Miguel apenas conseguiu suspirar pesadamente ao ver o carro de Fabiana passar lentamente por ele, sem ao menos diminuir e perguntar se ele precisava de ajuda.. Ele estava empurrando sua moto porque o dinheiro que ele planejava usar para comprar gasolina, acabou sendo gasto para pagar a refeição de sua esposa.
Na verdade, Miguel poderia ter pedido ajuda aos seus colegas na oficina, mas havia recebido a notícia de que eles estavam ocupados devido à grande quantidade de clientes e, além disso, o clima desfavorável estava deixando Miguel relutante em incomodá-los. Ele continuou empurrando a moto em direção ao caixa eletrônico mais próximo para sacar dinheiro.
A situação de Miguel agora estava completamente encharcada, e não seria ideal para ele procurar abrigo primeiro. Ele continuou caminhando até um banco que ainda estava aberto. Com o rosto molhado, Miguel entrou devagar, atraindo os olhares piedosos dos outros.
Finalmente, Miguel pôde respirar aliviado. Ele finalmente conseguiu comprar gasolina depois de caminhar dois quilômetros empurrando a moto. Felizmente, havia um posto de gasolina por perto. Sem hesitar, Miguel encheu o tanque de sua moto e partiu apressadamente para casa.
— por que você não procurou abrigo? Está completamente molhado.— exclamou a mãe dele, surpresa ao ver Miguel chegar em casa todo molhado.
Fabiana, que estava em casa desde mais cedo e se juntou à ela na cozinha, virou-se imediatamente ao ouvir a voz alta de sua sogra. Ela viu o rosto pálido de Miguel, provavelmente por ter se molhado por tanto tempo e agora estava com frio.
— Peguei chuva no caminho mãe. Vou para o quarto tomar banho. Se você não se importar, faça um chá de gengibre para mim! Está muito frio — lamentou Miguel.
Miguel nem percebeu que Fabiana estava observando-o na cozinha.
— Tudo bem, vou preparar. Tome um banho rápido e não se esqueça de passar óleo de eucalipto para não pegar um resfriado! E, se precisar, peça para sua esposa passar nas suas costas. — sua mãe disse, em seguida, olhou para a cozinha. — pode fazer isso, minha querida?— Fabiana parecia perplexa, como ela poderia fazer isso. Eles nem tinham se tocado muitas vezes e isso nunca foi intencional. Parecia impossível que ela fizesse isso.
— Como posso recusar isso, também não quero fazer minha sogra se sentir mal.— Pensou ela.
— Fabiana? — a mãe chamou novamente, e Miguel parecia desconfortável, balançando a cabeça para ela.
— Oh... Eu... Eu... Sim.. Ahora que eu for levar o chár de gengibre eu passo.— A mãe sorriu ao ver que Fabiana cuidaria de seu filho. Ela sabia que ambos ainda estavam desconfortáveis um com o outro, mas talvez a chuva que molhou Miguel pudesse aproximar os dois.
— Vou para meu quarto. —,Miguel se despediu.
Miguel foi direto para o quarto para tomar banho, seu corpo já estava tremendo de frio e ele mal podia esperar para aproveitar a bebida quente feita pela mãe. Miguel nem prestou atenção à resposta de Fabiana, ele sabia que ela provavelmente respondeu assim por obrigação.
Na cozinha, Fabiana observava a sogra preparando o chá de gengibre. Antes mesmo de Miguel chegar em casa, ela estava tão animada quando a sogra a ensinou a cozinhar. Talvez porque desde criança, ela foi deixada por sua mãe e nunca teve a oportunidade de fazer tarefas domésticas com ela. A perda de sua mãe a deixou incapaz de fazer qualquer coisa nas tarefas domésticas, pois sempre houve alguém para cuidar disso.
Fabiana também recebeu muitos conselhos sobre como cuidar de um marido e o papel de uma esposa em um casamento. No começo, ela relutou em mencionar esse assunto, pois ainda estava chateada com Miguel. No entanto, ver o rosto feliz e cheio de esperança de sua sogra a fez sentir-se culpada por não prestar atenção a isso. Especialmente porque a sogra era tão paciente e gentil com ela. Seria uma pena se um dia ela não fizesse mais parte dessa família.
— Está pronto, leve rapidamente para o seu marido! Com certeza ele já terminou de tomar banho e precisa de algo quente! — Sua sogra lhe entregou uma xícara de chá de gengibre.
— Levar o que quentinho para o marido?— Perguntou João que estava chegando.
— Um chá. — Respodeu sua mãe.
— Ah, achei que era para os dois ficarem quentinhos juntos... — Ele disse maliciosamentte e rindo.
— Deixa disso garoto, você ainda não tem idade para pensar nessas coisas, preocupe-se em se formar primeiro. — O reeprendeu sua mãe.
— E quanto a Fabiana, mãe, nós somos da mesma idade, o que significa que agora também posso me casar. — João tentou se defender, ainda mais irritado ao ver o rosto de Fabiana provocando-o.
— Não, Fabiana é mulher e você é homem. Mulher é levada pelo marido, e você, como vai trazer uma esposa se nem sequer tem uma namorada? Além do mais, como vai sustentá-la se você ainda não tem um salário? Vai alimentá-la com grama?
— E desde quando minha esposa será uma cabra? — provocou João, dando um tapa na cabeça de Fabiana enquanto ela tentava passar por ele.
— João! — Fabiana ficou irritada por não conseguir evitar o tapa, já que estava caminhando segurando uma xícara de chá de gengibre.
João ignorou e logo entrou em seu quarto para se limpar. Fabiana voltou a caminhar em direção ao seu quarto, entrou exatamente quando Miguel estava saindo do banheiro. Logo, os olhos da garota se arregalaram ao ver Miguel saindo sem camisa.
— Aaaaggghhhhh... mmmmm...
— Por que está gritando? Vão pensar que estou fazendo algo com você! — disse Miguel irritado, tampando a boca de Fabiana com a mão.
Fabiana se soltou da mão de Miguel e entregou a xícara sem olhar para ele, que estava ao seu lado.
— Por quê?
— Coloque uma roupa, pelo amor de Deus! Você está estragando meus olhos castos! E além disso, está muito convencido achando que pode se exibir com esses musculos.— Fabiana reclamou com raiva.
Miguel não tinha percebido que tinha saído sem roupa. Ele apenas massageou a testa depois de saber o motivo pelo qual Fabiana gritou, em seguida tomou o chá de gengibre sem mudar de lugar.
— Tão quente...— Miguel olhou para Fabiana, que ainda estava de costas. Ele sorriu e colocou a xícara na penteadeira.
— O que minha mãe pediu? Faça logo! — Na verdade, Miguel também estava desconfortável, pois nunca ficara sem camisa na frente de uma mulher. Ainda mais agora, onde só estava de toalha, mas provocar Fabiana parecia necessário, então ele deixou seu desconforto de lado e se aproximou de Fabiana. — Vamos!
Fabiana, que estava brincando com os dedos desde o início, apertou as mãos com mais força. O rosto de Fabiana corou ao imaginar suas mãos tocando a pele de Miguel. Ela fechou os olhos com o coração acelerado.
— Anda logo!
— Ma..Ma...Mas, eu...mmm...por favor, se vire sozinho, você consegue, afinal, minhas mãos ainda são puras, nunca tocaram o corpo de um homem... Então, você mesmo se vire! Além disso, você já está velho, com certeza tem experiência em se cuidar. — As palavras brincalhonas de Fabiana fizeram Miguel balançar a cabeça, a palavra velho que saiu dos lábios de Fabiana o deixou com dor de cabeça. Afinal, ele tinha apenas 24 anos, ainda era muito jovem, apenas cinco anos mais velho do que Fabiana.
— Pegue o óleo de eucalipto! — ordenou Miguel.
Rapidamente, Fabiana abriu os olhos e pegou o óleo de eucalipto que estava em cima da penteadeira. Ela imediatamente entregou-o a Miguel, evitando olhá-lo. Porém, Miguel, que voltou a beber o chá de gengibre, não o pegou, o que deixou Fabiana irritada.
— Senhor!
— O que? — respondeu ele calmamente.
— Pelo menos segure... — Rapidamente, Fabiana virou-se e segurou a mão de Miguel para entregar o óleo de eucalipto, mas por causa de seu movimento rápido e um pouco brusco, sem querer ela puxou a toalha que estava enrolada na cintura de Miguel.
—Ah meu Deus...
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Atualizado até capítulo 37
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