Capítulo 15

Esta noite, Miguel relutou em sair do quarto, sua cabeça estava pesada e ele espirrava repetidamente. Ele preferiu deitar em sua cama em vez de jantar com a família. Talvez porque ter se molhado duas vezes tenha enfraquecido sua imunidade.

— Espero que amanhã de manhã eu esteja melhor...— Miguel fechou os olhos, esperando que, ao dormir rapidamente, sua condição melhorasse.

Fabiana entrou no quarto depois de jantar com sua nova família. Ela ficou surpresa por Miguel não ter jantado com eles, mas pensou que seu marido estava ocupado com o trabalho.

— Ei, você já está dormindo. É raro, pensei que estivesse ocupado na frente do laptop. — Fabiana olhou para Miguel, que ainda estava profundamente adormecido sob o cobertor.

Fabiana fechou a porta do quarto e foi para o banheiro lavar o rosto e cuidar de si mesma, pois era sua rotina fazer isso antes de dormir, sempre aplicando um creme noturno para manter sua pele saudável. Depois de terminar de cuidar de seu rosto e trocar de roupa para dormir, Fabiana se deitou ao lado de Miguel. No entanto, sem querer, a garota moveu seu braço e acabou encostando no rosto do seu marido.

— Meu Deus, você está com febre? Será que o fogão veio parar na cama?— sussurrou Fabiana, olhando para Miguel ainda tão profundamente adormecido. — Acho que posso te tocar. — Fabiana tocou suavemente o rosto de Miguel novamente. Seus olhos se arregalaram ao sentir o calor do corpo de Miguel.

— Está muito quente... — Fabiana novamente tocou a testa de Miguel com as costas da mão. — Está muito quente, tenho certeza de que ele está doente! — Rapidamente, Fabiana acordou Miguel para que ele comesse e tomasse remédio.

Fabiana sentiu-se culpada, principalmente porque Miguel a havia perseguido sem se importar com o fato de estar molhado pela chuva.

— Senhor! Senhor! Acorde, senhor Miguel...

— Ana, Ana... Eu te amo... Ana — Fabiana ficou em silêncio, suspirando ao ouvir Miguel delirar e mencionar o nome de sua ex-amante, que agora era esposa de outra pessoa.

— Ah, idiota! Mesmo doente ainda pensando na ex. É  um bobo apaixonado... — Fabiana estava indignada. Ela sentiu raiva de acordá-lo novamente, mas lembrou-se de que estava vivendo na casa dos pais dele. Seria ruim para sua reputação se não conseguisse cuidar de seu marido.

— Acorde, senhor! Acorde, Miguel!—Com brusquidão, Fabiana sacudiu o corpo de Miguel até que ele acordasse.

Fabiana suspirou aliviada ao ver que Miguel estava acordado. Ela queria tanto fazer seu mestre entender que até agora, ele estava apenas desperdiçando seu tempo pensando em sua ex.

— Fabiana. — murmurou Miguel com um olhar carinhoso.

— Ainda bem que você não errou o nome de novo, já está satisfeito em sonhar com a sua ex, não é? Parece que o senhor precisa de remédio. Vamos, sente-se, vou buscar comida e te dar um remédio, vou procurar um que cause amnésia para que você pare de pensar na esposa dos outros! — disse Fabiana com amargura.

Miguel não respondeu aos comentários de Fabiana, ele tentou se levantar e sentar, apoiando-se nos travesseiros que a garota empilhava atrás de seu corpo. Mesmo que Fabiana estivesse irritada com Miguel, ela ainda cuidava dele com carinho.

Fabiana desceu até a cozinha para buscar comida e bebida. Ela também preparou um chá doce quente e pediu um remédio para abaixar a febre a João, já que Fabiana não sabia onde ficava a caixa de remédios.

— Por que? — perguntou João ao abrir a porta do seu quarto.

— Onde estão os remédios?

— Estão no armário perto da mesa de jantar, no canto direito do armário, no sentido das escadas. — respondeu João indicando.

— Você pode buscar para mim? Estou cansada de ir e vir, se continuar assim, vou ficar magra subindo e descendo o tempo todo.— As palavras de Fabiana fizeram João olhar para ela de cima a baixo.

Fabiana talvez tenha esquecido que estava usando uma roupa de dormir de uma peça só, cujo comprimento não ia além dos joelhos. Felizmente, a bandeja que ela segurava cobria seu peito. Caso contrário, seria muito fácil para João dar uma olhada.

—  Droga Fabiana! Você está usando esse tipo de roupa para sair do quarto. Se Miguel descobrir, ele pode te decapitar! Volte para seu quarto! Não provoque meu irmão, ainda bem que te conheço desde pequena. Se não, já teria te devorado agora! — irritado, João fecha os olhos.

— Atrevido! Chutaria seu objeto sagrado até quebrar! Por favor, traga o remédio para o Miguel, ele está com febre! E não esqueça de entregar no meu quarto! Obrigada, cunhado...— Fabiana vai rapidamente para dentro do quarto.

João abre um dos olhos e volta a se arrepender ao ver Fabiana se afastando. Ele respira aliviado ao ver o corpo de Fabiana desaparecer atrás da porta.

— Mas, não se vista assim. Se não quiser, jogue para mim, com certeza eu pego rápido. Sen... Sent... Sen... Sent...—João se move como um lutador manejando uma espada. Em seguida, ele desce e busca o remédio solicitado por Fabiana.

Miguel, que brevemente fechou os olhos, os abre lentamente ao sentir alguém sentar-se na beirada da cama. Ele vê Fabiana sentada segurando um prato de comida.

— Beba primeiro o chá, professor! — Fabiana entrega uma xícara de chá quente que ela havia preparado, e Miguel aceita, fechando os olhos firmemente enquanto bebe.

— Tão doce...— Depois de colocar a xícara de chá de volta ao criado-mudo, Miguel olha novamente para a aparência de Fabiana, o que o faz suspirar pesadamente. Talvez, com o tempo, ele se acostume com essa visão. Parece que ele subestimou Fabiana. Um rosto adorável não garante que seu corpo seja frágil.

— Coma, professor! Pare de pensamentos! — Miguel aceita cada colherada de Fabiana. Seu corpo parece tão fraco, especialmente a cabeça, que está pesada e ele quer deitar novamente.

— Chega!

— Ainda tem muito. Termine para sarar logo. O arroz vai chorar se o senhor não terminar! — Fabiana continua alimentando Miguel e o obriga a comer o que resta.

— Já está bom Fabiana, estou com dor de cabeça e quero dormir.

— Tome o remédio primeiro e depois você deita. Estou cuidando do meu marido doente como uma esposa dedicada e feliz.— comenta Fabiana antes de colocar sua bandeja de volta no criado-mudo. Miguel não responde, ele apenas observa os movimentos de Fabiana. Ele reluta em responder a cada provocação de Fabiana.

Uma batida na porta faz Miguel desviar o olhar para a porta que abre lentamente. Rapidamente, Miguel puxa a mão de Fabiana para que ela se sente novamente e a cobre com o lençol.

— Aqui está o remédio, Fabi!—diz João, ao ver Fabiana confusa com o repentino embrulho dela no lençol.

— Mig...— Fabiana tenta protestar, mas seus movimentos são mais lentos que os de Miguel.

— Silêncio! — ordena Miguel olhando fixamente e, em seguida, direciona seu olhar para João, que se aproxima.—Entregue o remédio e, depois disso, saia logo! — João sorri ao ver Fabiana quieta e rígida, então entrega o remédio a Miguel.

— Aqui está o remédio, espero que você se recupere rapidamente após ser cuidado por sua amada esposa, mas não é necessário embrulha-lá como uma lagarta. Eu já vi tudo quando ela me pediu para buscar o remédio. — João sorri maliciosamente.

Miguel esfrega bruscamente o rosto e olha novamente para Fabiana. Ela é realmente descuidada, será que não percebe que pode parecer que está tentando seduzir seu cunhado? Miguel também espera que seu pai não tenha visto.

— Da próxima vez, eu te puno se sair usando roupas de dormir assim!

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