🐎|Capítulo O3|🐎
Novamente Théo perguntou, mas não tinha como responder essas perguntas tão óbvias! No entanto digo:
— Sabe que não! Eu tento ter um contato mais íntimo, uma semana atrás. Eu estava bêbado, lembrei do meu pai. Vanessa Lopes sentou-se ao meu lado e bebeu comigo. Apaguei a noite, acordei na cama ao lado dela, mas não tenho lembrança dessa noite.
— Ela disse que foi perfeito e que só não queria ser chamada por Manuela, fora isso…
Théo pergunta se ainda amo Manuela? Eu a odeio, não quero vê-la nunca mais!
— Eu gosto de ter a amizade da Vanessa, mas sempre deixei claro sobre o que sinto. Você sabe mais do que ninguém. Que a única mulher que amei foi a Manuela, não quero mais saber desse maldito sentimento!
—Nunca mais vou permitir senti aquele péssimo sentimento de ter uma mulher zombando dos meus sentimentos. Clara gosta dela, se ela é boa para minha filha, então o resto se ajeita, eu não vou entrar em detalhes.
Théo escuta com atenção, ele faz anotações e eu continuo falando. Sobre aquela noite abafada de verão, quando tudo mudou. Eu me lembro como se fosse ontem, como se cada detalhe daquela noite estivesse gravado em minha memória.
Minha vida se desfez em pedaços, fui deixado para trás, sozinho. Em uma discussão, ela havia dito que iria para longe desse maldito lugar.
Sonhava e queria ser modelo, eu não aceitava, pois não queria olhos de outros em minha mulher!
Não questionava suas saídas noturnas, amava e a deixava se divertir com os amigos. Não sabia o que ela fazia e nem com quem estava.
Nossa filha a procurava e era eu que estava com ela em meus braços, sofria o luto pela morte de meu pai.
O estresse extremo tomou conta de mim, estava fodido e puto de ódio por vê-la naquele vestido tão apartado.
Eu não queria que ninguém mais contemplasse sua beleza de minha mulher, mas Manuela fez uma entrevista escondida de mim, eu soube por conta da carta dos correios.
Lembro que brigamos, mas fizemos as pazes, fiz sexo com ela, rasguei com a boca aquela linda e minúscula calcinha, e sem aquele vestido para atrapalhar!
Não podia fazer nada, compulsivo por sexo, meu vício era ela, o meu pēni's ganhava vida a cada vez que a obeservava, sempre duro por ela que sabia como me provocar. Uma única noite sem tê-la, era como um castigo doloroso.
Quando numa noite, estávamos entrelaçando os dedos na mão um do outro, ela pergunta porque não a deixo ser modelo?
—Por que você é minha! Além do mais vai ter vários olhos de macho olhando para você!
—Sou incapaz de suportar o olhar desejando a minha bela esposa! Sabe que sou explosivo, mas sou apaixonado e sou capaz de matar o maldito na porrada!
[...]
—Seu bobo! Não é bem assim… nesse mundo da moda, eu farei uns desfiles, vou ser chamada para alguns comerciais. Nada demais! Sabe que com esse dinheiro, eu posso comprar mais dos gados que você havia dito ontem.
— Eu não quero me sentir inútil, sua tia fala que sou um encosto, pois só sirvo para atrapalhar sua vida, desde que terminei a faculdade, você sabe que não quero exercer a biologia.
— Sou bióloga, eu ajudei algumas vezes aqui na fazenda e dei aulas na faculdade. sempre quis ser modelo!
Beijo ela e digo:
— Você é uma bióloga excelente, eu sou muito orgulhoso do que você se tornou. No entanto, o que te leva a ser uma modelo? Tem certeza de que é isso mesmo que você deseja?
— Poderia continuar trabalhando com a sua profissão? Isso ajudaria bem mais do que essa profissão que você deseja para sua vida, não acha amor?
— Eu que você tem 23 anos e sonha com esse desejo que faz parte de várias garotas. Temos uma filha, você é casada e precisa estar ao meu lado.
[...]
— Ryan, esse é meu sonho desde menina, minha prima Pole, disse que vou conseguir. Basta que eu tente!
—Eu acho que essa profissão é a mais bonita do mundo! Não quero permitir que meu pai interfira novamente em minha vida… Ele é o culpado de tudo que aconteceu com a minha mãe! Droga, eu sinto tanto ódio quando penso que não consegui protegê-la!
Acariciei os cabelos pretos dela, Manuela me olhou aqueles olhos azuis embargados de lágrimas.
Eu odiava vê-la chorando, sei do sumiço da mãe e o pai dela é o único responsável! Nunca houve provas, mas sim que ela fugiu dos maus tratos dele.
— Ela sumiu! Não sei onde está e como vive hoje, eu não quero voltar a vê-lo nunca mais na minha vida!
— Essa profissão foi ele quem escolheu. O único que apoiou-me com sinceridade, só não deixo de visitá-los, por conta do Selmo e do Luiz.
Beijo o topo da cabeça dela, estamos na cama e ela contando sobre minha sogra. Seu ódio era visível.
Eu prometi pensar melhor sobre isso, além de cuidar do campo, eu carregava o fato de cuidar da minha família e da minha mãe que sofre com mal de Alzheimer.
Lembrando desses momentos, estava correndo contra o tempo, pelo horário em que viram ela no carro com vidros escuros, ainda tinha tempo para encontrá-la.
Por alguma razão me sentia culpado por ela ter tomado essa decisão, eu diria a ela que não iria mais interferir no que ela desejar para carreira, o meu desespero em não perdê-la. Nossa filha no colo e chorando.
Entrei no aeroporto e ela não estava, o último voo havia partido. Não havia ninguém com o nome dela entre os passageiros.
— Ryan! Ela se foi, é melhor deixar sua esposa ir e não procure mais por ela… Vamos, as pessoas estão olhando e sua filha precisa de você mais do que nunca, entendeu?–Disse ele, meu irmão Henrique.
—Me solte, Henrique! Vou atrás dela até o fim do mundo se precisar, porr'a! Não me importo com essas pessoas olhando para mim. Vão a merda, vocês todos!
Quando entrei na picape e entreguei minha filha ao Gustavo o meu irmão. Fui na casa do meu sogro e ele certamente saberia me dizer o que aconteceu com a filha dele!
Não demorou muito, já estava batendo na porta dele, o meu tio Ricardo ao lado dos homens que fazem a minha proteção. Quando peguei a arma atirei para cima. Lágrimas estavam escorrendo pelos meu olhos, era doloroso a dor da perda, eu estava com o coração tão acelerado.
Se meu tio não tivesse tomado a arma, eu faria alguma besteira. Lembrei da minha filha e das pessoas que precisam do sustento para suas famílias. Elas trabalham de sol a sol, estão ao meu lado desde a morte do meu pai.
Quando vejo o velho ao lado do meu cunhado, eles perguntam o que estava fazendo e o que aconteceu?
—Diga, velho. Cadê minha mulher? Não faça que eu repita a porrª da pergunta! Vamos, ou vou mandar destruir esse lugar, você não vai querer isso, não é mesmo?
Ele ficou sério e disse:
—Se fizer isso, eu não vou revidar, mas meus homens estão preparados para matar por mim, vai mesmo pagar pra ver morte? Vou alegar que agi por legítima defesa!
[...]
—Vamos embora, patrão!–Disse ele, o capataz da minha fazenda. Meu tio, que estava interferindo e me trazendo a realidade.
Zonal um dos homens de minha confiança, ele fala o mesmo. Quando cuspi no chão e disse que isso não iria ficar assim!
— Se isso tiver um dedo seu no meio, eu vou entregá-lo para polícia. Nem que seja a última coisa que eu faça nessa vida!
— Vamos...
{ Cantinho da autora}
Vamos de emoções? Ryan sofrendo é dó. Não posso ver bonito chorando, misericórdia!🥺♥️ Deixem comentários e votem.
Até os próximos capítulos!
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Lilith
Muitos personagens 😵
Tenho que ler os outros livros😂😂😂
Tô mais perdida que cego em tiroteio 😂😂😂
2023-05-18
3
Iracema Sampaio
coitado do Ryan
2023-09-21
0
Fênix...
gente se tinha sonho de ser modelo ,por que causou e ainda teve um filho af em
2023-07-05
0