Pov Angelique Lacey
- Eu decifrei o código – me expliquei.
- Você está bem? – eu assenti enquanto ele se aproximava\, percebi um rasgo em meu vestido que subia até o quadril e tentei fechar com as mãos trêmulas\, mas quando ele chegou a mim eu desabei\, ele me abraçou.
- Ela estava sendo atacada pelo Blackback\, o carrasco.
- Ele mordeu você? – Nate passou os dedos ásperos pela minha pele\, em torno dos cortes.
- A mordida de um lobisomem é venenosa.
- Não foi tão profunda\, você vai ficar bem – ele tentou me tranquilizar - Do que precisa?
- Eu não sei. Desculpe\, eu não sei por que vim aqui.
- Estava sendo atacada\, perseguida. Muitos de nós estão.
- Nós quem?
- Pessoas boas\, humanos – ele sorriu\, iluminando mais que apenas seu rosto – do que precisa?
Eu não tinha resposta para isso, não decifrei o código porque estava em perigo, eu estava entediada. Mas também não era burra, se eu dissesse a ele que estava tentando gerar filhos para um aliado do Alfa, não sei se ele ainda seria uma pessoa boa.
- Senhora? Acho que é seguro sair agora.
- Não precisam ir. Aqui é a rádio\, mas temos outros lugares – Nate estava me segurando pelos cotovelos\, mas com tanta gentileza que se tornou confortável – precisa de abrigo? Ou chá?
- Vinho?
- Temos conhaque\, vai te aquecer e te acalmar. Fique a vontade.
A vontade era na pequena cadeira na escrivaninha, não havia outro lugar para me sentar. Ele subiu por uma escada caracol de metal fazendo muito barulho.
- Senhora\, seu marido vai estar em casa daqui a pouco.
- Daqui a pouco não é agora\, Lee. Eu só vou tomar um gole.
Nate desceu correndo e com ele trouxe dois copos de whisky e uma garrafa de bebida caseira. Eu já tinha bebido coisas muito piores, mas sabia lidar com homens, principalmente homens grandes e brutos como o Evans.
Homens assim gostam de mulheres delicadas e com classe, na cama eram como um urso em uma loja de porcelana.
- Vai se importar menos com a procedência do conhaque quando ele começar a fazer efeito.
- Imagino que sim.
Peguei o copo com sutileza e levei a boca apenas molhando os lábios. Nate se sentou sobre a escrivaninha, mantendo um pé no chão e o outro balançando bem perto a mim.
- Então\, o que vocês fazem aqui.
- Transmitimos mensagens da resistência. Já ouviu falar na Mayday?
- Não\, senhor – soltei o vestido que abriu naquele ponto rasgado por Blackback\, fingindo distração.
- A Mayday lutou contra o Alfa atual antes e estamos lutando agora.
- Parece perigoso.
- E necessário – ele virou o copo e tive inveja\, mas mantive a classe – aqui foi montado para transmitir as mensagens da resistência a muitos anos\, mas depois do que houve com Edward.
- Acho que vi isso no jornal – minto\, com medo que ele ligue o sobrenome do meu pai a mim.
- As pessoas ainda não acreditam\, mas estamos lutando e logo vamos enfrentar os licantropos frente a frente.
- Sim\, eu acredito em você. Mas o que devo fazer?
- Você está segura aqui\, Angelique. Pode apenas ficar segura.
- Eu preciso ir – me levantei deixando aquele conhaque maravilhoso quase intocado – tenho que voltar para casa.
- Espere – ele pegou no meu braço e virei a mão para baixo\, escondendo a aliança\, isso me fez ser lançada para junto dele\, encostando nossos corpos – desculpe.
Eu ri genuinamente.
- Eu só me assustei. E meu salto está quebrado.
- Não estou reclamando\, nem tenho a mínima vontade de lhe soltar.
- Mas eu tenho que ir.
- Eu ouvi isso.
Ficamos nos olhando por um longo tempo, seus olhos azuis me hipnotizando, duas bolas de gude especiais, daquelas que só meninos ricos têm.
- Seu leque senhora\, por sorte eu o recuperei do chão. É melhor ir\, estamos atrasados – Lee foi se metendo entre eu e Nate\, o forçando a me soltar – saímos por aquela porta?
- Sim\, claro. Mas seguem para o centro aqui em frente\, é mais seguro.
- Vejo você outra hora? – perguntei enquanto Lee tentava me arrastar\, com a força de uma criança de quatro anos.
- Espero que não precise\, mas se precisar\, sabe onde me encontrar.
Eu sorri para ele, tão jovem e bonito. Depois que eu tivesse um bebê para Walker, eu procuraria Nate. Ele podia ser a minha nova vida, minha segunda chance.
Lee não perdeu tempo. Ele parou na frente da casa Prince, mas parou no primeiro degrau com uma expressão de dúvida.
- Posso lhe fazer uma pergunta\, senhora?
- É claro.
- Por que o está seduzindo?
- O Evans? Posso precisar dele em breve.
- Mas\, por que só não faz amizade?
Lee ficou me olhando, como se realmente esperasse uma resposta. Bem, eu não tinha uma resposta, porque a ideia parecia absurda demais para pensar nela.
Abri a boca algumas vezes e estava prestes a manda-lo para o inferno quando ouvi o crepitar da lareira do lado de dentro.
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Atualizado até capítulo 138
Comments
Nélida Cardoso
eita ela vai se dar mal
2025-03-14
0
Mellika Duarte
e agora?
2024-11-10
1
Elizabete dos Santos Barros Alves
concordo!
2024-09-06
0