença de idade.
— Fabiana! Espere, Fabiana! — Miguel exclamou, puxando o braço de Fabiana para que ela parasse de caminhar.
— O que mais você quer? O que você quer falar agora, hein? — Fabiana gritou com lágrimas que não podiam mais ser contidas. Ela jogou a mala no chão com um olhar afiado.— Estou cansada desse relacionamento! Estou cansada de lidar com um homem que se acha sábio! O que você quer que eu faça para lidar com um marido que desde o início não pode me aceitar? E você acha que só você não pode aceitar esse casamento? Desculpe por envolver você desde o início, mas a partir de agora não vou mais incomodar sua vida. Mais especificamente, não serei um fardo que envergonhe você com meu comportamento!
Fabiana já decidiu voltar para casa, ela desiste de ser a esposa do querido professor de Matemática das alunas. Fabiana está disposta a se tornar uma divorciada, desde que possa ser feliz. Afinal, ela ainda é jovem e intocada. Portanto, não importa para ela se ela escolhe se separar.
Ao ver Miguel ficar em silêncio sem responder, Fabiana decidiu ir embora imediatamente. Ela entrou no carro e deixou Miguel parado, com o rosto cheio de pensamentos.
— Oh, o que aconteceu, garota? Por que você voltou para casa com esse rosto sombrio? — perguntou a empregada de seu pai,assim que Fabiana chegou na casa, mas não obteve resposta de Fabiana. A garota caminhou rapidamente em direção ao quarto.
— Que saco... Que saco... Que saco! Maldito professor rabugento! Eu odeio meu marido! Ele se acha perfeito! —Fabiana xingou entre soluços. Ela, que ansiava pelo amor dos pais, tinha uma grande esperança de que qualquer pessoa próxima a ela a amasse sinceramente. Apesar de evitar conflitos onde quer que estivesse, desde que se casaram, ela recebeu um marido frio e indiferente.
— Eu quero me divorciar, ponto final! — exclamou Fabiana, em seguida, começou a chorar novamente.
Até a noite, Fabiana se recusou a sair do quarto. A empregada tentou convencê-la a comer várias vezes, mas Fabiana sempre recusava. Até que seu pai chegou em casa e soube que sua filha tinha voltado.
— Querida, é o Papai, meu amor — chamou ele batendo na porta. Ele ficou surpreso com o retorno da filha sozinha, mas como pai, ele não queria tirar suas próprias conclusões antes de perguntar o que havia acontecido.
— Papai... — Fabiana abraçou o pai com força e chorou. Já fazia mais de um mês desde que os dois se encontraram, porque o pai estava ocupado viajando a trabalho toda vez que Fabiana queria voltar para casa.
— O que aconteceu, querida?
— Senti saudaes, além disso, posso voltar a morar aqui, Pai?— perguntou Fabiana, soltando o abraço. Os olhos dela brilhavam à espera da resposta do pai.
— E quanto ao seu marido? Ele vai vir também? — perguntou o pai, observando o rosto de Fabiana que subitamente ficou triste. Fabiana abaixou a cabeça e virou as costas, dirigindo-se para a cama.
— Eu quero me divorciar, pai. — Fabiana murmurou com a cabeça baixa.
— Assim tão rápido? — ele ficou claramente surpreso, mas ele precisava ser paciente e sábio ao lidar com os problemas conjugais de sua filha, que ainda era inexperiente. Ele não poderia ouvir apenas um lado, também precisava ouvir as razões de seu genro.
Fabiana assentiu firmemente, ela parecia muito confiante e não havia nenhuma dúvida em se separar de Miguel. Seu pai respirou fundo antes de fazer mais uma pergunta. Nesse momento, sua filha precisava de orientação e direção para não tomar decisões precipitadas.
— Qual é o problema que faz você querer se divorciar? Miguel está sendo rude? — perguntou ele recebendo uma negativa de Fabiana. — Violência doméstica? — Fabiana balançou a cabeça novamente, dessa vez mais rápido. —Então o quê? Vocês são um casal apaixonado. Por que decidiram se separar? — perguntou ele com um sorriso travesso. Seu tom de voz provocativo fez o rosto de sua filha corar.
— Na verdade...
— Na verdade, vocês nunca tiveram nenhum relacionamento... Não é isso?
Fabiana parecia confusa com a pergunta de seu pai, mas ele investigou a origem de Miguel logo após o casamento. Como pai e pessoa respeitada, ele não poderia simplesmente ficar de braços cruzados e entregar sua filha a um homem. Embora naquela noite tenha sido obrigado a casá-los, depois disso ele fez questão de investigar o relacionamento proibido entre aluno e professor.
— Eu sei de tudo, querida. Você só queria arruinar o casamento arranjado por mim. No começo, fiquei desapontado, mas se agora você pede o divórcio, isso só me deixa ainda mais desapontado. Você só precisa conhecer ele melhor, querida.
— Pai, mas ele ainda ama o passado. Eu não quero viver com um homem que ainda não superou seu passado. Vai me machucar, além disso, ele quer uma esposa perfeita, e eu estou longe disso, não passo de uma estudante imatura e irresponsável.
Ele apenas balançou a cabeça ao ouvir as reclamações de sua filha. Ele decidiu sair do quarto. Vendo seu pai sem resposta, Fabiana prontamente desceu da cama e seguiu seu pai. Ela não queria que seu pai defendesse Miguel quando ele não conhecia verdadeiramente o comportamento de seu genro.
— Pai! — Fabiana agarrou a mão de seu pai para fazê-lo parar e atender ao seu pedido de divórcio. — Pai, sei que estava errada ao enganá-lo e armar esse plano contra o Miguel, mas estou terrivelmente arrependida, pai. Só quero ser sua filha novamente. Não quero ser a esposa do professor.
Imediatamente ele abraçou sua filha implorante. Ele não queria fazer isso, mas se sentiria ainda pior ao ver Fabiana viver sozinha no futuro. Antes, ele havia planejado o casamento por um motivo, mas agora sua filha estava com um homem de bom caráter, o que o deixou muito mais tranquilo.
— Um casamento deve ser baseado no conhecimento mútuo e na dedicação, não em desistir na primeira adversidade! E nem sempre você estará comigo Fabiana, pois todos nós temos nossos próprios caminhos na vida. Dê a si mesma tempo para pensar e refletir. Fortaleça sua mente e deixe o ego de lado, minha querida! Se você não entender, pode compartilhar sua história com a Dora, que tem experiência, ou qualquer pessoa em quem você confie.— Ele rapidamente soltou o abraço e saiu do quarto, deixando um beijo carinhoso na testa de Fabiana.
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Atualizado até capítulo 37
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