Capítulo 8

Miguel parecia impaciente, talvez ele próprio tenha agido errado. Esta manhã, Fabiana pediu dinheiro para o lanche, mas ele simplesmente ignorou. Não culpa Fabiana por pedir ao namorado dela. Mesmo que não seja um problema, Miguel se sente inútil com seu título de marido.

— Droga, desde o início, não era minha intenção me casar com ela. Queria ser indiferente, mas não cruel, nem queria casar, mas se casasse queria que fosse com alguém maduro, mas em vez disso, encontrei alguém que ainda precisa de muita orientação. Ah Deus...— Depois de tomar banho, Miguel saiu para buscar sua esposa. O cansaço desapareceu com a brisa da noite.

Ao chegar em frente ao grande portão imponente, o segurança prontamente o abriu sem ser solicitado. Talvez por já saber que ele era o genro da casa, após o incidente da noite passada. Miguel entrou imediatamente e estacionou sua moto.

— Obrigado, senhor — exclamou Miguel.

— De nada, jovem. Seu sogro está esperando por você lá dentro.— Miguel assentiu com a cabeça, sabendo que teria assuntos a tratar assim que o sogro interviesse. Ele seguiu em direção à entrada e viu no lado da mesa de jantar seu sogro e sua esposa. Ele respirou fundo antes de dar um passo dentro da casa.

— Boa noite.

— Boa noite, entre! — ordenou ele em um tom um pouco brusco. Fabiana olhou rapidamente para Miguel e voltou a se concentrar em sua comida.

Miguel sentou-se calmamente, sua atitude era amigável, embora seu coração estivesse incomodado com a garota ao seu lado.

— O que você veio fazer aqui?

— Eu vim buscar Fabiana, senhor.— respondeu Miguel sem rodeios. Ele veio com o propósito de buscar sua esposa que tinha voltado para a casa do pai sem avisar.

Seu sogro olhou para Fabiana, que agia indiferente, e depois voltou seu olhar para Miguel, que aparentava calmo com sua postura educada. Ele sacudiu a cabeça ao ver a interação dos dois, que não parecia de um casal recém-casado.

— Fabiana! Termine sua comida e vá com seu marido! — Rapidamente, Fabiana olhou para o pai. Ela estava com medo de voltar para casa, mas agora seu pai parecia estar a expulsando.

— Eu quero passar a noite aqui, papai.

— Sua sogra está te procurando, ela tem perguntado por você desde que eu cheguei em casa. Volte para casa agora, e, quando as férias chegarem, você poderá passar uma noite aqui! — Com paciência, Miguel pediu para Fabiana ir para casa. E, é claro, usou a mãe como justificativa.

— Vocês dois estão brigados logo no primeiro dia de casamento? Amanhã, tenho um compromisso fora da cidade. Volte para a casa do seu marido para que ele tenha alguém para cuidar! E você, Miguel, minha filha é sua responsabilidade, então não deixe que ela passe fome e volte para casa por não ter dinheiro para o lanche!— O rosto de Miguel ficou vermelho, aparentemente, o que João disse era verdade. Agora, o sogro sabia que ele não deu dinheiro à esposa. Embora fosse porque ele ainda não estava acostumado e esqueceu suas obrigações de sustento.

Depois de dizer isso, o pai de Fabiana foi imediatamente para o quarto, dando a eles a oportunidade de conversar e continou com o trabalho ainda pendente.

— Vamos para casa! — convidou Miguel, com uma atitude que irritou Fabiana.

— Comida primeiro, depois vamos para casa, porque eu preciso enfrentar você com o estômago cheio. Além disso,não sou eu que ainda estou pensando no meu ex.— Fabiana respondeu com rispidez e então imediatamente começou a recolher suas coisas para levar.

Miguel suspirou pesadamente. Ele tinha certeza de que João havia contado sua história de amor, fazendo Fabiana saber que ele ainda não conseguia esquecer o passado. Miguel perdeu o apetite, sentindo que sua dignidade como marido havia desaparecido por parecer mesquinho. Além disso, ele teria que lidar com Fabiana, que não conseguia manter uma boa reputação diante do sogro.

— Vamos?— Fabiana  disse depois que se despediu do seu pai. Miguel não respondeu e apenas colocou a mão no peito e saiu de lá. Ele mal ia começar a comer.

— Por que você está entrando nesse carro? — perguntou Miguel quando viu Fabiana abrindo a porta do carro.

— Com medo de pegar um resfriado se for na sua garupa! — Ignorando o marido, Fabiana entrou imediatamente no carro. Ela voltou para casa com a intenção de pegar o carro e o problema de Miguel não dar dinheiro apenas era uma desculpa.

— Mãe! — exclamou Fabiana, abraçando sua sogra. Apenas dois dias sendo sua nora e ela já estava preocupada. Sentir o abraço da mãe com tanta força fez Fabiana se sentir culpada.

— Onde estava minha querida? Por que não veio direto para casa? Não está se sentindo bem aqui? — perguntou a mãe de Miguel, observando o rosto fofo de Fabiana. Ela ainda não acreditava que tinha uma nora adolescente. Apesar de já ter idade suficiente para se casar, ver o rosto e o comportamento de Fabiana fazia ela sentir que tinha uma filha caçula.

— Claro que me sinto bem aqui, a senhora me trata como uma filha e eu já gosto da senhora como se fosse minha mãe. — Os olhos de Fabiana se encheram de lágrimas enquanto seus lábios se apertaram. Ela queria chorar, mas estava envergonhada, especialmente com o sogro, João, e seu professor que acabaram de entrar com expressões preocupadas.

Sim, Miguel estava lidando com problemas. Ele foi atribuído à tarefa adicional de estacionar o carro de Fabiana em seu pequeno quintal. Como resultado, ele precisava ter habilidade, caso contrário, o carro seria danificado.

— O que foi agora? — pensou Miguel depois de ver o rosto triste de sua esposa.

— Somos sua família agora, não queremos que sinta vergonha de nós, certo querido? —

— Sim, somos uma família agora. Fabiana já comeu? — perguntou seu sogro cheio de preocupação.

— Já comi, pai. Antes de vir eu jantei com meu pai. .— Fabiana sorriu enquanto olhava para seus dois sogros. Aqui, ela encontrou uma família completa, uma família atenciosa com amor abundante. Era diferente de sua casa, onde parecia que a carência de amor pairava no ar, pois seu pai era pai solteiro e ocupado no escritório.

— Bem, vá descansar, minha querida! — Sua sogra olhou para trás, onde seu filho ainda estava em silêncio e observando. — Leve Fabiana para o quarto, e vê se não vai para o quarto errado!— alfinetou sua mãe após descobrir o que aconteceu na noite anterior. Quem mais, senão João, lhe deu a informação.

Miguel olhou irritado para seu irmão, que fingiu não ouvir, depois segurou a mão de Fabiana e a levou para o quarto.

Ao chegarem ao quarto, Fabiana olhou para sua mão ainda segurada por Miguel. Ela olhou para o rosto inexpressivo de seu professor, o que a deixou desconfortável, mas também com vontade de provocar.

— Minha mão é macia não é professor? Você gosta de segurar a mão sua esposa? Hoje você segura minha mão, mas tenha cuidado para não sentir vontade de segurar outra! Ou vou te dar um tapa depois! — disse Fabiana com um rosto fofo e provocativo.

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