Duas horas antes do fim das atividades acadêmicas, a turma do primeiro ano de Ciências e Exatas, a turma de Fabiana de repente ficou agitada quando o novo professor entrou. Todos os alunos ficaram encantados com a presença do novo professor, bonito e imponente, exceto João e Fabiana.
João, que conhecia bem aquele professor, enquanto Fabiana encarava com tédio, lembrando do incidente da manhã quando foi ignorada e ficou com os nervos à flor da pele.
— Não sejam tão bobos! — exclamou Fabiana. O que ajudou Miguel, que ficou perdido com o entusiasmo dos alunos.
Miguel se apresentou e começou a aula sem nenhum outro obstáculo significativo. Era compreensível que, se a bela estivesse envolvida, todos ficavam quietos automaticamente.
— Todos entenderam? — perguntou ele a todos os alunos depois de explicar o conteúdo do dia.
Fabiana levantou a mão e Miguel deu permissão para que ela fizesse uma pergunta.
— Eu não entendi, professor! — respondeu ela com um olhar significativo. Ninguém sabia o que passava pela cabeça de Fabiana naquele momento. No entanto, sua fala fez sua amiga e outros alunos franzirem a testa.
— O que você não entendeu? Você pode me perguntar e eu explicarei novamente — respondeu Miguel como professor, que era obrigado a ser mais paciente e explicar até que os alunos entendam o conteúdo que ele ensinou.
Miguel levantou-se de sua cadeira, enquanto Fabiana continuou encarando o rosto do novo professor sem desviar o olhar. Ela se aproximou com uma expressão charmosa e travessa. Miguel continuou observando, sem entender o comportamento corajoso de sua aluna. Ele se lembrou claramente daquele rosto, o rosto da aluna que ele encontrou no estacionamento. Só que dessa vez ele não sabia o que Fabiana queria, então ela continuou se aproximando e inclinando o corpo, quase fazendo seus rostos se tocarem e colocou algo no bolso da camisa de Miguel, sussurrando algo que o fez dar um passo para trás.
— Eu preciso da sua ajuda para explicar mais detalhadamente! Se você não fizer, sua reputação como novo professor aqui estará ameaçada! — Ela sorriu enquanto arrumava seu uniforme e voltava a sentar-se sem desviar o olhar.
Miguel tentou ignorar o comportamento de Fabiana, embora estivesse curioso sobre o significado de suas ações. Ele continuou ensinando até que o sinal para ir embora soou e as atividades escolares daquele dia chegaram ao fim.
Antes de entrar no estacionamento, ele se lembrou de algo que havia sido colocado em seu bolso. Ele pegou o pedaço de papel dobrado e o abriu lentamente.
— Endereço... O que ela quer dizer com me pedir para ir até a casa dela? — Ele pensou depois de ler o papel com um endereço escrito.
Miguel olhou diretamente para o local onde o carro que estava estacionado ao lado de sua moto havia saído do estacionamento pela manhã. O carro da aluna que ousou ameaçá-lo e pedir para ir à sua casa sob a desculpa de não entender o conteúdo que ele havia ensinado. Mas ele decidiu voltar para casa imediatamente e ignorar o pedido de Fabiana. Ele acelerou sua moto a uma velocidade moderada e chegou em casa ao mesmo tempo em que João também chegava.
— Já em casa irmão? Não vai passar na oficina? — perguntou João, caminhando ao lado de Miguel.
— Estou cansado, talvez vá amanhã.— Miguel colocou sua mochila e sentou-se na cadeira do terraço, em seguida, tirou seus sapatos.
— Cansado por se aproximar de muitas garotas bonitas, não é, irmão? Quem sabe uma delas consiga fazer você seguir em frente. Eu dou cinco estrelas se alguém conseguir chamar a atenção deste meu irmão! — João provocou sabendo muito bem que não seria fácil fazer seu irmão esquecer de seu primeiro amor. Talvez o efeito de ser deixado para se casar com outro quando ele ainda estava apaixonado, tenha deixado cicatrizes que não desapareceriam tão cedo.
— Tsc, você só tem quatro dedos. É o polegar do vizinho que você vai usar! — respondeu Miguel, que em seguida entrou em casa, sendo seguido por João.
— Vou mostrar meu polegar que não tem unha e sim uma cabeça — respondeu João ironicamente, fazendo Miguel parar e encara-lo. João sorria de forma amigável enquanto, Miguel soltava um suspiro áspero. Então, ele entrou rapidamente no quarto, evitando responder ao seu irmão, sabendo que a conversa seria interminável.
Vendo seu irmão irritado, João apenas riu e olhou para suas calças.
— Por que o espanto se você também tem um... hahaha...
— João, troque de roupa, tome banho e coma!— exclamou a mãe, fazendo ele correr para seu quarto. No entanto, antes mesmo de entrar, ele foi impedido por Miguel, que segurou a porta do quarto.
— Quem é Fabiana?
— Fabiana Souza? — João perguntou para confirmar, recebendo um aceno de Miguel
— Ela é a aluna mais bonita da faculdade, filha de um dos maiores investidores do campus — João explicou, mas antes que pudesse perguntar mais alguma coisa, seu irmão entrou no quarto sem explicar por que estava perguntando sobre sua amiga.
Após suas orações de costume, Miguel sentou-se na beira da cama, abrindo um relatório financeiro de um de seus funcionários. Diferente do habitual, desta vez ele parecia distraído, lembrando-se do papel que estava ainda no bolso de sua camisa anterior.
Miguel correu para o banheiro em busca de uma pilha de roupas sujas. Ele pegou o papel que ainda estava cuidadosamente dobrado. Olhando para ele com um pensamento incerto, suas pernas o levaram a trocar de roupa e, em seguida, sair do quarto com uma vestimenta arrumada, usando um casaco e segurando a chave de sua moto favorita.
Em uma das mansões localizadas no bairro do Pacaembu, uma bela garota estava emburrada na frente do terraço. Ela olhava repetidamente para o portão, mas a pessoa que esperava não parecia chegar.
— Estou morta se o professor não aparecer!— ela murmurou, batendo a testa e mordendo os dedos enquanto pensava em todas as possibilidades. No entanto, quando estava prestes a se levantar, o som de uma moto chegando fez seu sorriso se alargar. Ela olhou diretamente para seu relógio e sorriu significativamente.
— Perfeito, vamos brincar com o professor rabugento!
— Abra, é o meu professor que está chegando! — Ela ordenou ao segurança para abrir o portão para Miguel.
Fabiana se aproximou imediatamente, com um sorriso que não desaparecia. Ela respirou aliviada ao ver Miguel, que talvez se tornasse seu protetor na vida. Infelizmente, ele não estava vestindo uma armadura preta como nos filmes dos anos 90 que ela costumava assistir no escritório de seu pai.
— Entre, professor! — Fabiana o convidou antes mesmos de qualquer coisa.
Miguel olhou depois de tirar o capacete e viu as roupas inadequadas que Fabiana usava para receber um visitante, mas ele apenas balançou a cabeça e agiu normalmente. Ele desceu da moto e se aproximou de Fabiana, que parecia impaciente.
— Tsk, vamos logo, você demorou muito, meu senhor! — reclamou ela com impaciência para seu professor.
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Atualizado até capítulo 37
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