Isabelle Garcia
Mais um dia que estou presa. O meu pai já veio aqui no meu quarto, me xingou e ainda deu dois tapas fortes no meu rosto. Ainda sinto muita dor. Ele disse que ninguém aceita se casar comigo.
Eu disse a ele que não quero me casar. A minha virgindade continua intacta, mas ele não acredita em mim. Estou farta disso.
Estou fraca, cansada, sem ânimo para nada, nem para um banho.
A Dirce trouxe uma sopa e me obrigou a comer. Ela disse que se eu não comesse iria ter que me levar para o hospital e eu definitivamente odeio hospitais.
Comi um pouco, mas o meu estômago está sensível, então acabei vomitando.
Ela disse que estou grávida... eu chorei muito... não porque estou de fato grávida, quem engravidaria sem ter relações?
Chorei porque até a Dirce duvida de mim.
Chorei muito até dormir.
Acordei de manhã com a porta se abrindo. O meu pai entrou feito um furacão.
Celso: Finalmente, finalmente alguém aceitou se casar com você. Vai tomar um banho, pois está fedendo, se arruma que a tarde vamos ao cartório. Aproveita e leva as suas coisas, pois de lá você já vai para a casa dele.
Achei muito injusto comigo e comecei a chorar de novo.
Celso: Para de chorar, tem que me agradecer que consegui um viúvo rico para se casar com uma suja como você.
Isabelle: Eu posso saber pelo menos quem é esse viúvo, pai?
Celso: Vai saber quando se casar.
Droga, vou me casar com um viúvo que deve ser um velho imundo, barrigudo e careca ... vai tirar a minha virgindade.... comecei a chorar ainda mais desesperada.
Isabelle: Pai, eu não quero me casar com um velho... eu não posso dar a minha virgindade para um velho careca e barrigudo. Por favor não faça isso comigo, pai.
Celso: Virgindade.... kkkkkkkk - o meu pai deu uma risada tão sinistra que eu tive medo e me calei.
Ele permitiu que a minha mãe e a minha irmã viessem me ajudar a arrumar as minhas coisas.
Fui para o banheiro com dor no meu corpo, tomei um banho de banheira relaxante e a minha irmã esteve ao meu lado o tempo todo me ajudando e conversando comigo. Descobri hoje que ela é a melhor amiga que eu poderia ter.
Juliana: Isa, meu amor... me conta o que aconteceu... eu sei que você não faria nada daquilo que te acusaram, mas sabe que eu não sou filha biológica do papai, ele nunca vai me ouvir.
Isabelle: Juh, eu não sei o que aconteceu. Só sei que armaram para mim... eu juro. Não teria a menor chance de fazer aquilo por livre vontade, você me conhece.
Juliana: Sim, meu amor. O Celso é um idiota por não acreditar em você.
Isabelle: Eu vou me casar, Juh, com um homem que não conheço, não sei como é. E a minha virgindade eu vou perder com ele. Eu não quero isso.
Juliana: Isa, está me dizendo que eles não finalizaram? Você é virgem?
Isabelle: Sim. Eu não fui violada. O papai não acredita em mim.
Juliana: Meu amor, talvez seja melhor assim. E se o viúvo for um homem rico e bonitão, hun?
Isabelle: Juh, isso aqui é vida real, não aqueles contos que você lê e fantasia. O meu futuro "marido" que nem sei como se chama deve ser um velho asqueroso. Imagino ele barrigudo, cheio de pelancas e com bafo de cigarro...
Juliana: Menos, Isa. O Celso não seria louco. De qualquer forma, eu sinto muito por tudo que está acontecendo com você e se precisar de qualquer coisa me liga. Eu te amo muito.
Isabelle: Juh, obrigada. Eu te amo também.
Ficamos ali conversando e ela me falando o que eu poderia fazer para fugir do velho asqueroso se ele quiser transar.
Ela me ajudou a me distrair.
Me arrumei com um vestido dela, um azul clarinho, de mangas compridas, pois tem marcas que o meu pai deixou quando me bateu. Coloquei uma meia calça também para disfarçar e ela me maquiou escondendo os hematomas no meu rosto.
Me olhei no espelho pela última vez antes de me tornar uma mulher casada. Na verdade ainda tem todos os trâmites legais, mas não demora muito tempo e o velho já quer que eu me mude ainda hoje. Nem sei porque isso, mas o meu pai manda e eu obedeço.
Fomos para o cartório. Eu não conseguia erguer a minha cabeça em momento algum. A minha mãe e os meus irmãos foram junto para testemunhar a minha união como o velho. Que triste destino o meu.
Ainda outro dia sonhava em estudar, me formar e trabalhar... hoje estou aqui sem expectativa nenhuma para a minha vida.
O meu pai está muito sério. Sei que ele não está feliz, mas eu não sou a culpada da infelicidade dele. Se ele quer que eu me desculpe ele está muito enganado. Não sou uma vadia como ele pensa.
O velho está atrasado e o meu pai saiu por um instante deixando eu, a mamãe, a Juh e o Bernardo aqui. De repente a minha irmã me puxou e saiu com a mão na boca com os olhos arregalados. Não entendi nada.
Juliana: Isa, é ele o seu noivo. Olha só, você pensando que seria um velho asqueroso mas é um deus grego. Menina que sorte a sua!
Não me importa mais quem será o meu marido, tanto faz. Eu não queria estar nessa vida agora. Não queria me casar. Me forçaram e aqui estou.
Juliana: Isa, é o famoso Adriano Vasconcellos... aquele viúvo rico que sai nas capas das revistas que o papai sempre lê.
Isabelle: Que diferença isso faz?
Juliana: Faz sim. Ele é lindo e rico, assim como nos livros que leio e pode se apaixonar por ele e ele por você... shii eles estão vindo.
As vezes eu fico boba com as atitudes infantis dela, mas ainda assim é ela que está aqui me dando forças. A minha mãe não me dirigiu a palavra, o meu pai acha que sou uma vagabunda e o meu irmão ainda é muito imaturo e não sabe se posicionar.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
João Wellington campos
meu instinto de detetive de romances me diz que tem algo muito errado aí não sei não ainda cedo pra opinar mas acho a irmã e a mãe nem estranhas
2025-02-16
6
Isabel Garcia
não é muito cedo pra opinar não. já pensou se esta menina for irmã da falecida, vou amar
2025-03-20
0
Eliane Aparecida
as amigas dela aprontou deve ser pelo caio, agora vão cair o queixo kkk
2025-02-03
0